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  • Atingidos por barragem fazem passeata em Porto Velho

    Porto Velho/RO – Sensibilizar as autoridades da necessidade de fornecimento de energia elétrica com tarifas reduzidas. Com este ideal, cerca de 250 manifestantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) realizaram, na manhã desta quarta-feira, dia 26, uma caminhada pelo centro de Porto Velho, marcha que foi encerrada com reunião na sede das Centrais Elétricas de Rondônia e ainda não teve resultado divulgado.

    Os manifestantes propõem que famílias de baixa renda e que consomem até 100 megawatts/mês não paguem a conta de energia elétrica. “O Brasil tem a quinta tarifa mais cara de todo o mundo e é o que menos gasta para produzir”, afirma Estefânia Monteiro, uma das coordenadoras do movimento. A diretoria do MAB também defende que a medida seria uma forma de beneficiar as comunidades deslocadas da Vila São Pedro e Cachoeira de Samuel para o município de Candeias do Jamari e Triunfo, quando começou a construção da usina Samuel há 24 anos e critica a construção das usinas Jirau e Santo Antônio, na região de Porto Velho.

    De acordo com Estefânia Monteiro, o movimento é contra a forma como foi elaborado o projeto de construção das usinas e afirma que a real intenção das autoridades é tornar o rio navegável. “As hidrelétricas serão só lucro”, diz. Ela critica, ainda, o fato de o projeto afirmar que não existe produção agrícola nas margens do rio.

    De acordo com ela, o MAB já indagou Furnas, empresa responsável pelas obras junto à Odebrecht, e ela não respondeu como ficarão as famílias ribeirinhas sem a agricultura e a pesca. “Em vários lugares onde foram feitas barragens, inúmeras espécies de peixes também desapareceram”, informa.

    O MAB é um movimento nacional presente em 15 estados do País. Surgiu a partir da necessidade das famílias atingidas por barragens lutarem por seus direitos.

  • Sete madeireiras são fechadas em Nova Mamoré

    Nova Mamoré/RO – Uma operação denominada “Rondônia Legal” culminou com a apreensão de 60 toneladas de equipamentos, avaliados em mais de R$ 1milhão. O material pertencia a cinco madeireiras completas e duas pequenas, também chamadas ‘pica-pau’. As empresas funcionavam de maneira ilegal na BR-421, nas proximidades da reserva Pacaás-Novos e distrito de Jacinópolis, no município de Nova Mamoré, a cerca de 350 quilômetros de Porto Velho.

    A quantidade de madeira apreendida na operação também é assustadora: 2.800 metros cúbicos – equivalente a 150 caminhões carregados com o produto – A madeira continua no local de apreensão e possui destino incerto: pode ser leiloada ou doada à entidades sem fins lucrativos, segundo o Ibama.

    Quanto aos equipamentos, somente na segunda-feira, sete caminhões descarregaram peças como máquinas de solda, compressores, bombas e grupos geradores (usados para o corte ilegal de madeiras) no 5º BEC, Batalhão de Engenharia e Construção. Na manhã de terça-feira foram descarregados mais dois geradores no 5º BEC, que atua como fiel depositário e onde os equipamentos ficarão até que o destino seja decidido pela Justiça Federal. A operação teve início no dia 17 e a previsão é de que seja encerrada nesta quinta-feira, (27).

    A operação atende uma liminar da 2ª Vara de Justiça Federal, que diz respeito a crimes ambientais e de acordo com a superintendente substituta do Ibama, Nanci Maria Silva, a determinação é que o instituto retire todos os instrumentos causadores de danos ambientais existentes na área. Entre o material apreendido existem drogas e veículos roubados, além de madeiras em tora e serradas, encontradas nos pátios das madeireiras.

    Segundo o chefe do Núcleo de Operações Especiais da PRF, inspetor Régis, a ação é voltada para o combate de todos os tipos de criminalidade na região, inclusive apropriação indevida de terras da União.

    Mais de cem pessoas trabalham na operação coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI), que inclui órgãos estaduais e federais, como Polícias Rodoviária Federal, Federal, Militar, Militar Ambiental e Civil, Ibama, Incra, Exército, Secretaria de Desenvolvimento Ambiental, Funai e Sistema de Proteção Ambiental da Amazônia.

