Autor: daniel

  • Pesca do tambaqui proibida por três anos

    Porto Velho/RO – A pesca do tambaqui (Colossoma macropomum), espécie de peixe nativo da Bacia Amazônica, está proibida até 01 de agosto de 2009. A medida visa manter a preservação da espécie, que sofreu diminuição no estoque natural em pelo menos 80% nos últimos 30 anos. A construção de hidrelétricas, desmatamento das matas ciliares e a pesca predatória são responsáveis pela redução no estoque de peixes desta espécie em toda a Amazônia.

    Segundo o chefe do Núcleo de Pesca do Ibama, Jácomo Antonio Mediote, esta é a primeira vez que o Ibama renova a portaria que proíbe a pesca do tambaqui por três anos consecutivos. A proibição teve início há oito anos e era revalidada todos os anos. “Se a proibição for direta por 20 anos, mesmo assim não conseguiremos obter a quantidade existente há duas décadas. O processo de destruição é rápido, porém a reposição é um processo lento e gradual e depende da colaboração de todos”, cita.

    A partir de agora os peixes da espécie tambaqui a ser comercializados serão só os criados em cativeiro, cujo comerciante terá que comprovar sua origem. Se for nativo, o pescador será penalizado com a lei de crimes ambientais, que inclui apreensão da mercadoria e o pagamento de multas.

    Rio Guaporé

    De acordo com Jácomo Mediote, a exceção em relação à pescaria ocorrerá somente de 1º de abril a 31 de julho na região do Rio Guaporé, que corresponde aos municípios de Pimenteiras, Guajará Mirim e Costa Marques. “Foi constatado que nesta região há mais peixes desta espécie no estoque natural, pois eles migram para lá na época da reprodução e o local em si proporciona condições naturais para o pescado, como oferta de alimento natural e o fato de a área ser preservada, tanto do lado brasileiro quanto do boliviano”, explica. Além disso, por possuir muitos lagos e baías, a maioria dos berçários naturais de peixes está situada na região do Rio Guaporé.

    Tambaqui

    O tambaqui alcança cerca de 90cm de comprimento total. Antigamente eram capturados exemplares com até 45kg. Hoje esse porte praticamente não existe mais. É uma espécie migradora e realiza migrações reprodutivas, tróficas e de dispersão. Durante a época de cheia entra na mata inundada, onde se alimenta de frutos e sementes. Durante a seca, os indivíduos jovens ficam nos lagos de várzea, onde se alimentam de zooplâncton e os adultos migram para os rios de águas barrentas para desovar. Nessa época, não se alimentam, vivendo da gordura que acumularam durante a época cheia. É uma das espécies comerciais mais importantes da Amazônia central.

  • Incêndio destrói vegetação do Parque Chico Mendes

    Ouro Preto/RO – Um incêndio de duas frentes, que começou na quarta-feira, dia 9, por volta das 11 horas, causou uma devastação na área em recuperação da reserva do Parque Municipal Chico Mendes, onde também funciona a torre de retransmissão regional da Embratel.

    A devastação foi tamanha que até no inicio dessa semana, ainda havia focos de fogo no morro. A rede de cabo de fibra ótica que desce da torre da Embratel teve 300 metros destruídos. O fogo atingiu também a estrada de acesso às rampas de salto de parapentes e queimou parte da grama de onde os pilotos efetuam os saltos.

    O Corpo de Bombeiros, guarda-parques, membros da associação de chacareiros e voluntários ajudaram a combater o incêndio, que se espalhou a partir de dois focos que surgiram, na parte norte e noroeste do morro.

    Agentes do Ibama também estiveram no parque e constataram que um dos responsáveis pelo fogo teria sido o dono de uma chácara localizada nas proximidades, além de um outro homem, que chegou a ser detido, mas foi liberado em virtude de suspeita de problemas mentais. No outro dia, o mesmo homem voltou à reserva, portando uma caixa de fósforos e ameaçando atear fogo novamente, mas voltou a ser imobilizado e entregue à polícia.

    Mata nativa

    O fogo provocado no morro do Parque Municipal Chico Mendes causou estrago devastador na vegetação, prejudicando o restabelecimento da mata nativa, que vem se formando lentamente, após consecutivas queimadas. Ainda não existe uma dimensão exata do tamanho da área incendiada, mas a olho nu a destruição foi quase que geral.

