Em alguns rios da Amazônia, a diferença do nível das águas entre o período das secas e o das cheias é equivalente à altura de um prédio de oito andares. Muitas casas, lojas, armazéns e postos de gasolinas são flutuantes, construídos sobre toras de madeira e amarrados à margem do rio. Nas cheias sobem junto com as águas. Também há currais de bois e vacas e até hortas flutuantes.
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O Rio Amazonas
O Rio Amazonas carrega dos Andes para o Oceano Atlântico 800 milhões de toneladas de terra por ano. Se esses sedimentos caíssem no mesmo lugar, tornariam uma montanha dez vezes mais alta do que o Pão de Açúcar.
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A sucuri
Celebrizada no filme Anaconda, a sucuri chega a medir 10 metros de comprimento, o dobro do tamanho de um carro médio de passeio. A sucuri não é a cobra mais comprida do mundo, pois perde para um píton africano, mas é a mais pesada e volumosa.
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Tartaruga-da-Amazônia
O maior quelônio de água doce é a tartaruga-da-Amazônia. Uma grande mede até um metro e meio de comprimento. É maior do que um triciclo infantil.
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A importância estratégica da água no planeta
A Organização das Nações Unidas – ONU, em estudo sobre a escassez da água no planeta, alerta sobre a importância dos cuidados sobre a água. Afirma que brevemente haverá guerras entre nações pela posse da água.
Em diversos lugares do planeta, há sofrimentos de pessoas pela falta de água. Países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, aonde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos, muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável, esse líquido precioso insubstituível, encontrado na natureza em estado sólido, gasoso e líquido. Distribuída sendo 97,50% nos oceanos (salgada), 1,979% sólida (geleiras), 0,514% águas subterrâneas e 0,006% em rios e lagos.
O Brasil é um País privilegiado. Aqui está 11,6 % de toda a água doce do planeta. Aqui se encontra o maior rio do mundo, o Amazonas e o maior reservatório de água subterrânea do planeta, o aqüífero guarani. No entanto, essa água está mal distribuída. 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população e o 30% do restante para 93 % da população.
A conscientização da população do planeta sobre a importância estratégica da água para a sobrevivência do ser humano é mínima. Grandes metrópoles jogam milhares de metros cúbicos dia de esgotos sem tratamento nos rios, deixando-os sem vida.
Segundo a Organização das Nações Unidas – ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela contaminação. Portanto, o crescimento da população mundial e a crescente poluição, causada também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.
Para cada mil litros de água utilizados, outros dez mil são poluídos, ficando cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nos países em desenvolvimento.
Dados do International Water Management Institute – IWMI mostram que, no ano de 2025, cerca de 30% da população mundial de diversos paises deverão viver em absoluta falta de água. A crescente necessidade de água, as limitações dos recursos hídricos, falta de políticas públicas, falta de conscientização da importância da água exigem dos formadores de opiniões em todos setores da sociedade, fazer uma grande cruzada junto às entidades governamentais, não governamentais, no âmbito municipal, estadual e nacional, divulgando e colaborando no desenvolvimento de políticas e responsabilidades públicas na efetivação de planejamentos estratégicos no melhor aproveitamento dos recursos hídricos no planeta, para a sobrevivência da espécie humana e animal.
Nelson Rangel é professor universitário
e-mail: [email protected] -
O peixe-boi
O peixe-boi é um bicho com nome impróprio. Em vez de peixe, é um mamífero. Pode atingir meia tonelada e 3 metros de comprimento. Pasta nas campinas aquáticas. Um peixe-boi adulto pode devorar 50 quilos de capim por dia. Está sendo dizimado pela caça. A carne é muito saborosa e a banha dá um óleo excelente.
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O boto cor-de-rosa
O boto cor-de-rosa é o maior predador das águas da Amazônia. Come entre 4 e 5 quilos de peixe por dia.
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O ciclo da borracha (1879-1912)
Durante o ciclo da borracha (1879-1912), a Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus era a capital mundial da moda e de diamantes, e o seu teatro, com 700 lugares, foi construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil. Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete, imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.
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Recursos Hídricos
A Bacia Amazônica é a maior do mundo com 7.050.000 quilômetros quadrados, dos quais 3.904.392,8 estão em terras brasileiras. Seu rio principal nasce no Peru, com o nome de Vilcanota e recebe depois as denominações de Ucaiali, Urubamba e Marañón. Quando entra no Brasil, passa a se chamar Solimões, até o encontro com o Rio Negro, próximo de Manaus. Desse ponto até a foz recebe o nome de Amazonas. Atravessando os vales andinos e a floresta Amazônica, até desembocar no oceano Atlântico, percorre 6.868 quilômetros, sendo o maior do planeta em extensão e também em vazão de água. Sua largura média é de 5 quilômetros. Com cerca de 7 mil afluentes, conta ainda com grande número de cursos de água menores e canais fluviais criados pelos processos de cheia e vazante.
Localizada em uma região de planície, a bacia Amazônica tem cerca de 23 mil quilômetros de rios navegáveis, que possibilitam o desenvolvimento do transporte hidroviário. A navegação é importante nos grandes afluentes do Amazonas, como o Madeira, o Xingu, o Tapajós, o Negro, o Trombeta e o Jarí, entre outros. Em 1997 é inaugurada a hidrovia do Rio Madeira, que opera de Porto Velho a Itaquatiara. Em maio de 2001, é criado o primeiro corredor ecológico binacional, na fronteira do Brasil com a Bolívia, com uma área de 23 milhões de hectares, quase equivalente ao território do Estado de São Paulo. O corredor vai proteger as bacias hidrográficas do Guaporé-Madeira, no lado brasileiro, e Itenez, no boliviano, numa região que reúne a maior diversidade de peixes do mundo.
Fonte: Almanaque Abril
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Aspectos da Vegetação
A Floresta Amazônica é uma floresta latifoliada (do latim lati, que significa largo), ou seja, com predominância de espécies de folhas largas. Com características próprias de clima equatorial, tipicamente quente e bastante úmido, é também conhecida como hiléia. Apresenta grande heterogeneidade de espécies animais e vegetais e caracteriza-se por três tipos de mata: de igapó, várzea e terra firma.
A mata de igapó corresponde a parte da floresta onde o solo se encontra inundado. Ocorre principalmente no baixo Amazonas e reúne espécies como mucuria samaúma, o jauari e a vitória-régia. A mata de várzea é própria das regiões que são periodicamente inundadas, denominadas terraços fluviais. Intermediárias entre os igapós e a terra firme, as espécies da mata de várzea têm formações variadas, como seringueira, palmeira, jatobá e maçaranduba. A altura dessas espécies aumenta à medida que se distanciam dos rios. As matas de terra firme correspondem à parte mais elevada do relevo. Com solo seco, livre de inundação, as árvores podem chegar a 65 metros de altura. O entrelaçamento de suas copas, em algumas regiões, impede quase totalmente a passagem de luz, o que torna seu interior muito úmido, escuro e pouco ventilado. Em terra firme encontram-se espécies como o castanheiro, o mogno e o guaraná. Os principais produtos extraídos da floresta são o guaraná, o látex e a castanha-do-pará.
A floresta, apesar de ser a característica mais marcante da Amazônia, não esconde a grande variedade de ecossistemas, dentre os quais se destacam: matas de terra firme, florestas inundadas, várzeas, igapós, campos abertos e cerrados. Conseqüentemente, a Amazônia abriga uma infinidade de espécies vegetais e animais: 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas; três mil espécies de peixes; 950 tipos de pássaros; e ainda insetos, répteis, anfíbios e mamíferos.
Fonte: Ibama