    Fonte:Amazoniaavista.com

  • Repasse de R$ 1,5 milhão garante Roosevelt fechado

    Espigão do Oeste/RO – O Ministério da Justiça deverá liberar R$ 1,5 milhão para a Fundação Nacional do Índio (Funai) com a finalidade de atender a necessidade básica dos índios Cinta Larga e evitar a extração de diamantes na Reserva Roosevelt. Os recursos devem ser liberados até o final deste ano. No decorrer desse período será elaborado um projeto para manutenção futura dos indígenas que vivem na região.

    A informação é do procurador da República, Reginaldo Pereira da Trindade, que representou o Ministério Público Federal, numa comitiva formada por integrantes da Funai, Funasa, indigenístas e lideranças indígenas, neste final de semana, numa aldeia Cinta Larga. A finalidade da visita à aldeia foi vivenciar a experiência dos indígenas e discutir propostas de alternativas econômicas e etnia, para evitar a extração ilegal de diamantes na área.

    De acordo com o procurador, os índios Cinta Larga reclamam a falta de assistência médica, educação, transporte e auxílio nas demais áreas, por isso permitiam, segundo eles, a entrada de garimpeiros na reserva e recebiam determinado percentual da extração, para custear despesas médicas e manutenção. Para evitar este tipo de procedimento, os Cintas Largas sugeriram que o Estado ou a União entre com contra partida. “O envio do recurso é uma medida emergencial, pois a situação dos indígenas é realmente complicada”, afirma o procurador.

    O garimpo

    O garimpo Roosevelt deve permanecer fechado, uma vez que está intensificada a vistoria da Polícia Federal na área. “Todas as entradas do garimpo estão sob vigilância e está impedida a entrada de combustível e máquinas. Sozinho o garimpeiro não consegue fazer nada”, explica Trindade.

    Além da fiscalização da polícia, há uma base móvel com servidores da Funai, monitorando a região. A proposta futura é contratar os próprios indígenas para realizarem a vigilância.

    Os projetos

    Para promover a manutenção futura dos Cinta Larga há várias propostas, inclusive a de criação de gado, peixes ou mesmo atividades ligadas à agricultura, através do plantio de produtos que possam ser comercializados fora das aldeias.

    Inicialmente será repassado um valor, que deve entrar no orçamento da União no próximo ano, para viabilização dos projetos, mas a idéia é que de forma gradual os indígenas alcancem independência financeira. Todos os valores repassados serão administrados pela Funai, sob controle de lideranças Cinta Larga.

    Comitiva

    Além do procurador Reginaldo Pereira da Trindade estiveram presentes o procurador geral da Funai, Luís Fernando Villares da Silva, a indigenísta Maria Inês Hargreaves, demais representantes da Funai e Funasa, além de lideranças indígenas.

  • Sueco compra parte da selva Amazônica

    Brasília/DF – A Comissão da Amazônia aprovou, no último dia 3, requerimento solicitando que os ministros do Meio Ambiente, da Defesa, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e o Presidente do Incra se pronunciem sobre a compra de 161.874 hectares de terras pelo sueco Johan Eliash, às margens do rio Madeira, no estado do Amazonas.

    O sueco comprou os 161.874 hectares à título de Projeto de Manejo de Florestas, pagando U$ 8 milhões. O comprador já ganhou até certificado de preservação do Incra.

    A deputada federal Maria Helena (PSB/RR) defendeu a aprovação do requerimento, argumentando que não é plausível que o país imponha restrições para a compra de terras na Amazônia aos brasileiros e, paralelamente, libere a venda de maneira indiscriminada aos estrangeiros.

    “Enquanto os brasileiros são impedidos de comprar mais do que 2.500 hectares de terras na Amazônia sem autorização do Congresso Nacional, os estrangeiros estão livres para fazer o que bem entendem em nosso território. O sueco Johan Eliash, por exemplo, adquiriu essas terras para transformá-las em reservas ambientais com a finalidade de captar dinheiro do Fundo de Seqüestro de Carbono criado pelo Protocolo de Kyoto, quando, na verdade sabemos que esses recursos devem ser utilizados especificamente para fins de reflorestamento”, criticou a deputada.

