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  • Estrada vira patrimônio nacional

    Porto Velho – A Estrada de Ferro Madeira Mamoré (EFMM) será tombada como patrimônio histórico nacional. A cerimônia de tombamento será realizada no dia 10 de novembro, no Rio de Janeiro. O anúncio foi feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

    O processo de tombamento da EFMM tramita no IPHAN há cerca de 10 anos. Nos últimos dois, passou a ser defendido também pelo deputado federal Eduardo Valverde (PT-RO). “Finalmente a estrada de ferro teve sua importância e valor histórico reconhecidos, o que significa uma grande vitória para o povo de Rondônia”, afirmou o deputado.

    Segundo Valverde, o tombamento representa mais uma ação de recuperação da importância histórica da EFMM. “É mais uma conquista do povo de nosso Estado, que via na destruição do acervo da ferrovia, um descaso para com a memória de todos aqueles que

    participaram, inclusive com suas vidas, da construção da obra”, disse.

  • Leite de seringueira vira tecido

    Vale do Anari – Os seringueiros do Vale do Anari e do município de Machadinho do Oeste, em Rondônia, encontraram uma forma de explorar economicamente as seringueiras nativas das reservas extrativistas da região, sem prejudicar o meio ambiente. Eles extraem o látex in natura das árvores e o aplicam numa base de pano, fabricando o material que está sendo chamado de tecido da floresta. O produto foi a evolução do saco defumado, tradicionalmente usado pelos seringueiros.

    O tecido da floresta se destaca pela beleza e pela versatilidade, podendo ser usado na confecção de roupas, nos acessórios de modo em geral e na decoração de ambientes. De acordo com o presidente da Cooperativa dos Povos da Floresta da Amazônia, Erni Santos Lima, a durabilidade média do tecido é de cinco anos. Cada manta, medindo aproximadamente 0,80 x 1,20 m, custa R$ 20,00.

    Mercado da floresta

    O tecido fabricado pelos seringueiros de Rondônia será exposto na Feira Mercado da Floresta, que será realizada no período de 5 a 8 de novembro, na oca do Ibirapuera, em São Paulo.Também estarão participando da feira expositores do Acre, do Tocantins, do Amazonas, de Roraima, do Amapá e do Pará, com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (Sebrae).

    Além do tecido da floresta, Rondônia participará da Feira com as biojóias, que estão se tornando atrativas para consumidores e empresas do ramo de arte e de artesanatos. Também será apresentado o mel de abelhas, que está em processo de franca expansão. Entre as finalidades da feira está a de mostrar o que economicamente se consegue com a preservação ambiental.

  • PF realiza Operação Bandido

    Vista Alegre do Abunã – A Polícia Federal deu início à mais uma operação de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia. O trabalho, que recebeu o nome de Operação Bandido, foi iniciado no dia 29 de outubro e não tem prazo para ser encerrado. Por enquanto as ações estão sendo desenvolvidas nos municípios de fronteira dos estados de Rondônia e do Amazonas.

    A operação está sendo coordenada pelo delegado da Polícia Federal, Mauro Spósito. Segundo ele, além do desmatamento ilegal, o trabalho visa combater a grilagem de terras, o trabalho escravo e outros crimes ambientais. Até esta terça-feira, dia 1º de novembro, nenhuma pessoa havia sido presa. Já haviam sido apreendidos, no entanto, motoserras, caminhões e tratores.

    A operação já vinha sendo planejada há meses pela Coordenação de Operações Especiais de Fronteiras da Polícia Federal, mas foi deflagrada de forma surpresa na região. “Os crimes já foram constatados, mas as investigações ainda estão em andamento”, disse um dos delegados que participam da operação.

  • Quilombolas formam vila

    Quilombolas formam vila

    Quilombolas formam vila

    Vale do Guaporé – Às margens do Rio Guaporé, no município de São Francisco, em Rondônia, está localizada a Comunidade de Santo Antônio, formada por descendentes de quilombolas de um antigo Quilombo. 16 casas de palha abrigam 104 pessoas de uma mesma família. “Aqui quem não é neto, é sobrinho, primo ou cunhado de alguém”, disse o jovem Roberto Lopes Barros, líder da comunidade.

