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  • Amazonense / Amazônico

    Amazonense – Quem nasce no Estado do Amazonas

    Amazônico – Quem nasce na região Amazônica

  • Amazonas

    Amazonas – Maior estado em extensão do Brasil, com 1,5 milhão de km2 (20% do País). Como sua atividade econômica principal, surgida em função da zona franca, se concentra em Manaus (sede de 95% do produto Interno Bruto), metade de sua população afluiu para a Capital, atualmente a maior cidade da Amazônia. Por isso é o Estado proporcionalmente menos alterado da Amazônia. Pelo mesmo motivo, sua fraca densidade demográfica é motivo de preocupação para as autoridades que vêem a região pelo prisma geopolítico da segurança nacional. Inquietam-se com as extensas fronteiras sem a presença de brasileiros.

  • Boto

    Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

  • Lenda do Guaraná

    Conta uma lenda indígena que o guaraná, essa fruta saborosa com a qual se faz deliciosa bebida, muito apreciada, nasceu do seguinte modo: Um casal de índios maués, de uma aldeia distante, sentia-se muito triste, pois, apesar de casados há muitos anos, ainda sonhavam com um filhinho que lhes alegrasse o lar. Eram ótimos caçadores e cultivavam a mandioca, com que faziam farinha; cultivavam ainda o milho e o fumo. Como os demais índios, eles adoravam Tupã, Jaci e outras divindades.

    Certo dia, depois de muito lamentarem aquela vida, pela ausência de um filhinho, pediram a Tupã que lhes concedesse uma felicidade. O rei dos deuses, conhecendo a bondade dos dois, satisfez-lhes a vontade, dando-lhes um filho belo, muito sadio e bondoso. Os anos sucederam-se depressa e o menino cresceu querido por todos da tribo, devido ao seu caráter e simpatia. Ele era tão bom e possuía qualidades tão admiráveis que despertou o ódio e a inveja de Jurupari, o deus do mal.

    Não achando facilidade em vingar-se do menino, Jurupari transformou-se numa serpente e esperou o momento de atacar. O menino atraído por uma fruta saborosa, afastou-se de sua maloca para colhe-la. Aproveitando o momento, Jurupari atacou, mordendo-o. O menino caiu morto.

    Os índios, quando notaram a ausência do menino, foram procurá-lo, encontrando-o sem vida, debaixo da árvore. Toda a tribo, pesarosa, chorava junto ao corpo inanimado. Nesse momento um trovão estremeceu a terra e um raio fulminante caiu junto ao pequeno.

    Com voz trêmula a mãe do morto falou:

    – É um aviso de Tupã! Ele está pesaroso e com pena de todos nós. Ele disse-me que plantássemos os olhos de meu filho. Deles nascerá uma planta que dará frutos saborosos para nossa felicidade.

    Obedecendo a índia, eles plantaram os olhos do curumim e deles nasceu o guaraná.

    O fruto é negro, com uma película branca que lembra os olhos humanos.

    A palavra guaraná significa, na linguagem indígena, “guará” – ser vivo – “na” parecido, semelhante.

  • Tubarões e outros peixes do mar

    Tubarões e outros peixes do mar entram com certa regularidade no Amazonas. Eles não se reproduzem na água doce, mas conseguem se dar relativamente bem. Tubarões já foram pescados até em Iquitos, no Peru.

  • Lenda da Cobra Grande

    Conta a lenda que uma índia tomava banho no Paraná do Cachoeira, quando foi engravidada por um boto. A índia deu à luz a duas crianças gêmeas. Um menino, que recebeu o nome de Honorato ou Nonato, e uma menina, chamada de Maria.

    Enquanto Honorato era um bom e gentil menino, a jovem era má e estúpida. Estranhamente as crianças tinham o corpo coberto de escamas. A cabeça triangular, os olhos oblíquos e a língua pontuda, lembravam cobras. Temerosa, a mãe foi até o Pajé e perguntou se deveria matar ou abandonar as crianças no rio. O curador respondeu que se matasse, ela também morreria. Com medo de morrer e sem coragem para matar os próprios filhos, a mãe jogou as duas crianças no rio Tocantins. No rio, eles, como Cobras, se criaram.

    Maria era um verdadeiro demônio: afogava banhistas, virava embarcações e assombrava viajantes e pescadores. Com seu irmão Honorato, passou a percorrer todos os rios do Amazonas. Honorato, não suportando mais as malvadezas da irmã, resolveu matá-la.

