Categoria: Geral

  • Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

    Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais

    Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos tribunais
    Divulgação

    Termina às 19h do dia 15 de agosto o prazo para os partidos registrarem as candidaturas para as eleições deste ano. Com o fim das convenções partidárias, cujo prazo para realização terminou na quarta-feira (5), agora os partidos devem registrar os candidatos nos tribunais eleitorais.

    Para candidatos a presidente e a vice-presidente da República, as solicitações serão feitas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE); para senador, deputado federal, governador e vice-governador, deputado distrital e deputado estadual, nos tribunais regionais eleitorais.

    Dos 30 partidos registrados no TSE, 13 têm candidatos à Presidência da República. Os demais anunciaram apoio a candidatos de legendas diferentes à sua ou declararam neutralidade na corrida presidencial.

    A decisão pela neutralidade é um sinal de que o partido volta seus esforços para os estados, em um trabalho para ter bancadas significativas nas assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado.

    Candidatos a presidente da República confirmados nas convenções nacionais:

    • Augusto Cury (Avante)
    • Clariana Barão (DC)
    • Edmilson Costa (PCB)
    • Flávio Bolsonaro (PL)
    • Hertz Dias (PSTU)
    • Leonardo Avalanche (PRTB)
    • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    • Renan Santos (Missão)
    • Romeu Zema (Novo)
    • Ronaldo Caiado (PSD)
    • Rui Costa Pimenta (PCO)
    • Samara Martins (UP)
    • Wilson Grassi Júnior (Democrata)

    Essas candidaturas, no entanto, precisam ser confirmadas com o registro junto ao TSE.

    Consulta

    Após registrado, o candidato aparece no sistema do tribunal eleitoral, que pode ser consultado por qualquer cidadão. No sistema DivulgaCand é possível encontrar informações detalhadas sobre todos os candidatos que pediram registro à Justiça Eleitoral, entre as quais as suas contas eleitorais e as dos partidos políticos.

     

    Agência Brasil

  • TJRO orienta sobre solicitação de medidas protetivas em caso de indisponibilidade do sistema

    TJRO orienta sobre solicitação de medidas protetivas em caso de indisponibilidade do sistema

    TJRO orienta sobre solicitação de medidas protetivas em caso de indisponibilidade do sistema

    O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) orienta sobre os procedimentos que devem ser adotados quando houver indisponibilidade temporária do sistema eletrônico utilizado para solicitação de medidas protetivas de urgência.

    Em caso de indisponibilidade do sistema, mulheres vítimas devem procurar imediatamente uma Delegacia de Polícia. A autoridade policial utilizará a integração tecnológica disponível para encaminhar o pedido de medida protetiva ao Poder Judiciário.

    O Ministério Público poderá formular e distribuir diretamente o pedido no Processo Judicial Eletrônico (PJe), comunicando imediatamente o gabinete plantonista para análise da urgência, quando entender necessário.

    Em situações de risco iminente, quando houver ameaça imediata à vida ou à integridade física da vítima, a orientação é o acionamento da Polícia Militar, pelo telefone 190, deve ser realizado sem demora. A busca por acesso ao aplicativo ou ao sistema não deve retardar o pedido de socorro.

    As orientações, alinhadas à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), têm como objetivo assegurar a continuidade do atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar, preservando a rapidez na análise dos pedidos e a proteção das vítimas.

     

    Assessoria de Comunicação Institucional

  • Unir vai ofertar oito novos cursos de graduação a partir de 2027; veja quais

    Unir vai ofertar oito novos cursos de graduação a partir de 2027; veja quais

    Unir vai ofertar oito novos cursos de graduação a partir de 2027; veja quaisA Universidade Federal de Rondônia (Unir) deve ampliar, a partir de 2027, as graduação ofertados. Oito novos cursos gratuitos serão distribuídos nos campis de Porto VelhoGuajará-MirimAriquemes e Cacoal.

    A seleção para as vagas será feita exclusivamente pelo Sisu, com base na nota do Enem, seguindo o calendário do MEC.

    Ao todo, 285 vagas a mais serão ofertadas. Confira as cidades dos cursos ofertados:

    Porto Velho

    • Farmácia
    • Fisioterapia
    • Fonoaudiologia
    • Terapia Ocupacional
    • Inteligência Artificial

     

    Guajará-Mirim

    • Psicologia

     

    Ariquemes

    • Ciência da Computação

     

    Cacoal

    • Inteligência Artificial

     

    Novos 74 docentes foram contratados para viabilizar a implantação dos novos cursos. 62 dessas vagas serão destinadas à universidade ainda em 2026, as 12 vagas restantes apenas em 2027.

