Autor: daniel

  • Lenda do Tamba-Tajá

    Na tribo Macuxi havia um índio forte e muito inteligente. Um dia ele se apaixonou por uma bela índia de sua aldeia. Casaram-se logo depois e viviam muito felizes, até que um dia a índia ficou gravemente doente e paralítica. O índio Macuxi, para não se separar de sua amada, teceu uma tipóia e amarrou a índia à sua costa, levando-a para todos os lugares em que andava. Certo dia, porém, o índio sentiu que sua carga estava mais pesada que o normal e, qual não foi sua tristeza, quando desamarrou a tipóia e constatou que a sua esposa tão querida estava morta. O índio foi à floresta e cavou um buraco à beira de um igarapé. Enterrou-se junto com a índia, pois para ele não havia mais razão para continuar vivendo.

    Algumas luas se passaram. Chegou a lua cheia e naquele mesmo local começou a brotar na terra uma graciosa planta, espécie totalmente diferente e desconhecida de todos os índios Macuxis. Era a TAMBA-TAJÁ, planta de folhas triangulares, de cor verde escura, trazendo em seu verso uma outra folha de tamanho reduzido, cujo formato se assemelha ao órgão genital feminino.

    A união das duas folhas simboliza o grande amor existente entre o casal da tribo Macuxi. O caboclo da Amazônia costuma cultivar esta curiosa planta, atribuindo a ela poderes místicos. Se, por exemplo, em uma determinada casa a planta crescer viçosa com folhas exuberantes, trazendo no seu verso a folha menor, é sinal que existe muito amor naquela casa. Mas se nas folhas grandes não existirem as pequeninas, não há amor naquele lar. Se a planta apresenta mais de uma folhinha em seu verso, acredita-se então que existe infidelidade entre o casal.

  • Vale do Apertado encanta visitantes

    Vale do Apertado encanta visitantes

    Vale do Apertado encanta visitantes

    O cenário do Vale do Apertado é capaz de encantar até mesmo ao mais exigente amante da natureza. O local é formado por um ambiente rústico, paisagem nativa, ecossistema

    frágil, flora e fauna ímpar. O acesso à área ocorre pela BR-364. Partindo-se de Pimenta Bueno serão percorridos 70 km em sentido Vilhena. A partir daí, no KM 132, segue-se mais 12 km, pelo lado esquerdo, numa estrada estadual de terra.

    O Vale do Apertado chama a atenção não só de técnicos ligados a área ambiental, mas também de pessoas de várias regiões do Estado de Rondônia. Mesmo cientes da falta de estrutura do local, os turistas não deixam de visitá-lo. Segundo o auditor ambiental Edson Silva, membro da Associação Pimentense dos Amigos do Meio Ambiente (APAMA), a

    área é especial e merece ser considerada de interesse turístico em virtude das

    paisagens notáveis e dos acidentes naturais adequados à prática

    desportiva -raffiting, cannying, boiacross, arborismo, rappel- nas águas e

    rochas. Ele acredita que as cavidades naturais subterrâneas existentes no Vale do Apertado podem também ser constituídas em patrimônio cultural brasileiro, devendo ser

    preservadas e conservadas para permitir estudos e pesquisas técnico-científica, voltadas para atividades étnico-cultural, recreativa e educativa.

    Segundo o auditor, as grutas ou cavernas da região foram formadas por processo natural, onde há inscrições rupestres -desenhos e escritas- que merecem ser estudadas para avaliar o período e a possível origem dos habitantes que viveram no local. Atualmente as grutas são habitadas por um indeterminado número de morcegos, havendo a crença de que no passado serviram de moradia para os primeiros habitantes da região. “O local se apresenta como área de potencial espeleológico devido à sua constituição geológica e geomorfológica, suscetíveis ao desenvolvimento de cavidades naturais subterrâneas, em decorrência da formação calcárea de suas rochas”, disse o auditor.