    A partir de 1999, a área do parque Chico Mendes passou a receber operações de plantio de mudas de espécies diversas. Milhares de sementes foram lançadas por voluntários nas áreas degradadas. O incêndio da semana passada destruiu praticamente tudo e o reflexo da devastação ecológica ficará claro quando as folhas secas das árvores queimadas começarem a cair.

    Queimadas descontroladas

    A primeira reserva a sofrer incêndio neste ano foi a do Instituto de Pesquisa da Amazônia (INPA). Numa parte da área, houve um incêndio há cerca de 30 dias, que destruiu cinco hectares. Segundo Jairo Estevam, guarda-parque da reserva, a destruição foi em proporção considerada alarmante.

    A última semana foi marcada por queimadas descontroladas em vários pontos da região central. Alem do incêndio devastador que foi registrado na reserva do Parque Municipal Chico Mendes, outras ocorrências surgiram na cidade e na área rural. O empresário Dérico Lorenzetti, que tem um lote na BR-364, a 11 quilômetros, no sentido Jaru, compareceu na Delegacia de Polícia, para comunicar que um incêndio que originou-se numa propriedade perto da sua, avançou verticalmente e foi queimando cerca, pasto e tudo que encontrava pela frente. O responsável pelo principio do fogo não foi identificado.

    Laudicéia Ramos do Nascimento, moradora da linha 81 (RO-470), no quilômetro 24, lote 34, também registrou na polícia que sua moradia incendiou e praticamente tudo que havia na casa foi consumido pelo fogaréu.

  • Pavimentação da 319 deve gerar novas unidades de conservação

    Manaus/AM – Pelo menos 13 novas unidades de conservação deverão ser criadas ainda este ano, com a pavimentação da estrada 319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM). A informação é do Ibama, que adotou a medida para reprimir a possível ocupação de terras de forma desordenada. Atualmente várias equipes do instituto estão realizando estudos no local, que está sob Limitação Administrativa Provisória (Alap).

    A preocupação de ambientalistas é a de que o anúncio da pavimentação ou construção de estradas na Amazônia provoque uma corrida de especulação e ocupação desordenada da terra, com grandes prejuízos para a natureza e para as populações locais, mesmo que a obra não venha a ser implementada. “Rondônia é o Estado da Amazônia que apresenta mais problemas ambientais. Receber uma grande população numa área vizinha à BR é um avanço para o desmatamento”, adverte André Muggiati, membro da organização ambientalista Greenpeace.

    Para o superintendente do Ibama, Osvaldo Pitalluga, o estudo no local também serve para destinar terras indígenas, reservas extrativistas e separar a área para agricultura. “A intenção é cumprir todos os passos antes que seja feita a pavimentação na BR”, explica.

    A BR 319 é a segunda no País a passar por esta análise e separação de terras antes de ser pavimentada. “Seguindo exemplo do que foi feito na BR 163, que liga o Mato Grosso (MT) ao Pará (PA)”, explica o analista ambiental do Ibama, Júlio Rosa da Silva.

    No Amazonas

    Localizada no coração do Estado do Amazonas, a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho) passa pelo problema do desmatamento ilegal. Para reverter este processo, a região do entorno da BR-319 foi decretada como Área sob Limitação Administrativa Provisória, o que deve frear o crescimento desordenado e predatório e promover o desenvolvimento da região em bases sustentáveis.

    As Limitações Administrativas são porções de território com alto risco de danos graves aos seus recursos naturais, onde se proíbe o desmatamento pelo prazo de sete meses para a realização de estudos com vistas à criação de Unidades de Conservação.

    Atualmente as obras da rodovia estão parcialmente paralisadas por conta de uma determinação do Tribunal de Contas da União.

    Distrito Florestal Sustentável

    Além da criação das unidades de conservação, está sendo planejada a implantação de um Distrito Florestal Sustentável na região da rodovia BR-319.

    O Distrito Florestal Sustentável tem a finalidade de estimular a integração entre políticas públicas e as ações dos setores sociais e empresariais, visando o desenvolvimento regional com atividades de base florestal. O objetivo é estabelecer um novo padrão de desenvolvimento baseado na floresta em pé.

    “Nas Unidades de Conservação a serem criadas, as Florestas Nacionais e as Florestas Estaduais se inserem no modelo de desenvolvimento sustentável que se busca para a Amazônia, a exploração através de manejo sustentável”, explica o analista ambiental Júlio Rosa da Silva.

