Autor: daniel

  • Caçadores ameaçam animais de reservas

    Ouro Preto do Oeste/RO – Há muitos anos a vida animal silvestre vem sendo reduzida nas três reservas ao entorno de Ouro Preto do Oeste e ao longo desse tempo não foi providenciado um esquema de proteção exclusivo e permanente dos inúmeros habitantes das áreas contíguas.

    Na reserva do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) só existe um guarda-parque para cuidar de uma fronteira que margeia três bairros do município. A reserva da Ceplac constantemente também sofre invasões de caçadores que hoje matam pacas e tatus, mais já contribuíram para o desaparecimento de animais silvestres que antes eram vistos nas reservas como capivara, preguiças e veados.

    Os grupos de macacos que antes cruzavam a BR e perambulava pelas plantações da Ceplac raramente são vistos. A cada dia se afugentam em áreas mais isoladas das florestas.

    No Parque Municipal Chico Mendes a situação é mais controlada, porque oito guarda-parques fazem a vigília permanente da entrada do morro que dá acesso às rampas de salto e a estação de TV e da Embratel, 412 metros acima. Porém, basta um descuido que caçadores surgem, conforme informou o presidente da Associação do Morro.

    Fiscalização ineficiente

    Há duas semanas um veículo do Ibama, de Ji-Paraná, veio à cidade de Ouro Preto, mas a ação era contra um morador que tinha pássaro exótico preso em gaiola. Diligências nas áreas de reservas federais devem ser feitas pelo Ibama com apoio da Polícia Federal, porém nas áreas de reserva nativas urbanas de Ouro Preto, solicitações de proteção aos animais e pássaros silvestres das reservas da Ceplac, INPA e do morro Chico Mendes não ocorrem com freqüência.

    Antes, no interior das florestas mais fechadas do INPA e da Ceplac só havia trilhas de pesquisadores, mas hoje podem ser vistas armadilhas e pontos de espera de caçadores.

    Um guarda-parque do Chico Mendes salientou que os caçadores só dão tréguas mais prolongadas quando acontece operação de fiscalização no interior das matas, como ocorreu há cinco anos, quando o Ibama, a Polícia Federal e funcionários do INPA estiveram vasculhando todas as fronteiras da área.

  • Setor madeireiro faz acordo para desbloquear 364

    Ariquemes/RO – Em reunião nesta quarta-feira (15) entre a bancada parlamentar de Rondônia no Congresso e representantes do setor madeireiro do Estado, chegou-se a uma solução para o impasse criado com o bloqueio da BR 364, na altura do município de Ariquemes. Desde às 12h de segunda-feira, a estrada estava obstruída pelos extratores de tora e madeireiros da região.

    “Estamos construindo saídas para valorizar o trabalho de quem está legalizado e para punir com firmeza quem não está, dentro do princípio de que é preciso combater o desmatamento”, disse o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Claudio Langone, que presidiu a reunião.

    O acordo foi firmado entre integrantes da Associação dos Extratores de Tora e Indústria Madereira (Atimer) de Rondônia, diretores do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), membros da bancada, e o governo federal.

    Decidiu-se na reunião que o Ibama vai disponibilizar um cadastro técnico federal para viabilizar o registro dos extratores de tora e que a Atimer entregará ao órgão federal uma lista dos projetos de manejo que ainda não foram vistoriados na região. Esse procedimento é fundamental para a aprovação das projetos. Com essa lista, o Ibama vai programar, em no máximo 48h, as vistorias pendentes.

    Combate a ilegalidade

    A associação ainda se comprometeu em cooperar com o Ibama para combater a ilegalidade no comércio de madeira na região. O ministério, o Ibama, a bancada e a Atimer deverão acompanhar a votação do Zoneamento Ecológico Econômico do Estado de Rondônia na reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), prevista para acontecer nos dias 21 e 22 de fevereiro.

    A entidade, bem como os integrantes da bancada, comprometeram-se em trabalhar para que possa ser efetivado o processo de descentralização da gestão florestal. “A exemplo do que aconteceu no Pará e no Mato Grosso, queremos criar uma agenda comum com o governo do estado, por meio de uma acordo de cooperação”, comentou Langone.