    Belezas serão preservadas

    Para que o cenário do Vale do Apertado possa ser dividido com os amantes da vida ao ar livre, segundo Edson Silva, torna-se necessário a elaboração de estudo de impacto ambiental para as ações ou empreendimentos de qualquer natureza, previstos em áreas de ocorrência de cavidades naturais subterrâneas ou de potencial espeleológico. “Ao lado de todo este potencial turístico, teremos um empreendimento de geração de energia – a PCH Rondon II- que irá preservar as belezas naturais do local”, disse o auditor. Ele lembrou também, que como compensação a empresa irá ainda oportunizar uma área de reserva ambiental no entorno do lago da usina geradora de energia elétrica, além de oferecer oportunidades de empregos aos moradores de Pimenta Bueno e região.

    O ambientalista Filinto Ribeiro, que também é membro da APAMA, disse que as belezas naturais do Vale do Apertado são únicas no Estado. Segundo ele, entre as principais atrações do local estão as cachoeiras, que chegam a 70 metros de altura. “Temos vários pontos turísticos na região de Pimenta Bueno”, disse.

    Quanto as metas da Prefeitura para o local, a secretária de Meio Ambiente e Turismo, Márcia Figueiredo, disse que o município passará a investir em infraestrutura após a conclusão da PCH Rondon II. “Pretendemos firmar parcerias com a empresa que está construindo a usina e outras entidades para explorar o potencial turístico do Vale do apertado”, disse.

  • O sagüi-leãozinho

    O sagüi-leãozinho é do tamanho de uma escova de dente e pesa 130 gramas. Encontrado no Amazonas, é tão pequeno que alguns índios o deixam no cabelo para que cate piolhos e outros bichinhos.

  • Desmatamento

    O desmatamento da Floresta Amazônica se intensificou a partir da década de 60 com a implantação do Programa de Integração Nacional, envolvendo a construção de eixos viários, já que as rodovias configuraram a infra-estrutura básica para os projetos de colonização. A partir daí, há a expansão da fronteira agrícola, incrivelmente com avanço da pecuária extensiva, além dos grandes projetos minerais e da ação das madeireiras nacionais, que na década de 90 passam a ter a companhia das temíveis madeireiras asiáticas.

    1968 – Há duas décadas, os 5,1 milhões de km2 da Amazônia estavam praticamente intactos. Havia áreas desmatadas ao redor das cidades de Belém e Cuiabá e nas regiões sul do Mato Grosso e norte de Goiás (hoje Tocantins).

    1978 – O governo decide colonizar Rondônia. As queimadas avançam para oeste ao longo da rodovia BR-364, entre Cuiabá e Porto Velho. Começam os projetos agropecuários no sul do Pará e sudeste do Maranhão.

    1988 – A devastação já atinge mais de meio milhão de km2. As queimadas consumiram grande parte do Mato Grosso, Rondônia e Pará, quase todo o estado de Goiás (atual Tocantins) e Acre e Roraima.

    Hoje – Entre 2003 e 2004 a Amazônia perdeu mais 26.130 quilômetros quadrados de floresta. Os dados foram levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com base em 103 imagens de satélite, cobrindo 93% da área onde se concentra a derrubada da floresta, na região do chamado Arco do Desflorestamento.

    Os estados que mais desmataram a Amazônia foram Mato Grosso (20%) e Rondônia (23%). De acordo com os dados do INPE, Mato Grosso seria responsável por 48% do desmatamento no último período. Nesses mesmos três estados também estão os municípios que mais desmataram. Em Paranaíta, no Mato Grosso, o desflorestamento verificado cresceu 137%, passando de 88 para 209 quilômetros quadrados, enquanto que em Jacareacanga, no Pará, houve um incremento de 688% na derrubada da floresta em relação a 2003, passando de 15 para 118 quilômetros quadrados.

    O INPE registrou também, no entanto, redução nas taxas de desflorestamento em alguns estados do amazonas. O Pará diminuiu o desmatamento em 2%, o Amazonas, em 39%, o Acre, em 18%, o Maranhão, em 26%, e o Tocantins, em 44%. Roraima não registrou desflorestamento entre 2003 e 2004.