    Funai é questionada

    Maria Helena questionou ainda a posição da Fundação Nacional do Índio (Funai) com relação a essa situação. Segundo ela, certamente existem etnias indígenas habitando a área em questão, no entanto, o órgão não se manifestou em momento algum sobre essa questão. “Os produtores roraimenses que habitam a reserva Raposa/Serra do Sol há décadas são considerados invasores pelo Governo Federal, no entanto, um estrangeiro recebe privilégios que não são concedidos aos cidadãos brasileiros. Queremos entender, afinal, qual é o critério utilizado pela Funai para definir quem tem direito sobre essas áreas”, disse.

    Audiência pública

    A Comissão da Amazônia Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, mandou convidar para serem ouvidos em audiência pública, os ministros de Estado do Meio Ambiente, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para que se pronunciem sobre a compra dos mais de 161 mil hectares de terras pelo sueco Johan Eliash.

    Sueco oferece U$ 18 bilhões

    O sueco Johan Eliash, que é presidente da empresa de material esportivo Head, propôs no último dia 6, a compra da Amazônia por US$ 18 bilhões. A oferta foi anunciada durante a reunião de empresários em Londres e a justificativa do sueco seria para preservar a floresta amazônica.

    O sueco disse querer manter intacta a floresta para aplacar as mudanças climáticas que seriam responsáveis por tragédias como o furacão Katrina e o Tsunami de 2004. “A redução do número de catástrofes reduziria os gastos das seguradoras, que em 2005 atingiu US$ 83 bilhões, o maior da história do planeta”, alegou o empresário.

    Eliash lembrou que é dono de 160 mil hectares de floresta em Manicoré e Itacoatiara, no Estado do Amazonas, o que causou irritação na Comissão da Amazônia, no Congresso Nacional. A proposta, segundo agências de notícias, não teria sido recebida com entusiasmo por muitos empresários que estavam presentes ao debate organizado pela seguradora Lloyd´s. Eles não acreditam na relação direta entre a preservação da Amazônia e as tragédias.

    Fonte: Das agências/ Diário da Amazônia

  • Autoridades orientam sobre queima em pastagem

    Porto Velho/RO – O alto índice de queimadas e até incêndios registrados em 2005 faz com que autoridades ligadas ao meio ambiente tomem algumas medidas preventivas no sentido de orientar os agricultores sobre a forma mais sensata de atear fogo em pastagens e capoeiras. Entre as medidas estão o oferecimento de cursos e a criação de um calendário de queimadas.

    Apesar de ser uma prática comum, as queimadas são apontadas como a última alternativa por autoridades que trabalham em defesa do ecossistema. Segundo o secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), Erimar Moreira, o fogo deve ser evitado ao máximo, por produtores, pois a cultura secular não é a forma mais adequada de preparar o solo para o plantio. “Na Amazônia Brasileira é tradição realizar queimadas em pastos e capoeiras. Já é uma cultura que está enraizada porque é uma atividade que apresenta resultado rápido e mais barato do que a limpeza” frisa.

    É no período entre julho e novembro que as queimadas acontecem com mais intensidade na região norte. De acordo com Erimar Moreira, este ano já foram registrados alguns focos de calor ao longo de estradas, em áreas rurais de Rondônia. “Nossa preocupação é com a grande concentração de fumaça, pois favorecem o surgimento de doenças respiratórias, principalmente em crianças, além disso, com a fumaça suspensa aumenta o perigo de acidentes rodoviários, aéreos e de navegação fluvial. Na pastagem, dependendo da situação, não possibilita que os animais fujam”, alerta.

    Dicas sobre queimadas

    – Evitar as queimadas de todas as formas. Se não for possível, tomar os cuidados necessários para que o fogo não se torne um incêndio, fazendo aceiros (divisões na área a ser incendiada).

    – Ter autorização de um órgão ambiental competente antes de fazer a queimada.

    – Avisar os vizinhos que vai queimar.

    – Não queimar nas horas mais quentes, para evitar o risco de expansão do fogo.

    – Observar a posição do vento

    – Mobilizar pessoal para que fique atento, caso haja necessidade.

    – Cumprir o calendário de queimadas.

    – Não circular o fogo e deixar área de fuga, para que os animais tenham para onde escapar.

    Verdades e mentiras sobre queimadas:

    Mentira – A queimada deixa o solo mais forte

    Verdade – A queimada prejudica a fertilidade e reduz a compactação do solo, aumentando a exposição eólica, ou seja, a terra fica exposta até a radiação solar.

    Verdade – Reduz o tempo de vida e o teor de proteína da pastagem.

