A maior fábrica de alumínio do continente é a Albrás, formada pela Companhia Vale do Rio Doce e um consórcio japonês, a 40 quilômetros de Belém, no Pará, em atividade desde 1985, e que, sozinha, é responsável por 1,5% de todo consumo de energia do Brasil.
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Petróleo
A segunda zona produtora de petróleo do Brasil, em terra, é da bacia do Coari-Urucu, no Amazonas.
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Amazônia Legal
Metade das escolas públicas da Amazônia Legal não tem energia elétrica. A informação é do INPE, que avaliou a situação por município a partir das informações colhidas no Censo Escolar de 2002. No Acre, 62% das escolas não têm luz elétrica. No Pará são 57,1%. O estado em melhor condição é o Amapá onde apenas 25% das escolas de ensino básico estão no escuro.
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As florestas inundadas
As florestas inundadas ocupam cerca de 8% do bioma amazônico, tendo como principal característica a flutuação cíclica dos rios, que podem atingir até 14 metros, entre as estações periódicas de grandes áreas ao longo de suas margens.
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Grupos indígenas
Há sinais de 53 grupos indígenas ainda isolados, sem contato com a civilização tecnológica, todos na região amazônica. Sujeitos a contatos casuais, os índios continuam despreparados para enfrentar as doenças dos brancos e vivem no nomadismo.
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Pirarucu
O maior peixe do mundo, o pirarucu, é encontrado no Amazonas e atinge até 2,5 metros de comprimento e 250 quilos.
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O nome do Amazonas
O nome do Amazonas foi dado pelo frei espanhol Gaspar de Carvajal, o primeiro cronista europeu a viajar pelo rio, durante a expedição de Francisco de Orellana, na primeira metade do século XVI. O frei afirmou que sua embarcação foi atacada por mulheres que, como na mitologia grega das amazonas, pretendiam escravizar os homens para procriar antes de matá-los.
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Índios querem sustentabilidade
O Clã Gamebey Suruí, da Aldeia Sete de Setembro, localizada a 50 quilômetros da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, está investindo no reflorestamento de árvores frutíferas. Serão plantadas 10 mil mudas de 12 espécies diferentes. O projeto terá início no mês de novembro deste ano.
Conforme o coordenador do clã, Almir Suruí, os recursos para manter a primeira etapa do projeto, que engloba o plantio, a assistência técnica e a capacitação de índios, foi viabilizado por um grupo de suíço denominado Água Verde. Serão repassados aos índios, R$ 300 mil divididos em três parcelas anuais. “Plantaremos espécies como açaí, babaçu, pupunha e castanha”, disse Almir.
O projeto de reflorestamento foi idealizado pelos próprios Suruís. Segundo Almir, o clã, que é formado por 288 índios, percebeu que a terra estava degradada e sentiu a necessidade de desenvolver projetos que pudessem garantir a sustentabilidade da aldeia. Entre as finalidades do trabalho está a de garantir o conhecimento dos índios junto ao meio ambiente, reconhecer a importância da biodiversidade da floresta, buscar o sustento dos índios e contribuir com o planeta para o bem de todos os povos.
Almir ressaltou que o projeto será desenvolvido em longo prazo. Ele se referiu também à necessidade de buscar parcerias com o Governo Brasileiro e outras entidades para a manutenção do reflorestamento. “Além de estarmos buscando apoio para trabalhar a exploração legal e a certificação da qualidade dos nossos produtos, estamos criando uma logomarca para o nosso clã”, anunciou.
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Índio foi testemunha de contato com os brancos

O contato oficial com os brancos, ocorrido em 1969, na época em que se iniciava a construção da rodovia 364, em Rondônia, não traz boas lembranças aos Índios Suruís. Segundo o cacique Itabira Suruí, até aquela data, seu povo vivia sem problemas.
Segundo Itabira, o surgimento de pessoas trabalhando na obra, teria deixado os índios aflitos. Certos de que aquele movimento lhes traria problemas, eles começaram a cortar os fios da linha telegráfica e a fazer tudo o que era possível para atrapalhar o andamento dos trabalhos. “Foi aí que começou a guerra. Um povo matava o outro. Perdi meu pai e minha mãe nesta luta” – relembrou emocionado o cacique, que na época tinha 18 anos.
Outro fator muito prejudicial, na opinião do cacique, foram as doenças transmitidas aos índios pelos brancos. Ele explicou que os índios eram fracos para as doenças dos brancos e conseqüentemente eram atingidos por males como gripe e pneumonia e acabavam morrendo. “Antes do contato, a doença que conhecíamos era a malária e para ela tínhamos remédios. A morte só era causada por velhice”, disse.