    Unidades a serem criadas

    Parque Nacional do Caorei, Parque Nacional do Umari, Parque Nacional do Jari, Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Canutama, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Ipixuna, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Igaó-Açu, Reserva Extrativista do Médio Purus, Ampliação da Floresta Nacional Balata-Tufari, Floresta Nacional de Iquiri, Floresta Nacional de Tapauá, Floresta Estadual de Beruri, Reserva Extrativista do Ituxi, Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Capanã Grande.

  • Animais correm risco de extinção em Rondônia

    Porto Velho/RO – Treze espécies de animais entre mamíferos, pássaros e peixes correm o risco de sumir das florestas e rios rondonienses. Eles foram citados na Lista de Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, um inventário publicado em 2005 pela Fundação Biodiversitas.

    Entre os animais citados está a Onça Pintada, ícone dos animais selvagens encontrados na Amazônia. Técnicos do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) chamam a atenção ao fato de os treze animais serem somente os listados no Estado, havendo espécies que mesmo encontradas nas florestas rondonienses podem ter sido listadas nos estados vizinhos – relatório subestimado – o que representa que há bem mais animais em risco.

    Entre os animais citados em Rondônia encontram-se o tamanduá bandeira e o tatu canastra, mas o que mais corre risco de desaparecer é o pássaro Bicudo, que foi encontrado somente em um município do Estado, o qual os técnicos nem quiseram citar para não chamar a atenção dos traficantes da fauna.

    Unidades de conservação

    Segundo o analista ambiental do Ibama, Élio Tadeu Karzat, os animais em extinção vivem naturalmente em Unidades de Conservação, e são citados como um dos critérios para que sejam criadas novas unidades. Suas existências passam a ser monitoradas por equipes de fiscalização de órgãos ambientalistas que vistoriam e multam pessoas flagradas criando ou caçando animais da natureza. A multa varia de R$ 500 a R$ 5 mil e o caçador pode até ser preso.

    Para tentar controlar a fauna, no Brasil existem grupos de trabalhos que desenvolvem projetos para manter a preservação do patrimônio genético das espécies mais ameaçadas de extinção e praticam reprodução em cativeiro, programas de reintrodução, coletas e armazenagem de material biológico e genético, entre outras técnicas para evitar que animais como a ararinha azul, espécie que não existe mais na natureza, somente em cativeiro, não sejam extintos. A ararinha azul é uma espécie que vivia na região do nordeste do País.

    Segundo ainda o analista ambiental do Ibama, para que um animal seja citado como em risco de extinção são avaliadas a quantidade, distribuição e tamanho da população e se só existem em um lugar, casos chamados endêmicos. “Há vários animais que não foram listados, mas já estão correndo risco. Existem casos em que o senso da população ainda está subestimado, pela dificuldade na coleta de informações”, explica Karzat.

    Prevenção

    Para que algumas espécies não sejam extintas, os técnicos recomendam à população a nunca adquirir nenhum animal vindo da natureza. Os que mais despertam a atenção para serem criados em domicílios são papagaios, araras, macacos, pássaros e tartarugas. “Vale lembrar que estes animais representam riscos, pois podem ter doenças transmissíveis”, diz Karzat.

    A caça em Rondônia é citada como um problema cultural sério e difícil de controlar, mas segundo o analista ambiental, a população pode ajudar a fiscalizar, fazendo denúncia pelo telefone chamado Linha Verde: 0800-618080.

    Conheça os animais ameaçados

    Cuíca de Colete (espécie de gambá), Tatu Canastra, Tamanduá Bandeira, Cachorro Vinagre (cachorro do mato), Gato Maracajá, Onça Pintada, Ariranha (espécie de musquelídeo), Peixe Boi da Amazônia (pode ser encontrado na calha do rio Madeira), Cervo do Pantanal, Bicudo.

    Peixes em sobrepesca:

    Tambaqui, Tucunaré, Pirarucu

    * Retirado mais recursos do que a natureza pode repor. Nestes casos para preservação da espécie são estabelecidas proibições de pesca em época da reprodução e tamanho mínimo para captura.

  • Estação Ecológica do Cuniã será ampliada

    Porto Velho / RO – A Estação Ecológica de Cuniã (Esec) deve ser ampliada para 98 mil hectares até o final deste ano. A ampliação é decorrente do resultado favorável de uma consulta pública realizada neste final de semana em Porto Velho. Deste total, 85 mil hectares pertencem à capital, na área de divisa com o município de Humaitá, no sul do Amazonas.

