Categoria: Geral

  • Edital de nascentes recebe número recorde de projetos

    O Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) recebeu 254 projetos para recuperação e plantio de matas em nascentes e margens de rios, córregos e lagos em todo o País. Trata-se do maior número de propostas recebidas para um único edital nos 16 anos de funcionamento do fundo. Do total de projetos, 54 foram descartados por chegarem fora do prazo, que se encerrou em 9 de setembro, ou por problemas de documentação.

    Dos projetos pré-selecionados, cerca de 50 deverão ser contemplados com os R$ 20 milhões do edital. As propostas envolvem educação ambiental, plantio de árvores nativas no entorno de nascentes, olhos d´água e margens de rios, córregos e lagos, criação de viveiros de mudas e ainda estudos sobre qualidade e quantidade de água em bacias hidrográficas. Do total de recursos, R$ 7 milhões são destinados à Bacia do Rio São Francisco. Cada projeto selecionado deverá investir pelo menos 50% dos recursos na plantação de árvores.

    A escolha dos projetos será feita por um grupo técnico com representantes do MMA, MI, ANA, Embrapa e universidades, que se reunirá entre 17 e 22 de outubro, e em seguida pelo Conselho Deliberativo do FNMA. A publicação das propostas selecionadas deve ocorrer até novembro. Também será avaliada a possibilidade de que sejam obtidos mais recursos para garantir a execução de um maior número de projetos.

    Fonte: Ministério do Meio Ambiente

  • Comunidades se unem na busca de alternativas

    Vale do Guaporé – As comunidades residentes no entorno do Parque Nacional Serra da Cutia estão tendo participação direta na busca de alternativas para a melhoria de vida. Elas ajudaram a definir os projetos que serão desenvolvidos pelo Ibama, Fundo Brasileiro Para a Biodiversidade (Funbio) e órgãos gestores estaduais do meio ambiente.

    A execução dos projetos deve ter início no mês de outubro. Conforme a geógrafa do Ibama, Lílian Hangae, chefe do Parque Serra da Cutia, a finalidade do trabalho é a de buscar a validação do potencial para a geração de renda em atividades produtivas. Ela ressaltou que em dezembro de 2004 foi realizado uma reunião com as comunidades que residem no entorno do Parque, que engloba ribeirinhos, extrativistas, quilombolas e povos indígenas, para discutir as necessidades e alternativas para a sustentabilidade. “Cada comunidade levantou os principais problemas e juntos elegeram como prioridades a busca de alternativas na agricultura, no ecoturismo e no artesanato”, disse.

    De acordo com os levantamentos feitos pela equipe responsável pelo trabalho, a maior parte da produção agrícola é destinada ao consumo dos moradores e o restante a comercialização. Entre as principais dificuldades estão a falta de assistência técnica, inexistência de equipamentos e escoamento da produção. No ecoturismo ainda não existe uma ação isolada que possa tornar a atividade um sucesso. A criação de uma agência que possa ser gerida pela própria comunidade é uma alternativa. Quanto ao artesanato, nas comunidades extrativistas as casas são localizadas distantes uma das outras, o que dificulta a produção centralizada e o escoamento dos produtos. “Pretendemos criar um selo e um posto de venda para os produtos de todos os moradores”, disse a geógrafa.

    Serra da Cutia

    O Parque Nacional Serra da Cutia, criado em agosto de 2001, foi escolhido pelo Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) para dar início a execução das atividades de participação comunitária em suas zonas de amortecimento. O Parque abrange uma área de 283 mil hectares e está localizado no município de Guajará-Mirim, a sudoeste do Estado de Rondônia.

    O Serra da Cutia integra o corredor ecológico Guaporé/Iitenez-Mamoré (Brasil-Bolívia), e limita-se ao norte com as Reservas Extrativistas Estadual do Rio Pacaás Novos e Federal Barreiro das Antas, ao sul com a Reserva Extrativista Federal do Rio Cautário, ao leste com a Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e Seringal Perseverança (área particular) e ao oeste com as Terras Indígenas Guaporé e Pacaás Novos.

    Apesar de suas condições naturais serem propícias para o desenvolvimento de pesquisa científica, programas de educação ambiental e de turismo ecológico, a unidade ainda não está aberta para visitação e não possui infra-estrutura turística. As vias de acesso são de barco ou avião.