    Fonte:Amazoniaavista

  • Intensificadas ações para preservação das matas ciliares

    Porto Velho/ RO – Está sendo realizado, em todo o Estado, um trabalho de conscientização visando a proteção e recuperação das matas ciliares, através da realização de cursos para viveiristas e reflorestamento das áreas, feitas pela comunidade ribeirinha sob orientação de técnicos da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

    Em Ariquemes, para ser ter idéia, estão sendo utilizadas, no reflorestamento das matas ciliares da região, sementes nativas e mudas do Banco de Sementes do município, reativado há dois anos.

    A mata ciliar é a vegetação que protege as margens dos rios, lagos, minas nascentes e outros corpos de água, possui a função de diminuir a força direta das chuvas nas margens dos rios evitando erosão e impende que terra, areia e até lixo das enxurradas cheguem aos rios, evitando o seu entupimento (assoreamento) e a poluição.

    Proteção dos Rios

    A mata ciliar diminui os problemas de erosão do solo, além de manter o volume e a qualidade das águas dos rios e lagos. O equilíbrio dos ecossistemas aquáticos depende diretamente da proteção da vegetação que é a mata ciliar que age como reguladora para a sobrevivência e reprodução da fauna aquática.

    Além disso, é fonte da produção de alimentos, pois os peixes tiram parte significativa de sua alimentação de frutas silvestres das matas ciliares e florestas de igapós (alagadas temporariamente).

    Segundo o secretário da Sedam, Augustinho Pastore, o Código Florestal Brasileiro considera Área de Preservação Permanente, as florestas e demais formas de vegetação naturais, situadas ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água; ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios de água naturais ou artificiais, como também nas nascentes, ainda que intermitentes, e nos chamados olhos d’águas, qualquer que seja sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 metros de largura.

    Banco de Sementes

    O Banco de Sementes é um importante instrumento para recuperação de nascentes e matas ciliares, pois, tem como objetivo básico, auxiliar nas políticas de proteção e recuperação ambientais, reflorestamento e geração de riquezas através do setor madeireiro, pesquisa, produção, coleta, classificação e distribuição de sementes e mudas de essências florestais amazônicas.

    “Essa conscientização, não tem sido somente em nível de município e de comunidade e segmentos sociais, mas sim, na área rural a procura de pequenos agricultores para recuperação das suas nascentes, isso demonstra que quando é feito um trabalho de conscientização e educação ambiental, o resultado é altamente gratificante, pois nossas matas ciliares, voltarão a ser recuperadas de forma natural”, acrescentou a coordenadora do Banco de Sementes Luzinete Martins.

    O secretário Augustinho Pastore ressaltou que a Sedam, por meio do Banco de Sementes de Ariquemes, vem desenvolvendo projetos de recuperação das matas ciliares nos municípios de Colorado do Oeste, Ariquemes, Pimenta Bueno, Rio Crespo, Alto Paraíso, Cerejeiras, Presidente Médici, Machadinho D’Oeste, Monte Negro, Alta Floresta, dentre outros, atuando com re-povoamento florestal, sensibilização e capacitação dos extrativistas da Resex Rio Preto e Jacundá em parceria com o Sindicato da Indústria Madeireira de Ariquemes.

    Fonte: Amazoniavista

  • Morte de cacique sem esclarecimento

    Pimenta Bueno-A Polícia Civil ainda não concluiu as investigações sobre o assassinato do cacique Deusmar Ferreira Saquirabiar, conhecido como “Damião”. Ele foi morto com quatro tiros, no dia 23 de Junho, nas proximidades do terminal rodoviário da cidade de Pimenta Bueno. Entre os prováveis motivos do crime estão a disputa de terras e a exploração ilegal de madeiras na área indígena da vítima.

    A Polícia já analisou as imagens gravadas pelo circuito interno de TV instalado no terminal rodoviário, mas ainda não divulgou o resultado do trabalho.

    O cacique era um dos líderes da Reserva Mequéns, em Alta Floresta. A área indígena de Damião estava sendo explorada por madeireiros e há informações de que ele teria dado um prazo para que os madeireiros deixassem o local, ameaçando denunciá-los à Polícia Federal.