    Entre os destaques da expansão está o curso de Fonoaudiologia, que fará da Unir a primeira universidade pública da Região Norte a ofertar essa graduação.

    Para saírem do papel, os novos cursos precisam passar pelo crivo dos conselhos internos da universidade. O cronograma prevê que a última graduação a ser implementada nesta etapa será a de Fisioterapia, com início das aulas em 2028.

    Histórico de expansão

     

    Entre 2023 e 2026, a Unir já havia ampliado sua atuação em Rondônia com a criação de nove cursos em seis campi, divididos entre graduações presenciais e à distância. Veja o cronograma recente de estreias na instituição:

    Novidades de 2026

    • Porto Velho: Turismo (Bacharelado – EaD)
    • Ji-Paraná: Engenharia Civil (Bacharelado – Presencial)
    • Presidente Médici: Aquicultura (Tecnólogo – Presencial) e Gestão Comercial (Tecnólogo – Presencial)
    • Cacoal: Gestão de Tecnologia da Informação (Tecnólogo – Presencial)
    • Ariquemes: Direito (Bacharelado – Presencial) e Letras Inglês (Licenciatura – Presencial)

     

    Vagas abertas em 2025

    • Porto Velho: Matemática (Bacharelado – Presencial)

     

    Vagas abertas em 2023

    • Vilhena: Direito (Bacharelado – Presencial)

    G1RO

  • Índios Suruís são treinados pelo Google

    Índios Suruís são treinados pelo Google

    Índios Suruís são treinados pelo Google

    Cacoal/RO – A diretora do Google Earth Solidário, Rebecca Moore, representantes da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), da Amazon Conservation Team Brasil (ACT Brasil) e de outras entidades internacionais permaneceram em Cacoal durante uma semana, para tratar da parceria firmada entre o Google e o Povo Suruí. Por meio da parceria, os índios vão disponibilizar na Internet, informações sobre sua história e sua cultura, além de poder acompanhar a situação do desmatamento em suas terras. 20 índios Suruís estão sendo treinados pelo Google para administrar o sistema tecnológico.

    Rebecca Moore afirmou que não haverá monitoramento em tempo real da terra dos Surís. Segundo ela, com a parceria os usuários do Google do mundo inteiro vão poder conhecer a história e outras informações sobre os Suruís, enquanto os índios vão poder usar o sistema como uma ferramenta para mostrar suas necessidades, seus projetos e outras informações que julgarem necessário para buscar um futuro sustentável.

    Questionada sobre a posição do Governo Brasileiro em relação a parceria, Rebecca disse que a legislação brasileira não impede que ela seja firmada. “O Google está disponível para todo o Brasil. Milhares de pessoas disponibilizam suas informações lá. Os Suruís é que estão começando agora”, disse.

    Quanto a data em que o sistema tecnológico entrará no ar, Rebecca disse que vai depender apenas dos próprios índios, já que são eles que vão decidir o que vão disponibilizar na Internet, como também adicionar as informações. “Eu ofereço a ferramenta e ensino a usá-la, mas são eles que vão fazer”, afirmou.

    Segundo Rebecca Moore, o mesmo treinamento oferecido em Cacoal será realizado em Porto Velho, nos dias 23 e 24 desse mês, para índios de 12 comunidades diferentes. Rebecca também elogiou a política de inclusão social do Governo Brasileiro, citando como exemplo a oferta de Internet a diversas comunidades indígenas.

    Acontecimento histórico

    O presidente da Associação Metareilá, Almir Suruí, que buscou a parceria com o Google, acredita que o sistema tecnológico facilitará o trabalho que ele e outros líderes indígenas vêm realizando em defesa do meio ambiente, inclusive do território Suruí. Ele também não vê riscos na exposição de informações na Internet. “Somos nós que vamos escolher o que divulgar”, disse.

    Segundo Almir Suruí, não serão fornecidas informações sobre plantas nem animais. A previsão, segundo ele, é a de que as informações estejam disponíveis na Internet dentro de no máximo 60 dias.

    O coordenador do Programa de Meio Ambiente da Usaid, Ernane Pilla, classificou a parceria como um fato histórico. Ele também afirmou que trata-se de um sistema seguro para os Suruís. “O Google está dando a ferramenta e os índios é que vão fornecer as informações que eles quiserem”, disse.