  • Artesanato com plantio próprio

    Artesanato com plantio próprio

    Artesanato com plantio próprio

    Costa Marques- Pedaços de madeira, palha, cipó, fibra e semente viram obras de arte nas mãos do artesão Bernardo José Pereira, de 58 anos. Ambientalista desde criança, ele tira todo o material de trabalho de seu próprio plantio. Numa área de 5 hectares, Seu Bernardo, como é conhecido no município, plantou 60 mil árvores de quase 5 mil espécies. Em seu quintal, há desde a menor orquídea do mundo até espécies de madeiras nobres, como o mogno.

    Os artesanatos são variados. Há abajur, redes, chaveiro, bolsa, caneta, copo, cesta, porta-retrato e outros tipos de peças. O material é vendido aos moradores do próprio município e aos poucos turistas que visitam o local.

    Seu Bernardo reside e trabalha no Parque Ecológico Lagoa Azul, localizado a 2 quilômetros da cidade de Costa Marques, na estrada do aeroporto

  • O peixe-boi

    O peixe-boi é um bicho com nome impróprio. Em vez de peixe, é um mamífero. Pode atingir meia tonelada e 3 metros de comprimento. Pasta nas campinas aquáticas. Um peixe-boi adulto pode devorar 50 quilos de capim por dia. Está sendo dizimado pela caça. A carne é muito saborosa e a banha dá um óleo excelente.

  • Amazônia Clássica

    Amazônia Clássica – É uma divisão política e geográfica, que inclui os seis estados num conjunto também conhecido como região norte: Amazonas, Roraima, Rondônia, Acre, Pará e Amapá. São aquelas unidades com predominância da floresta tipo hiléia.

  • Guaporé é o maior produtor de tartarugas

    Guaporé é o maior produtor de tartarugas

    Guaporé é o maior produtor de tartarugas

    A cada ano aumenta o número de nascimento de filhotes de quêlônios no Rio Guaporé, um dos maiores produtores destas espécies no Brasil. Em 2003 foi registrado o nascimento de 220 mil filhotes, enquanto que em 2004 este número subiu para 400 mil. O trabalho de fiscalização realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e por pessoas da comunidade, é apontado como o principal fator de contribuição para o aumento da quantidade dos animais.

    Os quelônios começaram a ser protegidos em 1976, por pessoas da própria comunidade, que se preocuparam com a rápida diminuição do número de animais. Cerca de 10 anos depois, o Ibama assumiu a coordenação do trabalho. No período de agosto a dezembro a equipe de fiscalização monta barracas nas praias onde há o maior número de desova, para proteger os animais adultos, seus ovos e seus filhotes. De acordo com o biólogo Fernando Raeder, responsável pelo projeto, as fêmeas começam a acampar na praia em agosto, para desovar no mês seguinte. Os filhotes começam a nascer somente em novembro. “Montamos as barracas na ilha, para não incomodá-las na praia”, explicou.

    A maior perseguição às tartarugas, segundo Fernando, ocorre na época do acampamento delas. As pessoas procuram os animais e os ovos, tanto para comer, quanto para comercializar. A multa para quem for pego com qualquer uma das espécies é de 500 reais por animal. Além de numerar os ninhos, a equipe de fiscalização conta os filhotes, para ter controle do número de nascimentos.

    Sobrevivência não chega a 50%

    Menos da metade dos filhotes dos quelônios consegue sobreviver. Além da depredação humana, existem os riscos provocados por animais maiores e por outros fatores naturais. O tempo que uma tartaruga leva para chegar a maturidade sexual também contribui para que a espécie continue em extinção. “Uma tartaruga leva no mínimo 10 anos para começar a reproduzir”, disse o biólogo.

    Se não houvesse depredação, segundo o biólogo, existiriam não só mais tartarugas, mas também animais maiores, já que um reptil nunca pára de crescer. Além disso, quanto mais velha, maior a tartaruga fica e quanto maior, mais ela bota. “Ela pode viver e reproduzir por mais de 100 anos”, afirmou.

  • Amazônia fora do crédito de carbono

    Amazônia fora do crédito de carbono

    A Amazônia brasileira não será beneficiada pelo mercado de crédito de carbono definido no Protocolo de Quioto. Pelo menos não neste primeiro momento, já que ainda não são aceitos projetos para crédito baseado em desmatamento evitado, o que seria o grande trunfo em potencial da região na diminuição do efeito estufa. Apesar de ser, no atual estágio, insuficientes para conter o agravamento da temperatura global, os créditos de carbono são considerados de grande importância para o mundo. Os resultados da primeira fase servirão para ajudar a convencer os países a concordar em diminuir as emissões futuras de gás-carbônico. Acompanhe abaixo entrevista sobre o assunto com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Philip Fearnside, PhD em ecologia.