Busca pela sobrevivência
De acordo com Itabira, em 1969 a população de Suruís era de aproximadamente 5 mil pessoas. Uma epidemia de sarampo surgida após o contato, teria reduzido-a a 290. Na época, nem mesmo os funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) podiam chegar até as aldeias. “Eles só ficaram sabendo da doença porque um dos Suruís os procurou”, disse.Antes do contato, os Suruís sobreviviam da caça, da pesca e do cultivo de milho, cará, batata, inhame, frutas e mel. Além da alimentação, a preocupação era apenas com as festas. Hoje, segundo o cacique, eles passam por muitas dificuldades. A alimentação foi quase que totalmente mudada. Ao invés de frutas e outros alimentos nativos, passaram a comer arroz e feijão.“Para viver na cidade precisamos pagar água e energia e com a agricultura conseguimos ganhar dinheiro apenas para nos vestir. Por isso acho muito difícil a nossa vida”, reclamou.
A área de terra dos Suruís foi demarcada em 1980. São 247 mil hectares. Atualmente os Suruís totalizam cerca de 1100 índios. São divididos em quatro clãs. Cada um forma uma associação que busca meios para sobreviver.
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Índios são evangelizados

No mínimo 50% dos índios de Rondônia pertencem a uma ou a outra congregação religiosa. Na Reserva Indígena Suruí, localizada a 500 quilômetros de Porto Velho, Capital do Estado, metade dos moradores já foi evangelizada por pastores brasileiros e estrangeiros. Um evangelizador americano já estaria inclusive traduzindo o novo testamento para a língua tupi-mondé.
O assunto divide opinião nas aldeias. O cacique Mupirí Suruí disse que a evangelização existe desde a época em que os brancos começaram a manter contato com os índios, mas que tem aumentado muito nos últimos cinco anos. Ele informou que recentemente teve que permitir a construção de uma igreja na aldeia, para evitar desentendimentos entre os índios. A partir daí decidiu deixar que cada um decidisse por seguir ou não uma religião.
O cacique Almir Suruí disse que a desvantagem da evangelização é o impacto causado na cultura indígena. Segundo ele, a influência da igreja fez com que ocorressem muitas mudanças na aldeia. Deixaram de ser realizadas várias manifestações culturais como danças, festas e casamentos tradicionais.
A índia Diná Suruí é uma das que defendem a evangelização. Ela dá continuidade ao trabalho dos pastores, ensinando as crianças da aldeia. Na opinião de Diná, a religião não prejudica a cultura dos índios, mas sim orienta-os para que deixem de beber, de matar e de fazer outras coisas ruins. “A bíblia diz que só no caminho de Deus é que teremos a vida eterna”, disse.
Índio vira pastor
O evangelizador da Igreja Batista, Jadir Almeida, que atuou nas aldeias dos Suruís durante quatro anos, disse que o trabalho é realizado recomendando a preservação da cultura indígena. Jadir explicou que evangelizava com a ajuda de dois índios, que faziam a tradução dos textos bíblicos. Uma das aldeias chegou até mesmo a criar um coral.Jadir informou também, que há cinco anos, quando começou a atuar nas aldeias indígenas, um pastor americano já evangelizava os Suruís há cerca de 15. “Sempre recomendei a preservação da cultura. Explicava que a bíblia dizia que o homem devia ter apenas uma mulher, não matar e não beber, mas eu não pressionava, deixava que eles decidissem”, disse.
Segundo Jadir, um jovem chamado Chico Epab Suruí teria ficado tão influenciado com a evangelização, que resolveu ser pastor e com a autorização da Fundação Nacional do Índio (Funai), frequentou o curso de Teologia, com o patrocínio da igreja. O jovem terminou a faculdade no final de 2004 e voltou para a sua aldeia, porém não conseguiu se readaptar.“A igreja ainda quer fazer uma proposta para o Chico Epab, para ver se ele vem morar na cidade e trabalhar a evangelização dos índios nas aldeias”, disse.
Impacto na cultura
A indigenista Maria do Carmo Barcelos, disse que começou a conviver com os Suruís em 1976, pouco tempo depois de serem contatados e que naquela época, os índios ainda preservavam seus costumes. Segundo ela, é desrespeitoso qualquer pessoa chegar e tentar impor uma religião, o que, em sua opinião, está acontecendo com os Suruís. “A vida dos índios é explicada através de mitos, com uma ligação muito forte com o espírito. Por isso é fácil chegar com uma mensagem espiritual e confundi-los”, disse.Segundo a indigenista, com a penetração da religião, os costumes indígenas vão ficando esquecidos. “O pajesismo, por exemplo, praticamente não existe mais nas aldeias”, disse.Um ponto positivo da religião, conforme a indigenista, é a contribuição para que os jovens se afastem das bebidas, porém, ela acredita que existam alternativas para desenvolver outro tipo de trabalho de conscientização. “A caracterização física e os rituais já estão se acabando e se as coisas continuarem assim, toda a cultura dos Suruís será extinta”, disse.