    Casas deixadas por seus moradores com portas e janelas abertas dão sinais da tranqüilidade existente no local. “Vivemos em harmonia. Aqui não sabemos o que é criminalidade”, disse Roberto. A maior dificuldade enfrentada, segundo os moradores, sempre foi o fato da comunidade estar localizada em área de reserva biológica, o que impedia o trabalho no plantio e na comercialização de produtos agrícolas. Com o recente reconhecimento como Comunidade Quilombolas, a expectativa é a de que a vida em Santo Antônio possa melhorar. Entre outras dificuldades, está o atendimento na área de saúde, que é prestado somente em Costa Marques. O acesso até a cidade é somente pelo rio. “Gastamos 2h30min de barco voadeira para chegar a Costa Marques”, informou Roberto.

    Quanto à preservação da área, Roberto disse que não será prejudicada. Segundo ele, a intenção é a de transformá-la em reserva extrativista, de forma que a comunidade possa viver não só da pesca e da mandioca, mas também do cultivo de produtos como arroz e feijão e da exploração do potencial turístico do local. “Queremos segurança para poder viver aqui, sem estarmos preocupados com a possibilidade de receber, de repente, uma ordem de despejo”, disse.

    Os que chegam de fora

    Os únicos moradores que não nasceram em Santo Antônio, são os que se deslocaram para o local após casar-se com um dos descendentes de quilombolas. A professora da escola da comunidade, Rosália Coelho Aranha, é uma destas pessoas. Ela dá aula para 15 alunos de 1ª a 4ª série, que estudam numa mesma sala e num único expediente.

    Os irmãos Romão e Epifânio Lopes Calasans, de 64 e de 68 anos, são os descendentes de quilombolas mais antigos de Santo Antônio. Eles acreditam que o número de moradores, que diminuiu com o passar dos anos, volte a crescer, já que a comunidade deixou de ser reserva biológica. “Estudei nesta escola. Na época éramos em 86 alunos”, disse Romão. Satisfeito com a vida que leva, ele não pensa em deixar o local. “Meus pais nasceram aqui. Eu nasci aqui e esta sempre será a minha terra”, afirmou.

  • Aspec contra a pesca predatória

    Aspec contra a pesca predatória

    Aspec contra a pesca predatória

    Cacoal – A Associação Ecológica Amigos da Pesca de Cacoal (Aspec) está desenvolvendo um trabalho de conscientização sobre a pesca predatória. A Aspec foi fundada em 1999, por um grupo de pescadores. Dados da associação mostram que a quantidade de peixes dos rios da região diminuiu cerca de 60% nos últimos cinco anos, em virtude da pesca predatória.

    A conscientização sobre a pesca predatória tem sido a principal meta da Aspec. Segundo o presidente Celso Adame, os sócios vão orientando os amigos, que acabam orientando outras pessoas e assim a conscientização vai atingindo um grande número de pessoas. Ele lembrou que a época de pesca amadora será encerrada no dia 15 de novembro e quem for pego pescando depois desta data será multado em cerca de 300 Ufirs, além de ter o barco e seus demais materiais apreendidos. “Não usar materiais proibidos, evitar pescar grandes quantidades e soltar espécies fora das medidas são algumas das atitudes que podem prevenir a pesca predatória”, disse.

    Entre os objetivos da Aspec também está o de preservar o Rio Machado, reflorestar as margens dos rios da região e realizar campanhas sobre os prejuízos causados pelo lixo ao meio ambiente. “O que deve importar para o pescador não é a quantidade de peixes e sim o respeito e a convivência com o meio ambiente”, afirmou o presidente.

  • Pesca proibida a partir de novembro

    Pesca proibida a partir de novembro

    Pesca proibida a partir de novembro

    Brasília (DF) – A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou instrução normativa definindo períodos e regras para o defeso na Bacia do Rio Amazonas, Ilha do Marajó, e bacias dos rios Araguari, Flexal, Cassiporé, Calçoene, Cunani e Uaça, no Amapá, para a temporada 2005/2006. O texto foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, dia 19.