    O Ibama ainda se comprometeu em disponibilizar, em março, as regras para o plano de manejo de baixa intensidade, que se aplica principalmente nas pequenas e médias propriedade. A regulamentação dessas regras está em consulta pública e a Atimer deverá apresentar suas sugestões até o dia 24.

    O órgão federal também vai discutir formas de melhorar a relação entre o detentor do plano de manejo ou de autorização para desmatamento legal, os extratores de toras e a indústria madeireira de Rondônia. A Atimer, em contrapartida, deverá apresentar alternativas para compatibilizar a demanda da indústria madeireira e a oferta potencial do estado. Hoje, a demanda é muito superior ao que o Estado pode oferecer.

  • Aspectos climáticos da Bacia Amazônica

    A bacia Amazônica, possuindo a maior extensão de floresta quente e úmida do Globo, ocupa quase a metade do Território Brasileiro.

    Os sistemas de circulação atmosférica, que atuam diretamente, exercem importante papel na variação de composições climáticas na Amazônia, no tempo e no espaço.

    No setor oriental da Região sopram, periodicamente, ventos de E a NE do anticiclone subtropical semi-fixo do Atlântico Sul e do anticiclone subtropical semi-fixo dos Açores. Em virtude de possuírem uma subsistência superior e conseqüente inversão de temperaturas, tais ventos são acompanhados de tempo estável. No setor ocidental predomina a massa de ar equatorial (m Ec), formada pela convecção termodinâmica dos ventos de NE do anticiclone dos Açores e da convergência intertropical (CIT). Esta massa de ar, pela sua forte umidade específica e ausência de subsidência superior, está freqüentemente, sujeita a instalabilidades causadoras de chuvas abundantes. Sendo caracterizada por uma vasta planura situada próxima ao nível do mar e cortada de um extremo a outro pelo paralelo do equador, a Região possui clima quente.

    As áreas serranas da fronteira setentrional e da chapada dos Parecis em Rondônia (pela altitude bem acima da planura regional) possuem temperatura média anual inferior a 24º C. Neste aspecto o que bem caracteriza esta Região são temperaturas que variam de 24 a 26º C.

    Convém observar que durante o inverno toda zona meridional da Região, especialmente o setor sudoeste (Rondônia, Acre e parte do Amazonas) é freqüentemente invadido por tais anticiclones de origem polar, após transpor a cordilheira dos Andes, ao sul do Chile. Alguns são excepcionalmente poderosos e provocam o chamado fenômeno da friagem, caracterizada por forte umidade específica e relativa, acompanhada de chuvas frontais e sucedidas por tempo bom e extraordinária queda de temperatura que atinge a mínima como aquelas citadas.

    Além da direção predominante do vento e de sua velocidade, os fatores locais que governam o curso diurno da temperatura são a topografia, a altitude, a natureza do solo e a nebulosidade. No caso da Região a topografia e a altitude baixa favorecem o aumento da amplitude diurna, entretanto a natureza do solo, profundo e coberto pela vegetação pujante da selva, e a notável rede de rios largos, além da forte nebulosidade durante todo o ano agem em sentido contrário. É bem verdade que na Amazônia predominam calmarias, porém o ar está diariamente muito carregado de umidade. Por esses motivos a amplitude térmica diurna na Amazônia é um pouco inferior às registradas em outras regiões da zona equatorial.

    Se em relação à temperatura, a Região apresenta certa homogeneidade espacial e estacional, ou seja, pouca variedade térmica ao longo de seu território e uma variação estacional pouco significativa, o mesmo não acontece em relação à pluviosidade.

    Em virtude dos sistemas de circulação atmosférica a Região Amazônica constitui-se no domínio climático mais pluvioso do Brasil. Há uma área ou um corredor menos chuvoso, de orientação NW-SE, em Roraima que apresenta um total com cerca de 1.400 a 1.800 mm. Em linhas gerais levando-se em conta o regime de temperatura, toda a Região possui clima quente, uma vez que todos os meses se mantêm com temperatura média superior a 22º C.

    Estima-se que a Amazônia, recebe no limite superior da atmosfera um máximo de 875 cal.cm-2.d-1, entre janeiro a dezembro e um mínimo de 730 cal.cm-2.d-1 em junho e julho, sendo que 50 % dessa quantidade chegam à superfície. Devido ao regime de temperatura, toda a região Norte do Brasil, na qual estão contida 70 % da bacia Amazônica, possui domínio climático quente, sendo que os principais subdomínios climáticos, o super úmido e o úmido. O super-úmido domina a porção Oeste da bacia, grosseiramente a parte de Manaus, onde o tipo climático é o equatorial, já na posição Leste da bacia a partir de Manaus, domina o úmido, com tipo climático tropical.