    Segundo Ernane Pilla, a parceria com o Google é uma forma dos Índios Suruís se fortalecer como povo. “Se fortalecendo eles têm mais chances de ter o controle do que está acontecendo na terra deles”, afirmou.

    Nova sede

    A programação preparada para comemorar a assinatura do termo de parceria do Google com os Suruís incluiu a inauguração da nova sede da Associação Indígena Metareilá, no distrito do Riozinho. Além de membros de instituições internacionais, prestigiaram o evento, representantes da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), da Fundação Nacional do Índio (Funai), da Prefeitura de Cacoal, da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA) e de outras Ongs rondonienses.

    Na Aldeia Indígena Sete de Setembro, localizada na Linha 11, também houve atividades especiais. Durante três dias, os índios apresentaram danças e outros rituais aos visitantes. Houve ainda visitas a mata e a áreas de reflorestamento dos Suruís. A programação foi registrada por equipes jornalísticas de vários países.

  • As cobaias do Garimpo Roosevelt

    As cobaias do Garimpo Roosevelt

    As cobaias do Garimpo Roosevelt

    Espigão do Oeste/RO – Desde o início da semana o movimento nas ruas de Espigão do Oeste tem aumentado com o grande número de garimpeiros que chegam à cidade fugindo do garimpo Roosevelt. Em pequenos grupos os mineradores chegam à cidade, trazendo nas costas o que sobrou de suas “traias”.

    Após as denúncias veiculadas na mídia, dando conta da continuidade dos trabalhos dentro do garimpo, a Policia Federal aumentou o cerco em torno da reserva, ficando quase impossível à entrada de equipamentos e provisões para os homens continuarem o trabalho nas escavações.

    Com isso muitos garimpeiros estão abandonando a área, por não ter mais condições de manter as equipes trabalhando. Esse reflexo que vem se abatendo sobre o garimpo da Reserva Roosevelt está repercutindo na desistência de muitos grupos de garimpeiros tidos como “Manso”, que buscavam as pedras com o uso de pares de máquina, em um trabalho em parceria com os índios.

    Segundo alguns dos mineradores, as dificuldades começaram a surgir com o racionamento dentro da “Fofoca” e o alto preço dos combustíveis no barranco. A maioria não tem mais como manter os trabalhos. Os donos de máquinas dispensam os “Rodados”, que sem ter o que fazer no garimpo, saem de magrudada para fugir da fiscalização da Polícia Federal e retornar a Espigão do Oeste.

    Como a maioria não tem uma ocupação fixa, passam o dia perambulando pelas ruas da cidade em busca de sabes se lá o que. Pedro Simão, o Coxipó, é só um entre as dezenas de retirantes do garimpo, meio que desconfiado arriscou falar de sua passagem pelo Garimpo Roosevelt: “Esse garimpo só deu para minha cabeça. Com dois meses lá dentro não consegui quase nada, o pouco que arrumei gastei para me manter”, disse.

    Os gastos com mantimentos e combustível e a porcentagem dos índios, praticamente consume toda a produção de pedras dos donos de máquinas, por isso a maioria está desistindo do garimpo, esperando por dias melhores. “O garimpo hoje só tá bom para os compradores de pedras. Eles não correm riscos e pagam o que querem pelas pedras, além do mais tá acontecendo muito rolo lá dentro, hoje não compensa mais enfrentar essa parada”, afirmou o garimpeiro.

    Com esse aumento repentino da população, novamente o município de Espigão do Oeste começa a vivenciar o lado negativo do garimpo. Os postos de atendimento médico do município já sentem o reflexo dessa debandada dos garimpeiros. Todos os dias vários enfermos dão entrada na rede municipal de saúde, sem contar na insegurança da população, que se vê ameaçada com a presença de tantos forasteiros perambulando pelas ruas sem uma ocupação.

  • Sucata de garimpo se acumula na base da PF

    Sucata de garimpo se acumula na base da PF

    Sucata de garimpo se acumula na base da PF

    Espigão do Oeste/RO – Com as várias operações que foram realizadas pela Polícia Federal no interior do Garimpo da Reserva Roosevelt, desde o ano de 2001, toneladas de máquinas e equipamentos foram retirados do local. Entre eles figuram muitas máquinas pesadas como tratores sobre esteiras, PCs, tratores de pneus, Toyotas Bandeirantes, caminhões, camionetes e outros veículos menores.

