Há sinais de 53 grupos indígenas ainda isolados, sem contato com a civilização tecnológica, todos na região amazônica. Sujeitos a contatos casuais, os índios continuam despreparados para enfrentar as doenças dos brancos e vivem no nomadismo.
Categoria: Brasil
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Alguns rios da Amazônia
Em alguns rios da Amazônia, a diferença do nível das águas entre o período das secas e o das cheias é equivalente à altura de um prédio de oito andares. Muitas casas, lojas, armazéns e postos de gasolinas são flutuantes, construídos sobre toras de madeira e amarrados à margem do rio. Nas cheias sobem junto com as águas. Também há currais de bois e vacas e até hortas flutuantes.
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Amazônia Legal
Metade das escolas públicas da Amazônia Legal não tem energia elétrica. A informação é do INPE, que avaliou a situação por município a partir das informações colhidas no Censo Escolar de 2002. No Acre, 62% das escolas não têm luz elétrica. No Pará são 57,1%. O estado em melhor condição é o Amapá onde apenas 25% das escolas de ensino básico estão no escuro.
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Bacia Amazônica
Bacia Amazônica – Desde sua nascente, na Cordilheira dos Andes, no Peru, até a foz, o Amazonas tem uma extensão de 6.400 quilômetros, superando o Nilo, segundo as últimas pesquisas. É também o maior rio do planeta em vazão, com volume variado de 120 milhões a 200 milhões de litros de água por segundo, e também em termos de área de drenagem, com cerca de 7 milhões de km2, ou seja, 40% do continente sul-americano. Esta vazão de água doce corresponde a 20% de todos rios do planeta somados. Estima-se que por dia ele lance no Oceano Atlântico 1,3 milhões de toneladas de sedimentos.
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Petróleo
A segunda zona produtora de petróleo do Brasil, em terra, é da bacia do Coari-Urucu, no Amazonas.
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Lenda da Cobra Grande
Conta a lenda que uma índia tomava banho no Paraná do Cachoeira, quando foi engravidada por um boto. A índia deu à luz a duas crianças gêmeas. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria.
Enquanto Honorato era um bom e gentil menino, a jovem era má e estúpida. Estranhamente as crianças tinham o corpo coberto de escamas. A cabeça triangular, os olhos oblíquos e a língua pontuda, lembravam cobras. Temerosa, a mãe foi até o Pajé e perguntou se deveria matar ou abandonar as crianças no rio. O curador respondeu que se matasse, ela também morreria. Com medo de morrer e sem coragem para matar os próprios filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio Tocantins. No rio, eles, como Cobras, se criaram.
Maria era um verdadeiro demônio: afogava banhistas, virava embarcações e assombrava viajantes e pescadores. Com seu irmão Honorato, passou a percorrer todos os rios do Amazonas. Honorato, não suportando mais as malvadezas da irmã, resolveu matá-la.Adulto, Honorato, ou Norato, tornou-se uma serpente monstruosa. Tinha vida dupla. Quando anoitecia, largava a carcaça de ofídio na beira do barranco, indo para a floresta e às festas dos arraiais, fazendo amigos e se aproximando das moças. Quando amanhecia, Norato enfiava-se na pele de escamas e voltava a ser cobra, desaparecendo no fundo das águas. Com o correr do tempo o jovem tinha feito muitos amigos na região e todos sabiam do seu encantamento. Era conhecido que o feitiço seria desfeito se alguém (vencendo o medo e a repugnância) tomasse a iniciativa de deitar algumas gotas de leite materno na boca do monstro e lhe ferisse a cabeça com uma faca nova.
Várias vezes sua mãe tentou ajudá-lo, contudo ao chegar a beira do rio, aterrorizava-se de medo da cobra. Mas os anos passaram e ninguém criava coragem de chegar perto da grande cobra. Os amigos de Cobra Norato morreram, a índia morreu. Cobra Norato continua cumprindo a sina que lhe estava reservada e ainda hoje ronda igarapés e rios da Amazônia. -
Zona Franca de Manaus
As isenções concedidas pela Zona Franca de Manaus representam um terço de tudo que o governo federal deixa de arrecadar de impostos com o objetivo de promover o desenvolvimento regional e três vezes mais do que o saldo das exportações das outras regiões da Amazônia.
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Desmatamento
O desmatamento da Floresta Amazônica se intensificou a partir da década de 60 com a implantação do Programa de Integração Nacional, envolvendo a construção de eixos viários, já que as rodovias configuraram a infra-estrutura básica para os projetos de colonização. A partir daí, há a expansão da fronteira agrícola, incrivelmente com avanço da pecuária extensiva, além dos grandes projetos minerais e da ação das madeireiras nacionais, que na década de 90 passam a ter a companhia das temíveis madeireiras asiáticas.
1968 – Há duas décadas, os 5,1 milhões de km2 da Amazônia estavam praticamente intactos. Havia áreas desmatadas ao redor das cidades de Belém e Cuiabá e nas regiões sul do Mato Grosso e norte de Goiás (hoje Tocantins).
1978 – O governo decide colonizar Rondônia. As queimadas avançam para oeste ao longo da rodovia BR-364, entre Cuiabá e Porto Velho. Começam os projetos agropecuários no sul do Pará e sudeste do Maranhão.
1988 – A devastação já atinge mais de meio milhão de km2. As queimadas consumiram grande parte do Mato Grosso, Rondônia e Pará, quase todo o estado de Goiás (atual Tocantins) e Acre e Roraima.
Hoje – Entre 2003 e 2004 a Amazônia perdeu mais 26.130 quilômetros quadrados de floresta. Os dados foram levantados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com base em 103 imagens de satélite, cobrindo 93% da área onde se concentra a derrubada da floresta, na região do chamado Arco do Desflorestamento.
Os estados que mais desmataram a Amazônia foram Mato Grosso (20%) e Rondônia (23%). De acordo com os dados do INPE, Mato Grosso seria responsável por 48% do desmatamento no último período. Nesses mesmos três estados também estão os municípios que mais desmataram. Em Paranaíta, no Mato Grosso, o desflorestamento verificado cresceu 137%, passando de 88 para 209 quilômetros quadrados, enquanto que em Jacareacanga, no Pará, houve um incremento de 688% na derrubada da floresta em relação a 2003, passando de 15 para 118 quilômetros quadrados.
O INPE registrou também, no entanto, redução nas taxas de desflorestamento em alguns estados do amazonas. O Pará diminuiu o desmatamento em 2%, o Amazonas, em 39%, o Acre, em 18%, o Maranhão, em 26%, e o Tocantins, em 44%. Roraima não registrou desflorestamento entre 2003 e 2004.
A intensificação do desmatamento vem provocando prejuízos irreparáveis ao meio ambiente devido ao rompimento do equilíbrio ecológico, já que a retirada da floresta determina, entre outras coisas:
– Alterações climáticas, devido ao aumento da quantidade de carbono na atmosfera e conseqüentemente da temperatura e a redução da Evapotranspiração que altera os índices pluviométricos.
– Alterações no equilíbrio térmico, já que o desmatamento altera a umidade.
– Desgaste do solo, devido a intensificação da lixiviação e a não reposição do material orgânico.
– Falta de regulação para a rede hidrográfica.
Fontes: IBGE e INPE