    A intensificação do desmatamento vem provocando prejuízos irreparáveis ao meio ambiente devido ao rompimento do equilíbrio ecológico, já que a retirada da floresta determina, entre outras coisas:

    – Alterações climáticas, devido ao aumento da quantidade de carbono na atmosfera e conseqüentemente da temperatura e a redução da Evapotranspiração que altera os índices pluviométricos.

    – Alterações no equilíbrio térmico, já que o desmatamento altera a umidade.

    – Desgaste do solo, devido a intensificação da lixiviação e a não reposição do material orgânico.

    – Falta de regulação para a rede hidrográfica.

    Fontes: IBGE e INPE

  • Registros Arqueológicos

    Quando ocorreu a conquista dos colonizadores europeus, no século XVI, estima-se que alguns milhões de índios viviam na região. A ocupação da Amazônia pelos europeus iniciou-se por volta de 1540, porém, até o final da II Guerra Mundial, a presença humana na região quase não trouxe modificações à cobertura vegetal original. Hoje, aproximadamente, 10 milhões de pessoas habitam a região, numa densidade de dois habitantes/Km2. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas vive na floresta.

    O uso e a ocupação do solo da Amazônia são caracterizados pelo extrativismo vegetal e animal – incluindo a extração da madeira – pela pecuária, por madeireiras e pela agricultura de subsistência, bem como pelo cultivo de espécies vegetais arbustivo-arbóreas. A produção de grãos recobre parcelas contínuas expressivas. A mineração e o garimpo (atividades pontuais) e a infra-estrutura regional (atividades pontuais e lineares) também são responsáveis pela alteração dos ecossistemas naturais. Nos arredores de núcleos urbanos e áreas de ocupação mais antigas, uma boa parte das terras, outrora desmatadas, encontra-se recoberta ora por capoeiras, ora por florestas nativas nos seus vários estágios de crescimento e regeneração. Estima-se que 15% da Amazônia já foi desmatada.

    Fonte: Ibama

  • Bacia Amazônica

    Com cerca de 8 milhões de Km2 o bioma Amazônia está distribuído pela Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela na América do Sul. Se fosse um país, a Amazônia latino americana seria de tamanho equivalente aos Estados Unidos da América e toda a Europa Ocidental. No Brasil, se estende por 4,1 Km2. Mas a Amazônia Legal, conceito criado na década de 50, é ainda maior, abrangendo cerca de 5,5 Km2, ou dois terços do país, com 18 milhões de habitantes.

    Ela se espalha por nove Estados da federação: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. Embora parte dessa área adicional (de 1,4 milhão de Km2) não seja composta de floresta amazônica, mas por mata mais rala e cerrado, ela foi incluída na Amazônia Legal para poder também usufruir incentivos fiscais concedidos pelo Governo Federal para acelerar o desenvolvimento da região. O Pará com 6,6 milhões de habitantes é o mais populoso. Roraima, com pouco mais de 350 mil habitantes, é o menor em população.

    Atualmente, 32,9% do bioma Amazônia no Brasil conta com proteção especial (descontadas as sobreposições) sendo 20,84% terras indígenas e 12,09% unidades de conservação federal e estadual.

    Na Amazônia, vivem e se reproduzem mais de um terço das espécies existentes no planeta. A floresta abriga 2.500 espécies de árvores (um terço da madeira tropical da Terra) e 30 mil das 100 mil espécies de plantas que existem em toda América Latina. Alem da riqueza natural, a Amazônia abriga uma fantástica diversidade cultural. Nela vivem cerca de 170 povos indígenas, com uma população aproximada de 180 mil indivíduos, 357 comunidades remanescentes de antigos quilombos e centenas de comunidades localizadas, como as de seringueiros, ribeirinhos e babaçueiros.

    A Amazônia possui, ainda, grande importância para a estabilidade ambiental do planeta. Estimativas conservadoras indicam que a floresta amazônica é responsável pela absorção de pelo menos 10% dos cerca de 3 bilhões de toneladas de carbono retirados da atmosfera pelos ecossistemas terrestres. No outro extremo, estudo publicado pela revista Science conclui que a Amazônia responde por quase 40% de tudo que a biota terrestre absorve. Sua massa vegetal, composta por árvores de até 50 metros de altura, com copas frondosas, libera cerca de sete trilhões de toneladas de água anualmente para a atmosfera, através da evaporação e transpiração de plantas. Já seus rios descarregam cerca de 20% de toda água doce despejada nos oceanos por toda a rede hidrográfica existente no globo terrestre. O Rio Amazonas é o mais extenso e caudaloso de todos os rios, chegando a descarregar no Atlântico 230 milhões de litros de água por segundo.