    A maior parte deste material acabou sendo liberada pela justiça através de cautela, para atender as entidades públicas como prefeitura, câmara, Policia Militar, Policia Civil e algumas outras empresas. O restante do material retirado das grotas, tais como resumidoras, motores estacionários, bombas, maracás, dragas, mangueiras e tambores, na sua maior parte se encontra retido no pátio da Base do Bradesco, destacamento de controle da Policia Federal, localizado nas proximidades do garimpo.

    O delegado da Polícia Federal responsável pela fiscalização da área do Roosevelt, Rodrigo Carvalho informou que é muito grande a quantidade de equipamentos presos na Base do Bradesco. Segundo ele, esses equipamentos foram se acumulando após as várias operações realizadas pela Policia Federal dentro do garimpo. “Todo esse equipamento apreendido está acondicionado no pátio da base à espera de uma definição por parte da justiça, uma vez que a maioria é peça de processos. Enquanto a situação não se define, a maior parte do material continua se deteriorando com a ação do tempo, expostos no pátio”, disse.

    Das quatro bases que a Policia Federal mantém no local, a base do Bradesco é o ponto de fiscalização mais próximo ao garimpo. Isso explica a grande quantidade de equipamentos apreendidos. “A base do Bradesco é um ponto estratégico para a coibição da entrada dos garimpeiros. Deste local até o garimpo são menos de 40 quilometros, sem contar que este trecho é a principal entrada para a aldeia central do Roosevelt, por isso o movimento no local é muito grande”, explicou o delegado.

  • A longa agonia do Rio Palmeira

    A longa agonia do Rio Palmeira

    A longa agonia do Rio Palmeira

    Espigão do Oeste/RO – Desde o inicio da colonização desta terra, quando os primeiros mateiros se embrenharam nas picadas, saindo de Pimenta Bueno para as terras da Colonizadora Itaporanga, encontravam nas margens daquele rio de águas caudalosas e límpida uma referencia para o descanso.

    A picada foi tomando forma de estrada. A pinguela de troncos feita pelos pioneiros se transformou em ponte de madeira. Com o tempo veio o concreto e o rio continuou ali imponente, suprindo o povoado em todas as suas dependências. Por muito tempo o rio Palmeira foi à única opção de lazer das famílias que ali vinham para banhar em suas águas ou para pescar.

    Em ritmo acelerado o pequeno povoado foi crescendo, se tornando uma progressista cidadezinha. E para atender as necessidades primordiais dessa massa humana novamente surge ele para cumprir o seu papel social. Bombas e canos passaram a sugar suas águas e levar até as residências para jorrar nas torneiras. Mas o tempo e o descaso apoiado na desculpa do desenvolvimento desenfreado, foram, com o passar dos anos, cobrando um preço muito alto do velho rio.

    As matas ciliares que antes protegiam os seus barrancos foram caindo, dando lugar às pastagens. Seus afluentes, pequenas veias que irrigavam o seu leito, passaram a ser represados para dar de beber aos crescentes rebanhos que começaram a se formar no município. Suas margens passaram a sofrer a ação do homem com toda sorte de ataques. Se não bastasse isso, os agrotóxicos usados sem controle pelos proprietários para combater as pragas nas pastagens chegaram até as suas águas, causando um mal irreversível.

    Seus peixes tão abundantes em épocas remotas foram desaparecendo junto com toda a vida animal, quebrando assim o elo que sustentava todo o seu ecossistema. Sem ter como se defender de tantos crimes ambientais, o velho e imponente rio foi se entregando, perdendo a sua majestade. Suas águas antes limpas e de correntezas revoltas foram se amarelando, diminuindo as forças, se dobrando vencidas até se transformarem em um manso regato.

    Hoje com tristeza percebemos que três décadas após as primeiras pessoas se servirem de suas águas, o rio Palmeiras não é mais nem a sombra do que foi, porém mesmo agonizando, continua a cumprir o seu destino, do rio largo de outrora, hoje é apenas um filete de água que teima em serpentear pelo seu leito arenoso entre os seixos e os troncos de madeiras expostos ao sol, como um trágico monumento, tristes lembranças de sua imponência de outros tempos.

