Categoria: Destaques

  • A Amazônia chora e pede socorro

    Observe a bela perfeição que é a nossa complexa região. Se um elo no seu ciclo for quebrado ou mesmo levemente alterado, estamos sujeitos a mudanças bruscas no seu comportamento. A Amazônia vem dando sinais de que as coisas no seu interior não estão ocorrendo dentro do padrão preestabelecido (muito desmatamento, implantação de monocultura, e outras atividades que estão sendo impostas para servir de modelo para a região) e nós não estamos ou não queremos compreender os seus reclamos.

    As coisas ainda não estão tão catastróficas, porém temos que fazer alguma coisa. Só depende de nos! Enquanto não aprendermos a usar sem abusar da Amazônia, a tendência é de piorar, ou talvez chegarmos a uma completa e total mudança no comportamento do seu ciclo hidrológico. Se isso acontecer! Nós estaremos diante de um quadro devastador e irreversível. A Amazônia completamente alterada e modificada pelo modelo econômico imposto.

    Devemos pensar e começar a desenvolver um novo modo de vida, um novo modelo de desenvolvimento para nossa região, sem que tenhamos de devastá-la. Ela tudo nos oferece e o que necessitamos é aprender usá-la. E usar de modo SUSTENTAVEL para que ela possa também prover o seu próprio sustento.

    Essa seca que esta ocorrendo em nossa região, provavelmente seja um reflexo do que vem acontecendo com o desenvolvimento até agora imposto – o do lucro fácil – sem que se observe a real utilidade que representa a Amazônia no contexto global. O Governo continua a igualar desiguais como iguais. As características geoquímicas, químicas e hidrológicas, são completamente diferentes das demais regiões do país. Os ciclos biogeoquímicos e hidrogeoquímicos, seguem um padrão genuinamente Amazônico, susceptíveis de sofrerem modificações com as alterações causadas em seus ecossistemas. São ecossistemas frágeis, porém, perfeitamente adaptados ao meio ambiente.

    Necessitando de uma melhor compreensão por parte das pessoas que formulam as políticas voltadas para a Amazônia. O modo de vida, o saber regional, não é levado em consideração. Procura-se impor um desenvolvimento que não condiz com a complexidade da realidade amazônica. A água é vida! É a vida da região Amazônica. Sem ela não se faz nada.

    Os problemas são enormes, modifica completamente o modo de vida das pessoas que moram no interior do Estado. Cidades estão isoladas (se em outros Estados é a água que isola as comunidades, aqui é a sua falta), não existe comunicação (meio de transporte completamente alterado), saúde deficitária, falta alimento, mortalidade incalculável de peixes, não existe saneamento, colégios fechados, ETC, ETC, ETC, … É um panorama triste de se vê e de viver. Muda completamente o paisagismo, onde ontem existia água, agora é o solo (leito do rio, lago) ressecado, é o preço que temos que pagar por políticas impostas e por modelos de desenvolvimento que não estão adequadamente corretos.

    A Amazônia chora, pede socorro, e nós temos que pagar pelos erros de nossos governantes. Até quando ela suportará os desmandos! A falta de investimento! E até quando vai a incerteza do Governo, no equacionamento de uma política genuinamente voltada para a Amazônia? Será que a Amazônia também não é Brasil?

    O Governo Federal precisa sair de seu populismo medíocre! Só existe dinheiro quando as coisas chegam a alcançar o grau de CALAMIDADE PÚBLICA. As soluções existem, só necessitam de vontade, inteligência e muito investimento na EDUCAÇÃO e PESQUISA para se alcançar o resultado. Sem isso, a Amazônia vai continuar a chorar, vai continuar a pedir socorro e o preço a ser pago será muito elevado.

    Sergio Roberto Bulcão Bringel

    Químico, doutor em Agronomia na área de Concentração de Solos e Nutrição de Plantas

    Especialista em Hidrogeoquímica, voltada para a Região

    Amazônica.