    Amazônia a Vista – O que é crédito de carbono?

    Philip Fearnside – Crédito de carbono é a contabilidade de quantas toneladas de carbono (o elemento que, em forma de gás-carbônico provoca o efeito estufa) foram retiradas ou mantidas fora da atmosfera. Sendo que países industrializados que assumiram compromissos sob o Protocolo de Quioto precisam limitar as suas emissões de gases de efeito estufa, ou por medidas domésticas (muitas das quais seriam caras se implementadas em grande escala) ou por compra de créditos de carbono de outros países, por exemplo, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), criado pelo Protocolo de Quioto para possibilitar projetos em países como o Brasil. O crédito de carbono, portanto, vale dinheiro.

    Amazônia a Vista – Qual o estágio deste mercado no Brasil. Está em vigor desde quando?

    Philip Fearnside – O mercado de carbono está funcionando desde que o Protocolo de Quioto entrou em vigor, em fevereiro deste ano. A principal limitação para possíveis projetos na Amazônia brasileira é o fato que foi decidido em 2001 de que, para o primeiro “Período de Compromisso” (2008-2012), não seriam aceitos projetos para crédito baseado em desmatamento evitado, o que seria o grande trunfo em potencial da Amazônia na mitigação do efeito estufa. Existe uma proposta para contornar isto com uma abertura para permitir projetos iniciados agora de gerar crédito que seria válido no segundo período de compromisso (2013-2017). As negociações sobre o segundo período devem começar no final de novembro deste ano.

    Amazônia a Vista – Como é o funcionamento deste crédito? Qual o benefício para o setor público?

    Philip Fearnside – O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo já está funcionando. No Brasil, é o Ministério de Ciência e Tecnologia que é responsável pelo escritório nacional do MDL que aprova os projetos a serem entregues à sede internacional, que é subordinado a Convenção Quadro sobre Mudança do Clima, em Bonn, Alemanha. Por enquanto os projetos são para atividades como plantar árvores, capturar metano emitido por lixões e aumentar a eficiência do uso da energia (não para desmatamento evitado). Todos estas atividades são compatíveis com os objetivos do setor público, e obviamente ficam mais atraentes para o País quando custeados pelo dinheiro do carbono e não pelos contribuintes brasileiros.

    Amazônia a Vista – E para as empresas privadas. Quantas delas, ou de que setor já estão sendo beneficiadas?

    Philip Fearnside – Por enquanto está apenas iniciando. São empresas para reflorestamento (sobretudo para carvão vegetal para uso em siderurgia), empresas de energia e de aparelhos que usam energia, além de organizações não governamentais interessadas em recuperar a mata atlântica.

    Amazônia a Vista – Quais os países que já estão negociando o crédito com o Brasil?

    Philip Fearnside – Tem projetos em preparação pelo menos de grupos nos EUA e na França. Provavelmente existem outros também.

    Amazônia a Vista – Quanto o mercado de crédito de carbono deve movimentar, em média, por ano no Brasil?

    Philip Fearnside – Isto ainda é uma incógnita. O MDL em geral, ao nível internacional, tem tido um começo lento com a sede internacional, não conseguindo aprovar projetos num ritmo suficiente para atender a demanda para crédito de carbono entre os países europeus. O resultado é uma explosão do preço do crédito de carbono, que já é tão alto que o custo de comprar o crédito de carbono para compensar uma nova usina termelétrica movida a carvão é maior do que o custo do próprio carvão queimado pela usina. Talvez o MDL possa conseguir se agilizar mais no futuro, aumentando o volume de crédito disponível. Obviamente, o preço representa um equilíbrio entre a oferta e a demanda e a quantidade que o Brasil consegue abocanhar depende da capacidade de propor projetos elegíveis.

    Amazônia a Vista – O proprietário rural que manter suas matas, ao invés de fazer o desmatamento, poderá ser beneficiado com o crédito de carbono?

    Philip Fearnside – Futuramente se espera que isto aconteça. Por enquanto, não há como fazer isto por meio do Protocolo de Quioto. Deve-se lembrar que existem também outros mercados de carbono, para países que têm impostos nacionais sobre emissões, para empresas nestes países ou que querem diminuir emissões como medida de propaganda e relações públicas, e para estados e cidades individuais (inclusive nos EUA, país do próprio George Bush que recusou a ratificar o Protocolo de Quioto em 2001).