    De acordo com a superintendente substituta do Ibama, Nanci Maria Rodrigues da Silva, serão ampliadas a Estação Ecológica, área de proteção integral e a reserva extrativista, uma unidade de uso sustentável. “A comunidade que reside na reserva extrativista é co-gestora da área e foi absolutamente favorável à ampliação porque entende que a região é suscetível à invasões”, explica. Segundo a superintendente, inicialmente alguns moradores do município de Humaitá (AM) eram contra a ampliação, alegando que sobraria pouca área para a agricultura, mas acabaram entendendo a necessidade de proteção, para que seja assegurada à preservação do ecossistema para as futuras gerações.

    Importância

    O Ibama considera importante a área para a conservação da biodiversidade, combate ao desmatamento e para que sejam amenizados os impactos decorrentes da degradação ambiental e fragmentação do ecossistema, elementos fundamentais para determinadas espécies, como os pumas, as onças-pintadas, ameaçadas de extinção, as queixadas e os catetos. A área a ser ampliada foi considerada como de importância biológica extrema pelo Programa Nacional de Diversidade Biológica por possuir formações de transição entre floresta ombrófila aberta e cerrado e as principais nascentes dos igarapés Cuniã e Aponiã, da bacia do Rio Madeira.

    Grande parte da terra está desocupada, mesmo assim, há imagens de satélites que detectam desmatamento próximo à área. Atualmente a estação ecológica possui duas áreas sem interligação, que após a ampliação ficarão interligadas e preservarão as cabeceiras dos rios e lagos que abastece o lago do Cuniã.

    As comunidades extrativistas que residem no lago Cuniã vivem da pesca. A distância Esec a BR 319 é de aproximadamente dois quilômetros.

  • Reativação da BR 319 causa polêmica

    Porto Velho/RO – A reativação da BR 319 tem causado discussão entre setores econômicos e ambientais. A rodovia liga Porto Velho a Manaus e possui cerca de 800 quilômetros. Até Humaitá o trecho é trafegável. A proposta do Governo Federal, apoiada por segmentos da industria e comércio rondonienses, é a reativação do trecho que liga Humaitá a Manaus, com aproximadamente 600 quilômetros.

    A organização ambientalista Greenpeace tem manifestado preocupação com a reativação da BR 319. Para o coordenador da Campanha Amazônia, André Muggiati, o Governo Federal ainda não cumpriu os procedimentos legais para a reativação. O gerente do Ibama em Rondônia, Osvaldo Pitaluga, afirma que todos os procedimentos estão sendo adotados.

    Muggiati afirmou que a reativação da BR 319 depende de um licenciamento ambiental e que para licenciar o Ibama precisa apresentar os Estudos de Impactos ambientais (EIA), o Relatório dos Impactos ao Meio Ambiente (Rima) e realizar audiências públicas.

    Audiências públicas

    Pitaluga falou que o Ibama de Rondônia será responsável também pela área do sul do Amazonas e que as fases preliminares para o licenciamento estão sendo cumpridas. “Fizemos audiências públicas em Humaitá, Lábrea, Tapauá, Manaus, Canutama e Beruri para discutir a destinação das áreas daquela região. Durante as audiências, as propostas foram aceitas em sua grande maioria, algumas com alterações. O relatório final está sendo fechado em Brasília e será divulgado nos próximos dias”, afirmou Pitaluga.

    Como resultado das audiências, ele afirma que haverá o reconhecimento das terras indígenas, das comunidades tradicionais (ribeirinhos e extrativistas), reservas extrativistas de desenvolvimento sustentável, além de florestas públicas nacionais e

    estaduais. Pitaluga diz que após a criação das unidades de conservação serão feitos o EIA e o Rima. As audiências públicas serão realizadas em seguida. Ainda não há prazo para o término destas etapas.

    Degradação

    Para o Greenpeace, a rodovia, que já foi asfaltada há mais de 20 anos, atualmente pode ser um problema porque naquela época Rondônia não possuía a população que tem hoje, nem degradação ambiental tão elevada.

    “Nossa preocupação é que a BR 319 seja mais um fator de degradação. A princípio questionamos a necessidade da estrada. A Amazônia é a maior bacia hidrográfica do mundo – o transporte natural da região é o hidroviário. O transporte rodoviário é altamente problemático porque envolve alto custo de manutenção. Além disso, os caminhões emitem o dióxido de carbono que é altamente poluente. Se querem um transporte alternativo por causa do período de seca do Rio Madeira, por que não uma ferrovia, que é um meio mais limpo e racionalizado?”, argumenta Muggiati.