    Coordenação de Pesquisa em Clima e Recursos Hídricos CPCRH/INPA

    [email protected]

  • Análise mostra poluição de rio

    Análise mostra poluição de rio

    Análise mostra poluição de rio

    Ji-Paraná – Um laudo pericial realizado a pedido do Ministério Público, mostrou que as águas do Rio Machado, na região urbana de Ji-Paraná, são impróprias para o consumo e para recreações de contato primário, onde há possibilidade de ingestão de água. A análise detectou que as águas ultrapassam os índices bactereológicos permitidos – acima de 1.000 coliformes fecais e 5.000 coliformes totais por 100 mililitros. A maior parte do esgoto da cidade é lançada no rio.

    O laudo foi elaborado pelo geólogo Roberto Corder e pelo engenheiro agrônomo João Alberto Ribeiro, assessores técnicos do Ministério Público. De acordo com o promotor Alan Castiel Barbosa, curador do meio ambiente, o trabalho de fiscalização está sendo desenvolvido com o apoio do Ibama, da Sedam e da Caerd, que é a empresa responsável pelo fornecimento de água no município. Segundo ele, além dos danos ao meio ambiente, a poluição pode causar doenças aos moradores que consomem a água e o peixe do rio, além dos que usam o local como recreação. Apesar da fonte da água distribuída no município ser o Rio Urupá, muitas pessoas, a exemplo dos moradores ribeirinhos, consomem a água do Machado.

    Problema antigo

    O próximo passo agora, segundo o promotor, será reunir representantes do Ministério Público, do Ibama, da Sedam, da Prefeitura, da Caerd e de outras entidades ligadas a área social e ao meio ambiente, para tentar resolver o problema. Ele disse que a fiscalização deverá ter continuidade e que deverão ser encontradas saídas definitivas. Uma delas seria fazer com que o esgoto deixasse de ser lançado ao rio.

    O promotor esclareceu, porém, que a princípio o Ministério Público não vai impor nada. A idéia é conversar e tentar encontrar uma solução junto com as demais entidades envolvidas. “É um problema antigo, que está prejudicando pessoas carentes e o meio ambiente, então temos que entrar em consenso e tentar solucioná-lo”, disse.

  • Comunidade descobre labirinto de pedras

    Comunidade descobre labirinto de pedras

    Comunidade descobre labirinto de pedras

    Forte Príncipe da Beira – Moradores do distrito de Forte Príncipe da Beira, em Rondônia, fizeram uma descoberta histórica. Encontraram amontoados de pedras com indícios de terem servido como moradia de antigos habitantes da região. A construção, que passou a ser chamada pela comunidade de labirinto, tem inclusive uma parede construída toda em pedra, que resistiu a ação do tempo.

    O labirinto foi descoberto há cerca de dois anos, em meio a uma mata intacta, num local de difícil acesso ao público. A área, de propriedade da União, está sob a responsabilidade do Exército. O jovem Elvis Pessoa, morador do distrito, disse que ainda não foi feito nenhum tipo de pesquisa científica no local. “Labirinto foi o nome que demos, mas ninguém sabe mesmo o que é, já que não há nenhum registro disso aqui”, afirmou. Segundo ele, a história registra apenas o Forte Nossa Senhora da Conceição, o Real Forte Príncipe da Beira, a casa de pólvora e o forno.

    Como as pedras do labirinto são iguais as que foram usadas para construir o Forte Príncipe da Beira, a 4 quilômetros do local, há suspeitas de que a obra do Forte tenha sido executada com material extraído da própria região. As suspeitas vão de encontro ao que diz os registros históricos, os quais citam que as pedras teriam vindo inicialmente de Belém, via fluvial e posteriormente de Corumbá, subindo o Rio Paraguai até o Jauru e daí por terra até a margem do Rio Guaporé, em uma distância de aproximadamente 1500 quilômetros.

  • Caminho das Águas incentiva turismo

    Rondônia – O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com as prefeituras dos municípios de Cacoal, Pimenta Bueno, Rolim de Moura e Vilhena, pertencentes ao Estado de Rondônia, está desenvolvendo o projeto Caminho das Águas. O projeto tem a finalidade de incentivar o turismo nesta região. Recursos de aproximadamente 3 milhões de reais estão previstos para serem utilizados no projeto, que teve início este ano e deverá ser concluído em 2007.