    A distribuição de precipitação na bacia é sensivelmente menos uniforme. O movimento meridional do Sol entre os paralelos 23o27’ cruzando a linha do Equador duas vezes por ano em intervalos de seis meses conjuntamente com a fonte de água e ar quente que é o Oceano Atlântico, são os principais fatores que determinam os padrões de clima e conseqüentemente a pluviosidade da região Amazônica. A quantidade média de vapor de água armazenado na atmosfera (água precipitável) é da ordem de 35 mm, enquanto a media mundial é de 28 mm, conferindo à região condições isotérmicas, com alta pluviosidade. A pluviosidade anual é maior na costa Norte com valores acima de 3.250 mm, sendo que esse valor decresce em direção a Amazônia Central atingindo um mínimo de 1.750 mm., a partir da Amazônia Central, a quantidade anual de precipitação começa a aumentar, desta feita em direções Nordeste e Sudeste. Na direção Nordeste, encontraram-se os maiores índices, ficando em torno de 3.500 mm e a Sudeste, esses valores são menores alcançando 2.250 a 2.500 mm. Porem, esses índices pode chegar a 5.000 mm.ano-1, na região Andina.

    Se considerarmos a bacia como um todo, 48% da precipitação (2.379 mm.ano-1) é evapotranspirado e 52 % é escoado pelo rio Amazonas. Podemos estimar ainda, que pela precipitação, a bacia recebe 11,87.1012 m3.ano-1 e, através da descarga do rio Amazonas, deixa o sistema 5,44.1012 m3.ano-1. Assim, a Amazônia pode ser caracterizada, por altas temperaturas com baixas amplitudes térmicas onde predomina o clima quente e úmido; precipitação bastante elevada durante o ano, em media 2.200 mm, e com uma ciclagem interna de vapor de água bastante intensa, onde a massa total desse vapor, é constituída de 50 % de vapor d’água de origem marinha (Oceano Atlântico) e 50 % originário da própria bacia, através da evapotranspiração.

    Sergio Roberto Bulcão Bringel

    Químico, doutor em Agronomia na área de Concentração de Solos e Nutrição de Plantas. Especialista em Hidrogeoquímica da Amazônica.

    Pesquisador da Coordenação de Pesquisa em Clima e Recursos Hídricos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA/CPCRH; Professor da Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas-UEA/EST; Consultor da Fundação de Ampara a Pesquisas do Estado do Amazonas-FAPEAM; Conselheiro Titular do Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado do Amazonas – CERH-AM

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  • Monitoramento mostra poluição do Pirarara

    Cacoal/RO – As águas do Pirarara, um dos principais rios da região central do Estado, apresentam vários indicadores de poluição e são consideradas impróprias para o consumo humano. A constatação foi feita pela bióloga Maria Dinar Pinheiro, como trabalho de conclusão de curso de graduação. “A contaminação da água interfere na saúde das pessoas, na autoregulação e no funcionamento dos ecossistemas”, lembrou Maria Dinar.

    O trabalho foi realizado com o objetivo de verificar, através de análises físico-químicas, microbiológicas e microscópicas, o grau de poluição do Rio Pirarara, no perímetro urbano do município. Segundo Maria Dinar, as coletas de amostras de água foram realizadas com repetições entre setembro e outubro de 2005, em cinco pontos estratégicos distribuídos ao longo do rio. “As amostras foram acondicionadas e transportadas sob condições ideais até os laboratórios responsáveis pelas análises”, explicou.

    Detectou-se, através das análises microbiológicas, a presença de coliformes totais e fecais e de enterobactérias em um grau elevado, deixando a água imprópria para o consumo. As análises físico-químicas evidenciaram alteração em cloreto, proveniente da quantidade de esgotos lançados diretamente ao rio.