    Adulto, Honorato, ou Norato, tornou-se uma serpente monstruosa. Tinha vida dupla. Quando anoitecia, largava a carcaça de ofídio na beira do barranco, indo para a floresta e às festas dos arraiais, fazendo amigos e se aproximando das moças. Quando amanhecia, Norato enfiava-se na pele de escamas e voltava a ser cobra, desaparecendo no fundo das águas. Com o correr do tempo o jovem tinha feito muitos amigos na região e todos sabiam do seu encantamento. Era conhecido que o feitiço seria desfeito se alguém (vencendo o medo e a repugnância) tomasse a iniciativa de deitar algumas gotas de leite materno na boca do monstro e lhe ferisse a cabeça com uma faca nova.

    Várias vezes sua mãe tentou ajudá-lo, contudo ao chegar a beira do rio, aterrorizava-se de medo da cobra. Mas os anos passaram e ninguém criava coragem de chegar perto da grande cobra. Os amigos de Cobra Norato morreram, a índia morreu. Cobra Norato continua cumprindo a sina que lhe estava reservada e ainda hoje ronda igarapés e rios da Amazônia.

  • Mandioca

    Mani era o nome de uma indiazinha de pele branca como o luar, que nasceu para um casal de índios tupis. Era muito mimosa e boazinha, mas nada comia. Por isso, foi definhando até que morreu, silenciosamente, em sua pequenina rede. Seus pais, arrasados, fizeram seu túmulo no interior da própria oca onde moravam. Regada a terra com lágrimas dos pais desolados e com a água pura de uma fonte próxima, eis que uma nova planta germina, rachando a terra com suas grossas raízes. Examinando-as, os índios logo perceberam que por baixo de uma delgada casca, essas raízes eram brancas como a pele da menininha morta e forneciam alimento raro e saudável que tornava os curumins que as comiam mais fortes e belos que os da outras tribos.

    A planta, que hoje é o principal alimento dos índios, começou a ser chamada de manioca e depois de mandioca.

  • Amazônia legal

    Amazônia legal – É uma criação administrativa do governo federal, de 1996, que juntou os estados da Amazônia Clássica aos que se situavam em suas bordas ( Maranhão, Tocantins e Mato Grosso), tendo com ela certa identidade física, humana e histórica, seja no meio-Norte (pelo lado do Nordeste), como no Planalto Central (pelo Centro- Oeste). Essa região poderia receber recursos dos incentivos fiscais, um fundo formado pela renúncia da União à cobrança de impostos de empreendedores dispostos a investir nessa fronteira ainda pouco conhecida e ocupada. Ao invés de nela aplicarem capitais próprios novos, esses investidores podiam ainda se habilitar a receber dinheiro que, sem os incentivos, teriam que ser recolhidos ao tesouro nacional na forma de impostos de renda. Esse fundo foi administrado por duas agências federais, primeiro a SPVEA ( entre 1953 e 1966) e, em seguida pela Sudam, que foi extinta em 2000 sob acusações de corrupção.

  • Bioma Amazônia

    Bioma Amazônia – Corresponde ao conjunto de ecossistemas que formam a Bacia Amazônica. Está presente em nove países da América do Sul. Além das florestas tropicais, sua paisagem também é composta por mangues, cerrados, várzeas, entre outros. No Brasil, o núcleo central dessa paisagem, a hiléia amazônica, com grande concentração de árvores de grande porte, com até 50 metros de altura, tendo o rio Amazonas como eixo que domina 300 quilômetros para cada lado do seu curso, ocupa 3,5 milhões de km2.

  • Bacia Amazônica

    Bacia Amazônica – Desde sua nascente, na Cordilheira dos Andes, no Peru, até a foz, o Amazonas tem uma extensão de 6.400 quilômetros, superando o Nilo, segundo as últimas pesquisas. É também o maior rio do planeta em vazão, com volume variado de 120 milhões a 200 milhões de litros de água por segundo, e também em termos de área de drenagem, com cerca de 7 milhões de km2, ou seja, 40% do continente sul-americano. Esta vazão de água doce corresponde a 20% de todos rios do planeta somados. Estima-se que por dia ele lance no Oceano Atlântico 1,3 milhões de toneladas de sedimentos.