    Fonte: Amazoniaavista

  • Cacique é assassinado com quatro tiros

    Pimenta Bueno/RO – O cacique Deusmar Ferreira Saquirabiar, conhecido como “Damião”, um dos líderes da Reserva Mequéns, em Alta Floresta, foi morto com quatro tiros no peito, na madrugada de sexta-feira, dia 23, nas imediações do Terminal Rodoviário de Pimenta Bueno. Damião estava em companhia de uma jovem índia e conversou com algumas pessoas no local. Ele dirigia uma camioneta Hilux e foi alvejado no estacionamento do Terminal.

    O delegado titular de Pimenta Bueno, Arismar Araújo, em conjunto com a Polícia Federal, investiga as circunstâncias que levaram ao assassinato de Damião. O provável assassino do índio foi filmado pelo circuito interno de TV instalado na Rodoviária e também se aproximou de Damião, chegando a lhe pedir um cigarro. Quando o cacique e a jovem índia estavam no estacionamento, ele foi chamado pelo nome e em seguida alvejado com quatro tiros.

    A exploração de madeira na Reserva Mequéns pode ter sido a causa do crime. Local rico em cabreúva, madeira de qualidade e alto preço no mercado internacional, a Reserva há tempos vem sendo explorada de maneira ilegal por madeireiros. Damião teria dado um prazo para que os madeireiros deixassem o local, ameaçando denunciar tudo à Polícia Federal. Além disso, a disputa pelas riquezas e exploração das terras envolvia Damião Saquirabiar e seus filhos, bem como outros líderes, com quem eles não mantinham bom relacionamento.

    O delegado Arismar Araújo disse que toda a equipe de investigadores de Pimenta Bueno está empenhada no caso e que a gravação contendo as imagens do homem que conversou com Damião está sendo analisada. Por causa das pistas existentes, Araújo acredita que o caso se solucionará já nas próximas horas.

    Enterro

    O cacique Damião foi enterrado neste sábado em Cacoal. O velório aconteceu em uma funerária da cidade. A família proibiu que a imprensa acompanhasse o cortejo fúnebre. Até o portão do cemitério foi fechado para impedir a entrada de jornalistas.

    O enterro que aconteceu no cemitério Santo Antônio foi acompanhado por um grupo pequeno de familiares. Nenhum índio de outra etnia esteve presente. Segundo um funcionário da Funai que não quis se identificar, uma parte do povo Saquirabiá que vive na aldeia onde Damião era cacique, não conseguiu chegar até Cacoal por falta de condução.

    Fonte:Amazoniaavista

  • PF prende envolvidos em protesto contra apreensão de madeira

    Espigão do Oeste/RO – A Polícia Federal reagiu ao protesto ocorrido no dia 17 do mês passado, onde cerca de 2 mil pessoas renderam agentes federais e tomaram dois caminhões de madeira apreendidos em Espigão do Oeste. Na manhã desta segunda-feira, dia 12, uma mega operação, envolvendo 92 homens, entre policiais, escrivãos e delegados, realizou busca e apreensão em 19 residências de suspeitos de liderar o movimento.

    A operação começou por volta das 4 horas da madrugada. Onze pessoas foram detidas, entre elas o presidente da Câmara de Vereadores, Joaldir Schultz, o Zonga e um assessor da prefeita de Espigão do Oeste, conhecido por Ninho. Os outros acusados são: Gildeon Barbosa Silva, Gean Cleison Fornasieri, Alberto Nicolau Storch, Elias Rodrigo da Silva – Arara, Edmilson José de Oliveira – Juruna, Fernando Ivo Ribeiro – Fernandão, Alexsander Batista Stringueto, Irlan Nascimento Ribeiro e Eloir Sérgio Corradi Regly.

    Segundo o delegado Rodrigo Carvalho, que comandou a operação, no dia da manifestação a apreensão da madeira foi realizada por apenas uma equipe. Os motoristas foram abordados em uma estrada da zona rural de Espigão do Oeste e não tinham a documentação da madeira. Em seguida os agentes conduziram a carga para o quartel da Polícia Militar, palco do protesto. “Não havia meia dúzia de policiais federais. Eles foram cercados por 2 mil pessoas, que atiraram pedras, foguetes, bombas improvisadas e conseguiram tomar os dois caminhões,” disse o delegado. Os veículos tiveram os pneus furados pelos manifestantes que ainda jogaram toda a madeira em frente ao quartel, destruindo parte do muro.