    Preservação de rios e nascentes

    Segundo a pesquisadora, o estudo realizado mostra a necessidade de um monitoramento mais aprofundado nas águas do Rio Pirarara, envolvendo mais parâmetros e maiores números de pontos e coletas, que quantifiquem com exatidão as populações existentes, para que se possa chegar a conclusões mais precisas. No estudo, Maria Dinar também faz um alerta à população e às autoridades do município, para que se ocupem mais com a conservação e manejo dos rios que cortam a cidade e com a preservação das poucas nascentes nela situadas.

    De acordo com Maria Dinar, o esforço conjunto trará resultados benéficos e efetivos em menor prazo. Ela sugere que sejam criadas leis que possam evitar que a população polua o rio, bem como programas contínuos de educação ambiental.

  • ANA forma banco de dados sobre água e cultura

    A Agência Nacional de Águas (ANA) está formando um banco de dados sobre a água na cultura brasileira. O acervo inclui desde músicas e canções populares, poesias, livros e peças de teatro até manifestações na escultura, pintura, paisagismo, arquitetura e urbanismo. Também estão sendo registradas expressões sobre o tema na língua portuguesa e nas línguas indígenas, bem como no humor, nas tradições religiosas e nos rituais e crenças populares.

    A iniciativa está alinhada com o tema escolhido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) para celebrar, em 22 de março de 2006, o Dia Mundial da Água. A data foi adotada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1992 e tem um tema específico a cada ano. A celebração do Dia Mundial da Água tem por objetivo fomentar em todo o mundo, de acordo com o contexto e as prioridades de cada nação, atividades de conscientização pública sobre a conservação e o uso da água, assim como a implementação da Agenda 21.

    O resultado do trabalho da ANA, bem como outras iniciativas brasileiras sobre o tema, será apresentado nos eventos associados à 8ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-8), entre os dias 20 e 31 de março, em Curitiba.

  • Aprovado Plano Nacional de Recursos Hídricos

    O Brasil é o primeiro país da América Latina a possuir um Plano Nacional de Recursos Hídricos sob a ótica da gestão integrada. O documento foi aprovado nesta segunda-feira, dia 30, por unanimidade, pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos e traz um conjunto de diretrizes, metas e programas para garantir o uso racional da água no Brasil até 2020.

    Ao abrir a reunião do Conselho, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ressaltou o caráter inovador do plano brasileiro, que leva em conta não apenas aspectos hídricos, mas também fatores econômicos, culturais e sociais. Ela acrescentou que a matéria é de vital interesse para o País, que concentra 12% das reservas mundiais de água doce.Segundo a ministra, o desafio agora será a implementação do plano nas mesmas bases em que ele foi elaborado, “com ampla participação social, a partir do olhar dos usuários da sociedade civil e dos demais entes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos”..

    O Plano Nacional de Recursos Hídricos foi elaborado pela Secretaria de Recursos Hídricos do MMA, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), CNRH, e contou com a participação de cerca de sete mil pessoas, por meio de oficinas e seminários realizados em todo o Brasil. O documento traz metas de curto, médio e longo prazos e propõe a implementação de programas nacionais e regionais, bem como a harmonização e a adequação de políticas públicas, visando estabelecer o equilíbrio entre a oferta e a demanda de água.

    O objetivo é assegurar as disponibilidades hídricas em quantidade e qualidade para o seu uso racional e sustentável.

    O secretário de Recursos Hídricos do MMA, João Bosco Senra, destacou que, ao elaborar o plano, o Brasil cumpre compromissos internacionais como o assumido com a Organização das Nações Unidas e com a Cúpula Mundial de Joanesburgo para o Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10), que estipulou o ano de 2005 para que os países apresentassem seus planos de gestão integrada de recursos hídricos. “O Brasil é um dos poucos países do mundo e o único na América Latina a cumprir essa meta”, disse, acrescentando que, por esta razão, será apresentado no México, durante o 4° Fórum Mundial das Águas, entre os dias 16 e 22 de março de 2006.

  • Complexo turístico explora a natureza

    Complexo turístico explora a natureza

    Complexo turístico explora a natureza

    Cacoal/RO – As belezas naturais da região amazônica são as principais atrações do Cacoal Selva Park, um complexo turístico localizado a 12 km da área central da cidade. Além de sua estrutura hoteleira, formada por cabanas rústicas e apartamentos, o complexo oferece opções de lazer ligadas diretamente a natureza, como trilha ecológica, pista de arborismo, piscinas e lagos abastecidos por água mineral, além de várias espécies de animais silvestres. O complexo, que em 2001 foi transformado em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), é formado por 300 hectares, sendo 165 de área preservada.

