Categoria: Destaques

  • Amazônia legal

    Amazônia legal – É uma criação administrativa do governo federal, de 1996, que juntou os estados da Amazônia Clássica aos que se situavam em suas bordas ( Maranhão, Tocantins e Mato Grosso), tendo com ela certa identidade física, humana e histórica, seja no meio-Norte (pelo lado do Nordeste), como no Planalto Central (pelo Centro- Oeste). Essa região poderia receber recursos dos incentivos fiscais, um fundo formado pela renúncia da União à cobrança de impostos de empreendedores dispostos a investir nessa fronteira ainda pouco conhecida e ocupada. Ao invés de nela aplicarem capitais próprios novos, esses investidores podiam ainda se habilitar a receber dinheiro que, sem os incentivos, teriam que ser recolhidos ao tesouro nacional na forma de impostos de renda. Esse fundo foi administrado por duas agências federais, primeiro a SPVEA ( entre 1953 e 1966) e, em seguida pela Sudam, que foi extinta em 2000 sob acusações de corrupção.

  • Mandioca

    Mani era o nome de uma indiazinha de pele branca como o luar, que nasceu para um casal de índios tupis. Era muito mimosa e boazinha, mas nada comia. Por isso, foi definhando até que morreu, silenciosamente, em sua pequenina rede. Seus pais, arrasados, fizeram seu túmulo no interior da própria oca onde moravam. Regada a terra com lágrimas dos pais desolados e com a água pura de uma fonte próxima, eis que uma nova planta germina, rachando a terra com suas grossas raízes. Examinando-as, os índios logo perceberam que por baixo de uma delgada casca, essas raízes eram brancas como a pele da menininha morta e forneciam alimento raro e saudável que tornava os curumins que as comiam mais fortes e belos que os da outras tribos.

    A planta, que hoje é o principal alimento dos índios, começou a ser chamada de manioca e depois de mandioca.

  • Vitória-Régia

    Havia uma jovem índia que apreciava muito as estrelas e queria se transformar em uma delas. Ela acreditava que, para se tornar estrela, precisava ter contato com a lua.

    Então, um belo dia, caminhou em direção aos picos das colinas. Ao cair da noite, a lua surgiu com todo o seu esplendor, acompanhada de estrelas radiantes. A jovem índia, buscando tocar a lua, que refletida no lago naquele momento, se desequilibrou, caiu e desapareceu nas águas.

    A lua, ao ver o que acontecera, ficou com pena da bonita jovem e resolveu, então, transformá-la em uma flor – Vitória-Régia, a estrela das águas, tão linda quanto as estrelas do céu e com um perfume inconfundível.

  • Vitória-régia

    A maior flor do mundo, a vitória-régia, também é da Amazônia e chega a medir 2 metros de diâmetro.

  • Índio foi testemunha de contato com os brancos

    Índio foi testemunha de contato com os brancos

    Índio foi testemunha de contato com os brancos

    O contato oficial com os brancos, ocorrido em 1969, na época em que se iniciava a construção da rodovia 364, em Rondônia, não traz boas lembranças aos Índios Suruís. Segundo o cacique Itabira Suruí, até aquela data, seu povo vivia sem problemas.

    Segundo Itabira, o surgimento de pessoas trabalhando na obra, teria deixado os índios aflitos. Certos de que aquele movimento lhes traria problemas, eles começaram a cortar os fios da linha telegráfica e a fazer tudo o que era possível para atrapalhar o andamento dos trabalhos. “Foi aí que começou a guerra. Um povo matava o outro. Perdi meu pai e minha mãe nesta luta” – relembrou emocionado o cacique, que na época tinha 18 anos.

    Outro fator muito prejudicial, na opinião do cacique, foram as doenças transmitidas aos índios pelos brancos. Ele explicou que os índios eram fracos para as doenças dos brancos e conseqüentemente eram atingidos por males como gripe e pneumonia e acabavam morrendo. “Antes do contato, a doença que conhecíamos era a malária e para ela tínhamos remédios. A morte só era causada por velhice”, disse.

    Busca pela sobrevivência

    De acordo com Itabira, em 1969 a população de Suruís era de aproximadamente 5 mil pessoas. Uma epidemia de sarampo surgida após o contato, teria reduzido-a a 290. Na época, nem mesmo os funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) podiam chegar até as aldeias. “Eles só ficaram sabendo da doença porque um dos Suruís os procurou”, disse.