    A proibição da pesca atinge inclusive rios afetados pela seca. “A medida é adotada todos os anos pelo governo, independentemente do nível de água nos rios, para proteger a reprodução de muitos peixes. Esse ano, no entanto, o respeito ao defeso será fundamental para a recuperação dos estoques em mananciais que sofreram com a estiagem”, disse Simão Marrul, gerente de Recursos Pesqueiros do MMA.

    A proibição da pesca será de 3 de novembro e 15 de março de 2006, ocorrendo em épocas diferentes para cada estado (tabela abaixo). Também serão suspensos campeonatos e gincanas de pesca. A Instrução Normativa 43/2005 define, ainda, uma série de espécies por estado cuja captura será proibida. O objetivo, conforme Marrul, é fazer com que esses peixes possam se reproduzir e, na próxima temporada, garantir o sustento de muitas famílias e atividades econômicas que dependem diretamente da pesca.

    Durante a piracema, serão permitidas apenas a captura de peixes com fins científicos autorizada pelo Ibama e também a pesca com linha ou vara de mão.

    A partir da determinação do período de defeso, os pescadores artesanais terão direito ao seguro desemprego, como previsto na Lei 8287/1991.

    Período de defeso por estado

    Mato Grosso – de 3 de novembro a 28 de fevereiro de 2006

    Acre – de 15 de novembro a 15 de março de 2006

    Amazonas – de 15 de novembro a 15 de março de 2006

    Pará – de 15 de novembro a 15 de março de 2006

    Rondônia – de 15 de novembro a 15 de março de 2006

    Amapá – de 15 de novembro a 15 de março de 2006

    Roraima – de 1º de março de 2006 a 30 de junho de 2006

    Ilha do Marajó – de 1º de janeiro de 2006 a 30 de abril de 2006

    Bacias de Araguari, – de 15 de novembro a 15 de março de 2006

    Flexal, Cassiporé,

    Calçoene, Cunani e Uaça

  • A Amazônia chora e pede socorro

    Observe a bela perfeição que é a nossa complexa região. Se um elo no seu ciclo for quebrado ou mesmo levemente alterado, estamos sujeitos a mudanças bruscas no seu comportamento. A Amazônia vem dando sinais de que as coisas no seu interior não estão ocorrendo dentro do padrão preestabelecido (muito desmatamento, implantação de monocultura, e outras atividades que estão sendo impostas para servir de modelo para a região) e nós não estamos ou não queremos compreender os seus reclamos.

    As coisas ainda não estão tão catastróficas, porém temos que fazer alguma coisa. Só depende de nos! Enquanto não aprendermos a usar sem abusar da Amazônia, a tendência é de piorar, ou talvez chegarmos a uma completa e total mudança no comportamento do seu ciclo hidrológico. Se isso acontecer! Nós estaremos diante de um quadro devastador e irreversível. A Amazônia completamente alterada e modificada pelo modelo econômico imposto.

    Devemos pensar e começar a desenvolver um novo modo de vida, um novo modelo de desenvolvimento para nossa região, sem que tenhamos de devastá-la. Ela tudo nos oferece e o que necessitamos é aprender usá-la. E usar de modo SUSTENTAVEL para que ela possa também prover o seu próprio sustento.

    Essa seca que esta ocorrendo em nossa região, provavelmente seja um reflexo do que vem acontecendo com o desenvolvimento até agora imposto – o do lucro fácil – sem que se observe a real utilidade que representa a Amazônia no contexto global. O Governo continua a igualar desiguais como iguais. As características geoquímicas, químicas e hidrológicas, são completamente diferentes das demais regiões do país. Os ciclos biogeoquímicos e hidrogeoquímicos, seguem um padrão genuinamente Amazônico, susceptíveis de sofrerem modificações com as alterações causadas em seus ecossistemas. São ecossistemas frágeis, porém, perfeitamente adaptados ao meio ambiente.