    A área foi adquirida pelo empresário Nério Bianchini em 1978 e apesar de sempre ter sido utilizada para o lazer, só passou a ser explorada como uma opção do turismo ecológico a partir dos últimos cinco anos. Há na reserva, amostras da flora e da fauna amazônica, que atraem não só a atenção de turistas, mas também de pesquisadores da região. O local é habitado inclusive por animais silvestres como capivara, anta, onça pintada e macaco, além de muitas araras.

    As fontes de água natural são as principais riquezas da reserva. “Todo o parque, desde as cabanas aos lagos e piscinas, é abastecido naturalmente pelas nascentes ”, disse Nério. Segundo ele, a água já foi analisada e apresentou 100% de pureza, sendo considerada própria para o consumo humano.

    Contemplação da natureza

    A pista de arborismo, a primeira do Estado, é a mais nova opção de lazer oferecida pelo Cacoal Selva Park. São 500 metros de percurso no ar, em pontes sustentadas pelas próprias árvores nativas da região. “É uma travessia segura, feita com o acompanhamento constante de guias treinados”, explicou Vera Bianchini, uma das proprietárias.

    O arborismo funciona como uma opção de esporte radical e como uma forma de contemplação da natureza, já que enquanto faz a travessia, o turista aprecia a diversidade biológica da reserva. “É um esporte bonito e que tem tudo a ver com nosso público”, disse Vera.

  • Convenção discute biopirataria

    Brasília – A Oitava Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 8), que acontecerá em Curitiba, de 20 a 31 de março deste ano, tratará de pelo menos dois temas de grande interesse de povos indígenas e comunidades locais: acesso e repartição de benefícios oriundos do uso de recursos genéticos e proteção dos chamados conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade. Os dois itens são importantes para combater um dos principais problemas enfrentados pelos países megadiversos: a biopirataria.

    A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) foi o primeiro instrumento legal internacional a reconhecer a relevância dos conhecimentos, inovações e práticas de comunidades indígenas e locais para conservação e uso sustentável da diversidade biológica (Artigos 8j e 10c).

    “Como resultado desses dispositivos, e da luta organizada dos representantes dessas comunidades na última década, eles possuem um espaço político considerável para participar e influenciar o processo da CDB”, destaca Bráulio Ferreira de Souza Dias, gerente de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

    Nesta linha, desde o ano passado, o Ministério investe na capacitação de líderes, para que estas comunidades possam participar do evento de forma efetiva. Além de uma cartilha, explicando como a convenção funciona, foram promovidos três cursos, em Curitiba, São Luís e Manaus.

    Entre os temas discutidos estavam histórico, atualidades e perspectivas internacionais da CDB e da COP 8; agrobiodiversidade e políticas públicas; conhecimento milenar indígena; preservação, recuperação e uso sustentável da biodiversidade em terras indígenas. O MMA também está apoiando financeiramente a viagem de lideranças para a reunião preparatória da COP 8, que acontece no final de janeiro, em Granada, Espanha.

    Principais temas

    Entre os principais pontos de discussão na COP 8 está a negociação para criação de um Regime Internacional de Acesso e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade. Entre outras regras, o Brasil defende que o regime seja vinculante, ou seja, tenha regras que devam ser cumpridas obrigatoriamente pelos países signatários e que regulamente também o tema dos conhecimentos tradicionais.

    A briga pela criação deste regime nasceu da constatação de que os recursos genéticos e os conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade vêm sendo sistematicamente acessados por instituições de pesquisa e empresas de desenvolvimento tecnológico de países usuários (pobres em biodiversidade e ricos em biotecnologia). Embora alguns dos países signatários da CDB tenham criado legislações específicas para o tema, elas não têm sido respeitadas fora das jurisdições nacionais.

    Atualmente, por não existir um instrumento que garanta o respeito a essas legislações, o acesso tem sido realizado sem o consentimento livre e informado das populações detentoras dos recursos genéticos e conhecimentos tradicionais.