    Para Pitaluga, “qualquer ação humana terá impacto no meio ambiente. Para evitar os abusos é preciso que o poder público aja. O Ibama está cumprindo todas as etapas necessárias ao licenciamento”, afirmou.

  • Rondônia possui 42 Unidades de Conservação

    Porto Velho/RO – Para reparar o impacto ambiental causado com o desenvolvimento do Estado de Rondônia, foi proposto pelo Banco Mundial, um projeto chamado Plano Agro Florestal de Rondônia (Planaforo), que previa, além de recursos para infra-estrutura, a determinação para que o Estado mantivesse várias unidades de conservação. Com isso em 1995 foram criadas 42 Unidades de Conservação, 12 de proteção integral e 37 utilizadas para uso sustentável.

    De acordo com o chefe do grupo de Unidade de Conservação da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Nilo Magalhães, entende-se por áreas que possuem proteção integral, as Reservas Biológicas e os Parques. As reservas biológicas são de uso restrito à pesquisas, já nos parques são permitidas visitações públicas. Ambos foram criados com o objetivo de manter a manutenção das diversidades biológicas.

    Já as florestas são mantidas para que se tenha recurso florestal para utilização em manejo. Além disso podem ser licitadas para que empresas utilizem desse recurso, como acontece na Floresta Estadual de Rio Vermelho B, na região de Porto Velho, localizada à margem esquerda do rio Madeira.

    As áreas protegidas para Uso Sustentável são as Reservas Extrativistas e as Florestas Estaduais, utilizadas para fazer o manejo florestal e corte de madeira de forma seletiva.

    Preservação

    Como a área monitorada é extensa, para manter a biodiversidade, órgãos ambientalistas atuam na criação e na demarcação de limites, através de fiscalização e punição aos infratores.

    Na região de Porto Velho, o Parque Ecológico é monitorado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Os técnicos trabalham para evitar a invasão da área e para manter o ambiente adequado para a fauna e flora existentes no local. “Nossa maior preocupação é com a instalação de empreendimentos próximos e mesmo o loteamento da área, que poderiam pôr em risco a biodiversidade”, explica o secretário municipal de Meio Ambiente Wilson Correa da Silva.

    As áreas estaduais e federais contam com o apoio de equipes da polícia ambiental para monitoração das unidades. “Todas as áreas, especialmente as reservas extrativistas são vigiadas freqüentemente”, explica Nilo Magalhães.

    Segundo a superintendente substituta do Ibama, Nanci Maria Rodrigues da Silva, aproximadamente mil homens trabalham em conjunto para manutenção e equilíbrio da biodiversidade do Estado. “As regiões nunca ficam sem fiscalização”, garante.

  • Rondônia registra queda em focos de calor

    Porto Velho/RO – No mês de julho foram detectadas 504 ocorrências de focos de calor em Rondônia, sendo 106 em áreas de Unidade de Conservação. Somente na Floresta Nacional do Bom Futuro foram registrados 43 focos, ou seja, 40% da incidência.

    Os focos foram detectados pelo satélite NOAA-12. Comparando a este mesmo período no ano passado, houve uma redução de 15%, mesmo assim, em se tratando de Unidades de Conservação, o índice é citado como preocupante, por técnicos do Ibama e do Sipam, órgãos que realizam o monitoramento e a fiscalização nas áreas.

    De acordo com a coordenadora da Divisão de Análise Ambiental do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ana Cristina Strava Correa, os focos podem estar relacionados com a manutenção das rotinas de queimadas associadas às atividades agro-pastoris ou desmatamentos. “Preocupa porque denuncia que as Unidades estão ficando expostas a ação de produtores de áreas privadas das proximidades”, cita Ana Strava.

    Ela também informou que a área mais atingida em Bom Futuro está localizada na zona de fronteira, a sudoeste da Flona.

    Segundo o analista ambiental do Ibama, Christian Zago Cassal, a quantidade de focos em Unidades de Conservação está se repetindo a cada ano e acontece porque há cerca de 10 mil invasores morando na unidade, principalmente no município de Buritis. “Não existe liberação para queima controlada naquela região, porém os invasores realizam queimadas para renovação de pastagem ou limpeza da área, sem saber que podem causar um incêndio na floresta e até atingir a cidade”, alerta.