    Necessitando de uma melhor compreensão por parte das pessoas que formulam as políticas voltadas para a Amazônia. O modo de vida, o saber regional, não é levado em consideração. Procura-se impor um desenvolvimento que não condiz com a complexidade da realidade amazônica. A água é vida! É a vida da região Amazônica. Sem ela não se faz nada.

    Os problemas são enormes, modifica completamente o modo de vida das pessoas que moram no interior do Estado. Cidades estão isoladas (se em outros Estados é a água que isola as comunidades, aqui é a sua falta), não existe comunicação (meio de transporte completamente alterado), saúde deficitária, falta alimento, mortalidade incalculável de peixes, não existe saneamento, colégios fechados, ETC, ETC, ETC, … É um panorama triste de se vê e de viver. Muda completamente o paisagismo, onde ontem existia água, agora é o solo (leito do rio, lago) ressecado, é o preço que temos que pagar por políticas impostas e por modelos de desenvolvimento que não estão adequadamente corretos.

    A Amazônia chora, pede socorro, e nós temos que pagar pelos erros de nossos governantes. Até quando ela suportará os desmandos! A falta de investimento! E até quando vai a incerteza do Governo, no equacionamento de uma política genuinamente voltada para a Amazônia? Será que a Amazônia também não é Brasil?

    O Governo Federal precisa sair de seu populismo medíocre! Só existe dinheiro quando as coisas chegam a alcançar o grau de CALAMIDADE PÚBLICA. As soluções existem, só necessitam de vontade, inteligência e muito investimento na EDUCAÇÃO e PESQUISA para se alcançar o resultado. Sem isso, a Amazônia vai continuar a chorar, vai continuar a pedir socorro e o preço a ser pago será muito elevado.

    Sergio Roberto Bulcão Bringel

    Químico, doutor em Agronomia na área de Concentração de Solos e Nutrição de Plantas

    Especialista em Hidrogeoquímica, voltada para a Região

    Amazônica.

    Coordenação de Pesquisa em Clima e Recursos Hídricos CPCRH/INPA

    [email protected]

  • ONG quer preservar a água

    Cacoal – A Organização Não Governamental (ONG) H2O Amazônia Ambiental, criada há cerca de um ano, com o objetivo de combater a agressão ao meio ambiente, elegeu a água como prioridade de trabalho. Os membros da entidade estão mapeando todas as informações em relação aos recursos hídricos da região. “Decidimos priorizá-la, porque estamos cientes de que trata-se de uma riqueza local que não recebe a devida atenção”, disse o presidente da H2O, Jaridson Costa.

    A ONG é formada por 15 pessoas, representando vários segmentos sociais do município. Segundo o presidente, a criação da entidade foi motivada pela intenção de um grupo de pessoas em preservar um berçário de aves existente no Igarapé Tamarupá, afluente do Rio Machado, que corta a região de Cacoal, município sede da entidade. O local é considerado um santuário ecológico.

    De acordo com o presidente, a ONG é formada por pessoas sensíveis as urgências da comunidade local, a partir da defesa do Rio Machado, “que é um dos tributários do Amazonas, o maior rio do planeta, que tem também a maior bacia hidrográfica e o maior sistema aquático de rios do mundo”.

    Campo de pesquisa

    Segundo o presidente da H2O, a ONG visa também fomentar dados no campo da pesquisa em outras cidades e estados da região norte e centro oeste. “Isto já está se desenhando através de um consórcio de municípios afetados pelos mesmos problemas e com mesmo potencial de organização, tanto pela sociedade quanto pelos governos locais”, afirmou.

    Entre os compromissos firmados pela ONG, está o de promover a compreensão dos problemas sócio-ambientais no Estado de Rondônia que, junto com os Estados do Pará e do Mato Grosso, formam o chamado arco do desflorestamento, possuindo a maior área de degradação da floresta amazônica. “Com a responsabilidade de contribuir para transformações nas atitudes ecológicas, tendo como marco norteador a educação ambiental, a H2O vem trabalhando com as multidimensões geográficas, históricas, biológicas e sociais, considerando o ambiente amazônico como um todo”, disse.