    Esses acessos ilegais têm resultado em pedidos de direitos de propriedade intelectual (patentes, registro, marcas, etc) que, em sua maioria, não repartem benefícios. As negociações internacionais sobre o tema têm importância estratégica para o Brasil, que é o país de maior biodiversidade e um dos grandes provedores de recursos genéticos. Algumas estimativas apontam que o mercado mundial de biotecnologia, o qual utiliza os princípios ativos e códigos genéticos existentes na natureza, movimenta, por ano, um valor total que pode ultrapassar U$ 700 bilhões.

  • ONGs italianas constroem hospital na Amazônia

    ONGs italianas constroem hospital na Amazônia

    Cacoal/RO – A Associação São Daniel Comboni, entidade da igreja católica, está construindo em Cacoal, o maior hospital da região. A unidade ocupará 15 mil m2 de área construída e oferecerá atendimento nas especialidades de oncologia, cardiologia, traumatologia e doenças tropicais. O projeto está sendo executado com recursos viabilizados pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) Senza Frontiere e Ingegneri Oltre e com o apoio da população do município.

    O projeto está avaliado em R$ 40 milhões. A unidade está sendo construída no Bairro Eldorado, a cerca de 2 quilômetros da região central da cidade, em um terreno de 50 mil m2, doado pelo morador local, João Pichek. Segundo o padre Franco Vialetto, presidente da Associação São Daniel Comboni, o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal colaboraram com os serviços de terraplanagem, mas o apoio maior está sendo dado pelas ONGs italianas e pelo povo de Cacoal. A comunidade colabora com doação de materiais de construção e de mão de obra.

    O hospital deverá desenvolver também, em parceria com outras instituições, pesquisas na área da saúde que envolvam o estudo de plantas medicinais da Amazônia. De acordo com o padre, a equipe de técnicos que vai comandar o hospital, já está sendo formada. “Estamos mantendo contato com médicos e outros profissionais da área e há muitos manifestando interesse em trabalhar no hospital”, disse.

    Dificuldades com a Receita Federal

    A construção do hospital teve início em julho de 2004. Cerca de 40% das obras encontram-se em fase de acabamento, no entanto, Franco Vialetto prefere não marcar prazo de conclusão. Ele argumenta que nas obras de Deus não há cálculo humano. “É caminhando que se encontra colaboradores, pessoas de boa vontade”, disse.

    Franco Vialetto reclama, no entanto, das dificuldades enfrentadas junto a Receita Federal no sentido de receber equipamentos doados pelas ONGs italianas. Ele informou que há, na Itália, três carregamentos de equipamentos e materiais prontos para ser encaminhados ao Brasil, mas estaria havendo dificuldades para se conseguir a liberação de importação.

  • Exército apreende trinta castanheiras em operação

    Ariquemes/RO- Os soldados do Exercito Brasileiro que desembarcaram em Ariquemes no dia 27.03 retornaram ao 5º Batalhão de Engenharia e Construção (BEC), levando mais de 100 metros cúbicos de madeiras, que foram apreendidas em operação conjunta com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), todas em Alto Paraíso.

    O município de Alto Paraíso, junto com Ariquemes, Buritis, Campo Novo, Cujubim, Monte Negro e Machadinho do Oeste formam os pontos de maior concentração de extração ilegal de madeiras. O comandante da operação, tenente Renato Acácio Suffi, revelou que foram apreendidas cerca de 30 toras de castanheira, espécie cuja extração é proibida por lei federal e corre o risco de extinção.

    Para a operação que durou apenas um dia, o exército disponibilizou seis caminhões e um ônibus. Todos os caminhões voltaram para o 5º BEC carregados. “O Exército Brasileiro trabalhou apenas em apoio ao Ibama, que dispõe de pequeno quantitativo de homens e equipamentos para fazer a remoção da madeira ilegal”, revelou o tenente Suffi.

    Novas operações

    O chefe do Ibama em Ariquemes , Evandro Haggemann, explicou que em vários municípios da região do Vale do Jamari, os donos de madeireiras deixam as toras jogadas em vias públicas. “Desta forma eles tentam burlar a fiscalização, dizendo que a madeira não é deles. Por isso solicitamos o apoio do exército para atuar no município de Alto Paraíso”, explica.

    Novas operações conjuntas entre o Exército e o Ibama não estão descartadas. “Estamos a disposição para trabalhar em prol da justiça, quando houver designação atenderemos prontamente o pedido”, revela.