    Temperatura

    O foco de calor não significa a existência de uma queimada ou incêndio, mas qualquer aumento de temperatura captado pelo satélite, com exceção às fogueiras de fundo de quintal, que não influenciam no monitoramento. “É o aumento da temperatura captado pelo satélite que tem um sensor de temperatura. Nem sempre esse aumento está relacionado com queimada ou incêndio. Até o calor atingido por um pedaço de rocha pode ser detectado pelo satélite”, explica Ana Cristina Strava Correa.

    Recorde

    O mês de setembro, considerado o mais crítico pelos meteorologistas em relação a queimadas, registrou 8.779 focos em 2005.

  • Mais pedras de diamantes são apreendidas

    Pimenta Bueno/RO – Mais 666 pedras de diamantes extraídas ilegalmente da Reserva Roosevelt, foram apreendidas no último final de semana, durante operação realizada pela Polícia Rodoviária e pela Polícia Federal. As pedras estavam sob posse do empresário Douglas Ferreira de Lima, considerado um dos maiores compradores de diamantes de Rondônia. A apreensão corresponde a aproximadamente 350 quilates, a maior do ano.

    O diamante foi apreendido na cidade de Pimenta Bueno. As pedras estavam sendo transportadas pelo empresário, que dirigia um veículo Santana, placas JZB 1174, de Porto Velho, quando foi abordado e preso por policiais rodoviários federais. Os policiais encontraram dentro do carro, uma balança de precisão e questionaram a utilização do equipamento.

    Em vistoria, descobriram as pedras de diamantes camufladas na cueca do comprador. Douglas Ferreira declarou que comprou as 666 pedras de diamantes em apenas uma semana na cidade de Cacoal, mas não deu nenhuma pista à polícia sobre com quem comercializou os minérios, porém questionou a legalidade da extração e a cobrança de impostos sobre a retirada.

    Exploração paralisada

    O comandante da operação, delegado Rodrigo Carvalho acredita que o minério tenha sido extraído no tempo que o garimpo ainda estava sendo explorado, uma vez que, segundo ele, não há condições de retirada de pedras atualmente. “Ainda ontem fizemos uma vistoria aérea na reserva e verificamos que não há nenhuma máquina trabalhando no local”, explicou.

    A retirada de minérios na reserva Roosevelt é proibida e a região está sob vistoria de policiais federais, com o respaldo dos indígenas que habitam o local. Na reserva, localizada a aproximadamente 100 quilômetros da cidade de Espigão do Oeste, vivem cerca de 1,3 mil índios de etnia Cinta Larga.

    Leilão

    De acordo com o coordenador de Operações Especiais de Fronteira, Mauro Sposito, os diamantes apreendidos nesta operação foram encaminhados ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DMPM) onde serão leiloados junto com outros minérios, apreendidos em operações passadas. Outra apreensão de diamantes significativa aconteceu em novembro último, quando foram apreendidos 300 quilates do minério.

    Fonte:Amazoniaavista.com

  • Impacto ambiental causado por usinas em discussão

    Porto Velho/RO – O impacto que as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio poderão causar ao meio ambiente continua sendo analisado por técnicos do Ibama de Brasília, segundo o coordenador de prevenção e combate à queimadas e incêndios florestais, Luiz Alberto Lima Cantanhede.

    Segundo o coordenador, o próximo passo será uma audiência pública com a população e em seguida, a análise final, que constará de estudos complementares atendendo as reivindicações da comunidade. A expectativa de técnicos do Ibama é de que a audiência aconteça ainda este ano.

    A construção das usinas hidrelétricas gera polêmica pela imprecisão do impacto que pode causar, por isso, representantes do Fórum de Debates sobre Energia de Rondônia (Foren), além de outras Organizações Não-Governamentais (Ongs) do Estado intensificaram ações voltadas à conscientização da população quanto ao projeto, avaliado em R$ 20 bilhões.

    Sobre o assunto, já foram lançadas uma campanha popular, com o título Viva o Rio Madeira, que promoveu uma série de ações, propondo a reflexão da construção das hidrelétricas a diversos segmentos da sociedade, além de poderes, como Assembléia Legislativa, Câmara Federal, Senado e Ministério Público e as cartilhas “Diga não às barragens no Madeira” e ainda “Energias Renováveis Sustentáveis”, ambas elaboradas pelo professor da Universidade Federal de Rondônia, doutor em Energias Públicas, Artur Moret.

    “O material faz parte de um estudo sobre os impactos ambientais ocasionados com a construção das barragens e mostra que ao invés da implementação das hidrelétricas, seria mais viável a economia de energia e a reforma de outras usinas”, declara Artur Moret.

    Fonte: Amazoniaavista