    Antes do contato, os Suruís sobreviviam da caça, da pesca e do cultivo de milho, cará, batata, inhame, frutas e mel. Além da alimentação, a preocupação era apenas com as festas. Hoje, segundo o cacique, eles passam por muitas dificuldades. A alimentação foi quase que totalmente mudada. Ao invés de frutas e outros alimentos nativos, passaram a comer arroz e feijão.“Para viver na cidade precisamos pagar água e energia e com a agricultura conseguimos ganhar dinheiro apenas para nos vestir. Por isso acho muito difícil a nossa vida”, reclamou.

    A área de terra dos Suruís foi demarcada em 1980. São 247 mil hectares. Atualmente os Suruís totalizam cerca de 1100 índios. São divididos em quatro clãs. Cada um forma uma associação que busca meios para sobreviver.

  • Índios querem sustentabilidade

    O Clã Gamebey Suruí, da Aldeia Sete de Setembro, localizada a 50 quilômetros da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia, está investindo no reflorestamento de árvores frutíferas. Serão plantadas 10 mil mudas de 12 espécies diferentes. O projeto terá início no mês de novembro deste ano.

    Conforme o coordenador do clã, Almir Suruí, os recursos para manter a primeira etapa do projeto, que engloba o plantio, a assistência técnica e a capacitação de índios, foi viabilizado por um grupo de suíço denominado Água Verde. Serão repassados aos índios, R$ 300 mil divididos em três parcelas anuais. “Plantaremos espécies como açaí, babaçu, pupunha e castanha”, disse Almir.

    O projeto de reflorestamento foi idealizado pelos próprios Suruís. Segundo Almir, o clã, que é formado por 288 índios, percebeu que a terra estava degradada e sentiu a necessidade de desenvolver projetos que pudessem garantir a sustentabilidade da aldeia. Entre as finalidades do trabalho está a de garantir o conhecimento dos índios junto ao meio ambiente, reconhecer a importância da biodiversidade da floresta, buscar o sustento dos índios e contribuir com o planeta para o bem de todos os povos.

    Almir ressaltou que o projeto será desenvolvido em longo prazo. Ele se referiu também à necessidade de buscar parcerias com o Governo Brasileiro e outras entidades para a manutenção do reflorestamento. “Além de estarmos buscando apoio para trabalhar a exploração legal e a certificação da qualidade dos nossos produtos, estamos criando uma logomarca para o nosso clã”, anunciou.

  • Bacia Amazônica

    Apesar de ter um quinto da água superficial do mundo, a Bacia Amazônica tem a população pior servida em matéria de abastecimento de água e esgoto de todo o País.

  • Índios e caboclos

    Índios e caboclos gostam da tartaruga para comer. As crianças, além de comer, gostam da tartaruga para brincar. Abrem um orifício no centro do casco, ali amarram um barbante e, pronto, a tartaruga pode ser puxada pelo quintal, como as crianças urbanas fazem com os carrinhos de brinquedos.

  • Insetos

    Com 30 milhões de espécies, os insetos foram o maior grupo de seres vivos na Terra, sem levar em conta bactérias e microrganismos. Na região Amazônia está um terço deles.

  • Registros Arqueológicos

    Quando ocorreu a conquista dos colonizadores europeus, no século XVI, estima-se que alguns milhões de índios viviam na região. A ocupação da Amazônia pelos europeus iniciou-se por volta de 1540, porém, até o final da II Guerra Mundial, a presença humana na região quase não trouxe modificações à cobertura vegetal original. Hoje, aproximadamente, 10 milhões de pessoas habitam a região, numa densidade de dois habitantes/Km2. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas vive na floresta.

    O uso e a ocupação do solo da Amazônia são caracterizados pelo extrativismo vegetal e animal – incluindo a extração da madeira – pela pecuária, por madeireiras e pela agricultura de subsistência, bem como pelo cultivo de espécies vegetais arbustivo-arbóreas. A produção de grãos recobre parcelas contínuas expressivas. A mineração e o garimpo (atividades pontuais) e a infra-estrutura regional (atividades pontuais e lineares) também são responsáveis pela alteração dos ecossistemas naturais. Nos arredores de núcleos urbanos e áreas de ocupação mais antigas, uma boa parte das terras, outrora desmatadas, encontra-se recoberta ora por capoeiras, ora por florestas nativas nos seus vários estágios de crescimento e regeneração. Estima-se que 15% da Amazônia já foi desmatada.

    Fonte: Ibama