    Mesmo diminuído pela ação predadora do homem durante tanto tempo, o velho rio ainda tem forças para doar o que sobrou de suas águas para continuar a matar a sede de seu povo, mas quando não restar mais nenhuma poça de água para ser bombeada para as torneiras das casas, onde o município irá encontrar outro substituto para o exaurido rio. Talvez quando a população acordar para tentar fazer alguma coisa pelo rio será muito tarde. As novas gerações herdarão apenas um grande sulco, rasgando a terra, onde as pedras e a lama serão as únicas lembranças de que um dia ali existiu um rio chamado Palmeira.

    Autor – Luizinho Carvalho

    [email protected]

  • Aberta temporada de concessão de florestas

    Rondônia – No dia 21 de setembro (Dia da Árvore) o Ministério do Meio Ambiente anunciou o nome da primeira floresta nacional disponível para concessão, a Floresta Nacional (Flona) do Jamari, em Rondônia.

    Anunciada como uma panacéia contra o avanço do desmatamento descontrolado sobre as florestas brasileiras (das quais 92% do total fica na Amazônia) a possibilidade de conceder fatias de pequenas, médias e grandes extensões de florestas para exploração sustentável por entidades e ou empresas tem recebido duras críticas.

    A idéia é valorizar os projetos sustentáveis que ofereçam maior número de empregos e que possam trazer benefícios sociais sem prejuízos para a natureza.

    Para a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva a Lei de Gestão de Floretas Públicas, que rege a concessão de florestas, vai mudar a visão tradicional de remoção de florestas. “Temos cada vez mais que compreender que a floresta em pé é muito mais rentável do que a sua destruição, com perda da biodiversidade, com perda dos serviços ambientais e prejuízo às comunidades”.

    Segundo a ministra, a lei permitirá aprofundar o manejo sustentável, o uso dos componentes da biodiversidade, o ecoturismo e várias outras atividades.

    Ação anti-brasileira

    Já o geógrafo Aziz Ab’Saber, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e professor emérito do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP), foi duro. Para ele, “a exploração de áreas ditas auto-sustentáveis é uma ação anti-brasileira em relação à biodiversidade”, e o aluguel de Flonas para particulares “é um absurdo”. Para Ab’Saber, o melhor manejo para a floresta envolveria o reaproveitamento de áreas já devastadas, a partir da borda da floresta, para o plantio e o uso de solo.

    Arrecadação

    Uma parcela de até 30% do montante que for arrecadado com licitação será destinado ao Serviço Florestal e ao Ibama, para ser investida na fiscalização, monitoramento e controle das áreas licitadas. O restante, pelo menos 70%, será destinado ao Instituto Chico Mendes -o gestor da unidade- ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal, ao Estado de Rondônia e aos municípios onde se localizam as áreas manejadas.

    Edital

    A licitação das concessões compreendem lotes com áreas de 45 mil, 30 mil e 15 mil hectares. Essa divisão foi feita para permitir a participação de produtos de diferentes escalas.

    Sustentabilidade

    A Floresta Nacional do Jamari tem 220 mil hectares de extensão, dos quais 92 mil serão alvo da concessão. A licitação levará em conta os critérios de preço e técnica. Danificar o menor número de árvores e criar o maior número de empregos diretos, por exemplo, são itens que podem fazer a diferença na pontuação entre os concorrentes.

    A concessão de florestas públicas pode ser liberada por um período que vai de cinco a 40 anos. Podem participar das licitações empresas brasileiras, independentemente da origem do capital, desde que estejam instaladas no país.

  • Rondônia está mais quente nos últimos 16 anos

    Porto Velho/RO – No Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado hoje, 05 de junho, uma triste constatação para os mais de 1,5 milhões de habitantes de Rondônia: o Estado se tornou mais quente nos últimos 16 anos. E este seria apenas um dos sintomas do aquecimento global.

    A previsão é de que até o final deste século teremos na Amazônia, uma vegetação de savana – árvores de pequeno e médio portes, com caules retorcidos e pobreza de diversidade.

    Segundo a expectativa de estudiosos do aquecimento global, este fenômeno seguirá um arco, começando pelo Pará, indo para Mato Grosso e atingindo Rondônia.

    Estudo realizado pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), revela que nos últimos 16 anos a temperatura em Rondônia aumentou em torno de 0,2 a 0,5 graus centígrados. A elevação pode parecer pouca, mas na região tropical, onde Rondônia está situada, as mudanças acontecem de forma gradual.