    Manifestação

    O comandante da Polícia Militar em Espigão do Oeste disse que a situação só foi controlada depois de quatro horas de manifestação, com a chegada de reforço policial de cidades vizinhas. Segundo ele, até a rede de energia elétrica foi alvo do protesto, o que fez com que a cidade ficasse sem energia por mais de três horas. “Foi um momento de muita tensão. A informação que temos é de que foi atirada até madeira na rede de energia elétrica na entrada da cidade,” relatou Aparecido Firmino, comandante da PM, em Espigão.

    Os acusados foram levados para prestar depoimento na base da Polícia Federal de Ji-Paraná. Depois seriam encaminhados para o presídio da mesma cidade. Segundo o delegado, eles vão ser indiciados por 12 crimes, entre eles desacato a autoridade, formação de quadrilha, lesão corporal e destruição do patrimônio público. Segundo o delegado, há mandado de prisão preventiva para mais oito pessoas, que já foram intimadas.

    Fonte:Amazoniaavista

  • Índios interrompem garimpagem na Reserva Roosevelt

    Índios interrompem garimpagem na Reserva Roosevelt

    Índios interrompem garimpagem na Reserva Roosevelt

    Espigão do Oeste/RO – A garimpagem de diamantes na Reserva Indígena Roosevelt, localizada no município de Espigão do Oeste, a cerca de 500 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia, foi paralisada. Pelo menos é isso que garantem os caciques da Tribo Cinta Larga, que há 30 dias expulsaram mais 270 garimpeiros do local. No dia 20 de maio os barracos também foram derrubados e o maquinário foi retirado da área.

    Cerca de 2 mil índios habitam a Reserva Roosevelt, formada por 231 mil hectares. A destruição ambiental da área vem tomando proporções cada vez maiores. A Funai (Fundação Nacional do Índio) já elaborou um plano de recuperação da área degradada, mas o projeto só deverá ser colocado em prática depois que a situação da garimpagem ilegal for resolvida.

    Funcionários da Funai acreditam que no mínimo 10 mil garimpeiros tenham estado no local nos últimos seis anos. Somente no trecho conhecido como Baixão, a área garimpada já ultrapassa 10 km de extensão.

    A terra dos Cinta Larga já foi palco também de vários conflitos entre índios e garimpeiros. Há dois anos, 29 corpos de garimpeiros foram retirados da área em uma única operação policial. Funcionários da Funai acreditam, porém, que no mínimo 100 já teriam sido assassinados dentro da reserva.

    Negociação

    Os caciques João Bravo, Alfredo, Uita e Tataré afirmaram que decidiram fechar o garimpo, na tentativa de negociar com o Governo Federal a legalização da garimpagem. Eles não informaram, no entanto, por quanto tempo vão aguardar uma posição das autoridades. “O fechamento do garimpo representa prejuízo para nós, mas vamos mantê-lo fechado para que as autoridades confiem em nossa palavra”, disse Tataré.

    O desejo dos índios é de que a garimpagem seja feita apenas por eles, sem a participação de homens brancos. “Homem branco traz muitos problemas aos índios”, disse João Bravo.

    Estupros

    Mesmo afirmando que querem usar as riquezas encontradas em suas terras para melhorar a vida de quem vive na reserva, os índios reclamam que até agora o garimpo só trouxe problemas ao Povo Cinta Larga. O cacique Uita afirmou que houve inclusive casos de garimpeiros que estupraram crianças indígenas. “Houve vários estupros. A gente não fala, porque ninguém acredita em nós”, reclamou.

    Quanto ao assassinato de garimpeiros, Uita disse que foram praticados por índios de aldeias distantes da área do garimpo. “Isso aí não foi feito por gente daqui. Nós vamos proibir até a entrada de vários parentes que vem de fora fazer besteira aqui dentro”, disse.

    Fiscalização

    Além da fiscalização que é feita pelos índios, a Polícia Federal e a Polícia Militar mantém barreiras nas principais entradas do garimpo. Homens da Funai e da Polícia Ambiental também permanecem na reserva.

    O delegado Rodrigo Carvalho, disse que a Polícia Federal mantém seis bases de fiscalização do garimpo, mas que muitas máquinas, equipamentos e garimpeiros acabam conseguindo entrar na área por caminhos alternativos, usando inclusive propriedades rurais particulares. “As vezes conseguimos deter esse pessoal, mas outras vezes não”, disse.

    Quanto ao estupro de crianças indígenas dentro da reserva, o delegado disse que a Polícia Federal ainda não foi informada sobre o assunto.