  • Chacareiros denunciam morte de peixes

    Chacareiros denunciam morte de peixes

    Chacareiros denunciam morte de peixes

    Cacoal – Proprietários de chácaras localizadas nas proximidades da

    Cidade estão revoltados com a poluição de um igarapé que corta 17 pequenas propriedades e deságua no Machado, um dos principais rios do Estado de Rondônia. A poluição estaria causando a morte de peixes e de outros animais que consomem a água do igarapé. A suspeita é a de que o problema esteja sendo causado por produtos que estariam sendo lançados ao rio, por um frigorífico existente nas proximidades.

    O problema se agravou neste final de semana, quando os chacareiros

    encontraram uma grande quantidade de peixes mortos na superfície das águas. Sem oxigênio, muitos deles chegavam a se amontoar, ainda com vida, as margens do rio, onde acabavam morrendo. "Os produtos químicos que estão sendo jogados aqui estão matando nossos peixes e nosso rio", disse José Aparecido Ferreira, um dos prejudicados.

    De acordo com os chacareiros, o problema se arrasta por dois anos. Eles

    informaram que o caso já foi comunicado à Secretaria Municipal e à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sedam), mas ainda não foi solucionado. A poluição do rio estaria causando também a morte do gado que consome a água do local. "Já morreram três cabeças de gado minhas e há outras doentes", disse Wilson Teixeira, que também é dono de chácara na região.

    Visita ao igarapé

    Procurados novamente, o secretário municipal de Meio Ambiente, Jorge

    Murer e o gerente da Sedam, Edson Vander Lenzi, estiveram na área atingida e puderam constatar pessoalmente a poluição do rio e a morte dos peixes. Eles afirmaram que vão investigar a causa e buscar uma solução para o problema.

    A visita ao igarapé foi acompanhada pelos membros da Organização Não

    Governamental (ONG) H2O, que se uniram a causa dos chacareiros. O caso

    deverá ser denunciado ao Ministério Público.

  • Análise mostra poluição de rio

    Análise mostra poluição de rio

    Análise mostra poluição de rio

    Ji-Paraná – Um laudo pericial realizado a pedido do Ministério Público, mostrou que as águas do Rio Machado, na região urbana de Ji-Paraná, são impróprias para o consumo e para recreações de contato primário, onde há possibilidade de ingestão de água. A análise detectou que as águas ultrapassam os índices bactereológicos permitidos – acima de 1.000 coliformes fecais e 5.000 coliformes totais por 100 mililitros. A maior parte do esgoto da cidade é lançada no rio.

    O laudo foi elaborado pelo geólogo Roberto Corder e pelo engenheiro agrônomo João Alberto Ribeiro, assessores técnicos do Ministério Público. De acordo com o promotor Alan Castiel Barbosa, curador do meio ambiente, o trabalho de fiscalização está sendo desenvolvido com o apoio do Ibama, da Sedam e da Caerd, que é a empresa responsável pelo fornecimento de água no município. Segundo ele, além dos danos ao meio ambiente, a poluição pode causar doenças aos moradores que consomem a água e o peixe do rio, além dos que usam o local como recreação. Apesar da fonte da água distribuída no município ser o Rio Urupá, muitas pessoas, a exemplo dos moradores ribeirinhos, consomem a água do Machado.

    Problema antigo

    O próximo passo agora, segundo o promotor, será reunir representantes do Ministério Público, do Ibama, da Sedam, da Prefeitura, da Caerd e de outras entidades ligadas a área social e ao meio ambiente, para tentar resolver o problema. Ele disse que a fiscalização deverá ter continuidade e que deverão ser encontradas saídas definitivas. Uma delas seria fazer com que o esgoto deixasse de ser lançado ao rio.

    O promotor esclareceu, porém, que a princípio o Ministério Público não vai impor nada. A idéia é conversar e tentar encontrar uma solução junto com as demais entidades envolvidas. “É um problema antigo, que está prejudicando pessoas carentes e o meio ambiente, então temos que entrar em consenso e tentar solucioná-lo”, disse.