    “Pesquisei as temperaturas locais desde 1928 até 2006, consideramos variações anuais e dividimos pelos 16 anos. Isto significa que em determinados períodos o calor ficou realmente mais intenso”, afirma o meteorologista e climatologista do Sipam, Ranyere Nóbrega.

    Segundo Nóbrega, a elevação de temperaturas também está relacionada com o crescimento da cidade. A junção de prédios, asfalto e a retirada de vegetação natural contribuem com o aumento de temperatura e nem mesmo a arborização da cidade iria resolver o problema de excesso de calor. “As árvores podem transmitir uma impressão de menos calor por causa das sombras, mas isso não significa a diminuição no registro dos termômetros, que manteriam altas temperaturas”, revela.

    Savana

    Pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) calculam o tamanho do estrago que o aquecimento global trará à Amazônia neste século. Eles cruzaram dados de 15 modelos de computador usados pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática) com outros de vegetação e clima feitos no Brasil e constataram que até 18% da área que atualmente é mata deve virar uma vegetação rala, semelhante ao cerrado. Com o clima mais seco, a savana tende a crescer. Pelo estudo, a floresta amazônica vai ganhar 30,4% de savana entre 2090 e 2099.

    Explicações

    O pesquisador Ranyere Nóbrega, do Sipam de Rondônia, ressalta que o clima na Terra está mudando e a tendência é que estas alterações sejam mais notadas nos próximos anos. “Estamos tendo o fenômeno La Niña, que traz mais chuvas e tem entrada de ar frio. O El Niño é o contrário disto. Estes dois fenômenos antes aconteciam uma vez a cada década, hoje eles não têm mais um padrão”, explicou.

    As principais causas do aquecimento global são: alta emissão de dióxido de carbono (CO²) e metano no ar. O Brasil é o quarto lugar na emissão de CO² e cerca de 60% deste total vem das queimadas e do desmatamento. Os Estados Unidos estão em primeiro lugar no ranking de países poluidores.

    Rondônia não possui dados separados sobre sua contribuição no aquecimento global, mas o pesquisador afirma que a junção de queimadas e agropecuária é um fator preocupante. O modelo de pecuária extensiva, por exemplo, que utiliza grandes áreas, influi diretamente na emissão de gases poluidores. Na queimada usada para limpar as áreas, se forma o dióxido de carbono. Já a pecuária gera o metano.

    Outra fonte bem conhecida na emissão de CO² é a descarga dos carros. A queima dos combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo também é muito poluente. “Independente da origem, uma coisa é certa: os níveis de dióxido de carbono nunca estiveram tão altos”, ressaltou.

    Mudanças

    As mudanças começam a ser sentidas com ondas de frio ou épocas de seca intensa. As friagens em Rondônia, por exemplo, estão mais constantes e rápidas. Os fenômenos que antes aconteciam com raridade, agora estão mais intensos e freqüentes, um problema que não está acontecendo só em Rondônia, todo o mundo começou a perceber alterações no comportamento climatológico nos últimos anos, segundo Ranyere Nóbrega.

    Consequências

    O aquecimento global pode ocasionar falta de água potável, dificuldades para cultivo de alimentos e o aumento de doenças tropicais como malária e dengue. Além disso, seca como a que aconteceu em 2005 poderão ser bem mais frequentes.

    Como colaborar

    Com o uso racional da energia elétrica. “Principalmente porque temos em Rondônia, termoelétricas, que queimam o diesel, altamente poluente”, lembra Nóbrega.Troca das lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes – as brancas e utilizando transportes não poluentes, como a bicicleta, por exemplo.

  • Curiós são os mais cobiçados por traficantes

    Porto Velho – Os curiós (Oryzoborus angolensis) representam a espécie mais cobiçada por criadores e pessoas que traficam animais da fauna rondoniense. Só no ano passado, dos 408 animais que deram entrada no viveiro do Ibama, após serem apreendidos em criadouros ilegais, 119 eram curiós, entretanto, segundo técnicos que atuam no Ibama, esse número não representa a quantidade desses pássaros que vivem enclausurados ou que são destinados ao tráfico nacional e internacional de animais.

    Somente nos três primeiros meses deste ano, o Ibama já apreendeu 83 animais, destes, 31 são curiós. “O número de animais em cativeiros deve ser muito maior, mas é preciso que seja feita a denúncia para que Ibama consiga chegar até eles”, alerta João Veríssimo de Souza, responsável pelo setor de Fauna do Ibama.