    Segundo o secretário de indústria e comércio do município de Cacoal, Moisés Vieira, o projeto deverá criar e consolidar um fluxo turístico no “Caminho das Águas”, gerando empregos e renda às empresas e empreendedores das regiões participantes. Entre os resultados esperados está o de aumentar em 20% o fluxo de visitantes nos equipamentos turísticos da região, em 50% o número de pessoas diretamente ocupadas no segmento do turismo, em 30% o número de empreendedores, melhorar em 20% os indicadores de satisfação dos usuários da infra-estrutura turística e aumentar em 80% o número de atrativos turísticos na região.

    Cada prefeitura participante do projeto elegeu um Conselho Municipal de Turismo. Os membros se reúnem uma vez por mês para discutir o andamento e as metas do projeto. O conselho é composto por representantes de agências de viagens, universidades, entidades filantrópicas, hotéis, restaurantes e empreendedores do ramo turístico. Os recursos para a realização do projeto estão sendo viabilizados pelo Governo do Estado de Rondônia, Prefeituras Municipais, Sebrae e empreendedores.

  • Prefeita diz que garimpagem continua

    Prefeita diz que garimpagem continua

    Prefeita diz que garimpagem continua

    Espigão do Oeste – A prefeita Lúcia Tereza dos Santos (PTB) disse que apesar do esforço da Polícia Federal em cumprir a lei, inibindo a ação de garimpeiros, a garimpagem na Reserva Indígena Roosevelt nunca foi totalmente paralisada. “Trata-se de uma missão impossível, mesmo com todo o preparo e idoneidade da Polícia Federal”, disse. Segundo ela, além dos índios ser favoráveis a exploração, os garimpeiros também estão desesperados pela falta de política no setor.

    De acordo com a prefeita, o garimpo representa geração de empregos diretos, indiretos e esperança para o País, além de muito otimismo. “Quando as riquezas naturais são exploradas de forma regular e organizada, os benefícios delas se estendem por longo prazo”, disse.

    Só conseqüências ruins

    Por enquanto, segundo a prefeita, o garimpo só trouxe conseqüências ruis para o município de Espigão do Oeste, o que poderia ser totalmente diferente com a legalização. “Basta dizer que tivemos que enterrar homens e mulheres trabalhadores, sem identidades”, disse a prefeita, se referindo ao massacre ocorrido dentro do garimpo, que resultou na morte de 29 garimpeiros.

    Entre outros pontos negativos da atual situação, a prefeita citou o fato da permanência de no mínimo 2 mil homens no município, na expectativa da legalização. Segundo ela, são cidadãos carentes de tudo, não só de recursos financeiros, mas também de conforto para o espírito. “Aí começam a beber e a gerar problemas, principalmente nas áreas de segurança e de saúde”, disse.

  • Bacia Amazônica

    Apesar de ter um quinto da água superficial do mundo, a Bacia Amazônica tem a população pior servida em matéria de abastecimento de água e esgoto de todo o País.

  • Índios e caboclos

    Índios e caboclos gostam da tartaruga para comer. As crianças, além de comer, gostam da tartaruga para brincar. Abrem um orifício no centro do casco, ali amarram um barbante e, pronto, a tartaruga pode ser puxada pelo quintal, como as crianças urbanas fazem com os carrinhos de brinquedos.

  • Insetos

    Com 30 milhões de espécies, os insetos foram o maior grupo de seres vivos na Terra, sem levar em conta bactérias e microrganismos. Na região Amazônia está um terço deles.

  • O ciclo da borracha (1879-1912)

    Durante o ciclo da borracha (1879-1912), a Amazônia foi responsável por quase 40% das exportações brasileiras. Manaus era a capital mundial da moda e de diamantes, e o seu teatro, com 700 lugares, foi construído na Europa e trazido de navio para ser montado no Brasil. Sob o calor de 40 graus, os ricaços usavam terno, gravata-borboleta e colete, imitando os ingleses. As mulheres vestiam-se com modelos parisienses.

  • O boto cor-de-rosa

    O boto cor-de-rosa é o maior predador das águas da Amazônia. Come entre 4 e 5 quilos de peixe por dia.