    Amazônia a Vista – Onde a Amazônia se encaixa neste processo. Quais as vantagens do crédito de carbono para a Amazônia Brasileira?

    Philip Fearnside – A Amazônia brasileira tem uma grande vantagem para futuros programas de diminuição de desmatamento porque existe muita perda de floresta (e emissão) aqui hoje, e porque a quantidade de floresta ainda em pé é grande e portanto, a quantidade de desmatamento evitado poderia ser grande também. Também é muito importante que o grosso do desmatamento na Amazônia é para pastagem, que traz pouco benefício econômico e não é necessário para alimentar a população humana da região. Em outros países tropicais, onde a população passaria fome se não fosse desmatar, a oportunidade para diminuir o desmatamento é muito menor.

    Amazônia a Vista – O meio ambiente e as camadas mais pobres da população serão beneficiados por esse mercado?

    Philip Fearnside – Sim, mas poderia ter sido muito melhor neste sentido. O nível de conhecimento e investimento necessário para conseguir aprovar um projeto de MDL é tanto que indivíduos pobres dificilmente vão conseguir fazer, embora cooperativas deles e ONGs ligadas a eles poderiam vencer estas barreiras. O tipo de projeto também não ficou tão direcionado aos pobres como poderia ter sido. O artigo 12 do Protocolo de Quioto, que criou o MDL em 1997, exige que todos os projetos estejam contribuindo ao “desenvolvimento sustentável”. Isto foi visto na época como uma oportunidade para exigir que os projetos conformassem a padrões uniformes internacionais no que se refere à definição de “desenvolvimento sustentável”, assim barrando projetos com impactos negativos sociais e ambientais. No entanto, nas negociações posteriores ficou decidido que a definição de “desenvolvimento sustentável” ficaria a cargo de cada país, assim efetivamente anulando esta exigência sobre o MDL. Já que cada país decide sobre desenvolvimento sustentável, qualquer projeto entregue pelo escritório nacional do MDL para aprovação da sede da Convenção automaticamente tem a homologação de representar “desenvolvimento sustentável”.

    Amazônia a Vista – O crédito não dará direito aos países desenvolvidos de continuar poluindo?

    Philip Fearnside – O crédito dá ao país comprador o direito de emitir a quantidade correspondente de carbono. No entanto, desde que a contabilidade de carbono seja baseada na realidade, a quantidade de emissão evitada pelo projeto que gerou o crédito vai ser pelo menos igual (e geralmente maior) que a quantidade que o crédito permite ser emitido. Assim, leva a um ganho para o meio ambiente e uma diminuição global da emissão de gases de efeito estufa.

    Amazônia a Vista – Quem é responsável pelo controle deste mercado?

    Philip Fearnside – O mercado é supervisionado pela Convenção Quadro sobre Mudanças do Clima, da Organização das Nações Unidas (UN-FCCC).

    Amazônia a Vista – Os créditos de carbono são mesmo eficazes na redução do efeito estufa?

    Philip Fearnside – Os créditos de carbono na atual fase do Protocolo de Quioto são completamente insuficientes para conter o agravamento do efeito estufa. No entanto, precisa começar fazendo alguma coisa para combater as mudanças catastróficas no clima global que já estão começando a ficar evidentes. As experiências ganhas nesta primeira fase vão ser muito importantes para ajudar a convencer os países a concordarem em diminuir as emissões futuras de uma maneira mais drástica, para ter um efeito substancial sobre a temperatura global. Portanto, os projetos que gerem crédito de carbono hoje têm uma importância muito além do benefício imediato em termos de mitigar o efeito estufa.

  • Pirarucu

    O maior peixe do mundo, o pirarucu, é encontrado no Amazonas e atinge até 2,5 metros de comprimento e 250 quilos.

  • As florestas inundadas

    As florestas inundadas ocupam cerca de 8% do bioma amazônico, tendo como principal característica a flutuação cíclica dos rios, que podem atingir até 14 metros, entre as estações periódicas de grandes áreas ao longo de suas margens.

  • A maior fábrica de alumínio do continente

    A maior fábrica de alumínio do continente é a Albrás, formada pela Companhia Vale do Rio Doce e um consórcio japonês, a 40 quilômetros de Belém, no Pará, em atividade desde 1985, e que, sozinha, é responsável por 1,5% de todo consumo de energia do Brasil.