    Para tentar inibir este número, a superintendência do Ibama lançou recentemente no Estado, a campanha “Curió, denuncie quem prende ou vende”. Apesar de a campanha levar somente o nome do curió, é válida para todos os demais animais silvestres. “O curió foi escolhido por ser o animal mais contrabandeado em Rondônia”, explica Nanci Costa, superintendente substituta do Ibama. Ela alerta que todas as pessoas da sociedade são responsáveis pela fauna e também pela flora existente em nosso planeta. “Às vezes pode acontecer de se saber de alguém que cria ilegalmente e se fazer vista grossa. Isso não pode acontecer. É preciso denunciar”, lembra.

    A denúncia de criação ilegal e de tráfico de animais pode ser feita por telefone e o denunciante não precisa se identificar. Está à disposição da sociedade a linha verde, pelo número: 0800-61-80-80. A ligação é gratuita. O Ibama também disponibiliza a linha 3217-3598 para atender as denúncias.

    Multas e prisões

    No ano passado, as apreensões de animais silvestres encontrados em cativeiros de Rondônia resultaram em 15 autos de infração e R$ 22,5 mil em multas. Segundo a lei de Crimes Ambientais, “é crime matar, perseguir, caçar, apanhar espécies da fauna silvestre sem a devida autorização ou permissão do órgão competente”. Para quem infringir a orientação a lei prevê de seis meses a um ano de detenção e multa de R$ 500 por pássaro. O valor é acrescido de mais R$ 500 se o animal estiver em extinção.

    Clone

    A lei abre exceção para os casos em que os animais são tratados em criadores regulares. Em Porto Velho estão cadastrados dois mil criadores regulares de pássaros, que também são fiscalizados para evitar a propagação de criação ilegal, mas não faltam tentativas de burlarem a fiscalização. Até mesmo as anilhas estão sendo clonadas pelos criadores ilegais e pelos traficantes.

    A anilha é uma pulseira colocada no pássaro com um número de registro. Atualmente os criminosos estão copiando o número de uma anilha original e fabricando outra peça com a mesma numeração. Como os números são cadastrados, geralmente a fraude é descoberta, o animal é apreendido e o fraudador multado em R$ 500 por pássaro.

    De acordo com a Polícia Federal, entre as anilhas enviadas pelo IBAMA para perícia, há algumas clonadas por ourives dos Estados da Bahia e de Goiás. A Polícia Federal também atua no combate ao tráfico de animais silvestres e dá apoio ao IBAMA, quando este é solicitado.

    Contrabando

    O Brasil é uma das principais fontes do contrabando de fauna, com 15% a 20% do total mundial. Mais de 12 milhões de animais são tirados, a cada ano, do País, conforme dados apresentados durante a Conferência Sul-Americana sobre o comércio ilegal da Fauna Silvestre. Essa sangria agrava o risco de extinção que pesa sobre 208 espécies brasileiras, dentre elas, o curió.

    O mercado internacional é estimulado por pessoas que buscam exemplares raros. Para se ter idéia, um curió, com seu som de violino, pode ter custo igual ao de um automóvel zero quilômetro. A Conferência serviu para alertar que a reprodução de pássaros ornamentais e canoros já é uma realidade nos Estados Unidos e na Europa, inclusive, a partir de fêmeas adquiridas de contrabando.

    Canto

    O Curió é uma ave passeriforme da família Fringillidae, granívora, nativa do Brasil e desde muito tempo apreciada pelo seu canto. Mede cerca de 15 cm. O macho é preto na parte superior do corpo, castanho-avermelhado na parte inferior e branco na parte interna das asas. Ave em extinção na natureza e bastante comum entre os chamados “criadores amadoristas” devido ao intenso tráfico para utilização em torneios de canto, onde uma ave campeã pode valer um bom dinheiro.

    São submetidos a diversas formas de “condicionamento” para forçá-los a cantarem, como o confinamento em pequenas caixas para ficarem ouvindo gravações de cantos, exatamente como uma das técnicas de “lavagem cerebral” feita em humanos durante sessões de tortura. Deve-se notar que o tráfico e a receptação e manutenção de animais ilegais é crime no Brasil, assim como os maus tratos. Aqueles que vêem um crime ser cometido e se omitem também estão incentivando que mais animais se extinguam na natureza e fiquem na mão de torturadores, os quais se dizem “amadores”, mas objetivam mesmo é o lucro fácil que a venda de um único exemplar de canto bonito pode render.