    Tudo isso num ecossistema frágil: a floresta extrai poucos nutrientes do solo, que, em grande parte de sua extensão, é pobre. As árvores vivem do próprio material orgânico que lançam sobre o chão. Geram dessa maneira, uma formidável cadeia de vida, que se nutre desse cardápio de massa vegetal e da água abundante gerada pelas próprias árvores e trazida do oceano e da cordilheira dos Andes, em um ambiente de umidade sem igual. A menor imprudência pode causar danos ao seu equilíbrio delicado.

    Fonte: Almanaque Brasil 2005

  • Aspectos da Vegetação

    A Floresta Amazônica é uma floresta latifoliada (do latim lati, que significa largo), ou seja, com predominância de espécies de folhas largas. Com características próprias de clima equatorial, tipicamente quente e bastante úmido, é também conhecida como hiléia. Apresenta grande heterogeneidade de espécies animais e vegetais e caracteriza-se por três tipos de mata: de igapó, várzea e terra firma.

    A mata de igapó corresponde a parte da floresta onde o solo se encontra inundado. Ocorre principalmente no baixo Amazonas e reúne espécies como mucuria samaúma, o jauari e a vitória-régia. A mata de várzea é própria das regiões que são periodicamente inundadas, denominadas terraços fluviais. Intermediárias entre os igapós e a terra firme, as espécies da mata de várzea têm formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba. A altura dessas espécies aumenta à medida que se distanciam dos rios. As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Com solo seco, livre de inundação, as árvores podem chegar a 65 metros de altura. O entrelaçamento de suas copas, em algumas regiões, impede quase totalmente a passagem de luz, o que torna seu interior muito úmido, escuro e pouco ventilado. Em terra firme encontram-se espécies como o castanheiro, o mogno e o guaraná. Os principais produtos extraídos da floresta são o guaraná, o látex e a castanha-do-pará.

    A floresta, apesar de ser a característica mais marcante da Amazônia, não esconde a grande variedade de ecossistemas, dentre os quais se destacam: matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados. Conseqüentemente, a Amazônia abriga uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.

    Fonte: Ibama

  • Recursos Hídricos

    A Bacia Amazônica é a maior do mundo com 7.050.000 quilômetros quadrados, dos quais 3.904.392,8 estão em terras brasileiras. Seu rio principal nasce no Peru, com o nome de Vilcanota e recebe depois as denominações de Ucaiali, Urubamba e Marañón. Quando entra no Brasil, passa a se chamar Solimões, até o encontro com o Rio Negro, próximo de Manaus. Desse ponto até a foz recebe o nome de Amazonas. Atravessando os vales andinos e a floresta Amazônica, até desembocar no oceano Atlântico, percorre 6.868 quilômetros, sendo o maior do planeta em extensão e também em vazão de água. Sua largura média é de 5 quilômetros. Com cerca de 7 mil afluentes, conta ainda com grande número de cursos de água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante.

    Localizada em uma região de planície, a bacia Amazônica tem cerca de 23 mil quilômetros de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é importante nos grandes afluentes do Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapajós, o Negro, o Trombeta e o Jarí, entre outros. Em 1997 é inaugurada a hidrovia do Rio Madeira, que opera de Porto Velho a Itaquatiara. Em maio de 2001, é criado o primeiro corredor ecológico binacional, na fronteira do Brasil com a Bolívia, com uma área de 23 milhões de hectares, quase equivalente ao território do Estado de São Paulo. O corredor vai proteger as bacias hidrográficas do Guaporé-Madeira, no lado brasileiro, e Itenez, no boliviano, numa região que reúne a maior diversidade de peixes do mundo.

    Fonte: Almanaque Abril